Novembro no Porto.

quinta-feira, 21 de novembro de 2024 · Temas: ,

Há muito tempo que não realizávamos uma iniciativa destas: uma pequena viagem ao Porto, cumprindo um roteiro de improviso, mas sempre rico a cada passo. Decidimos por esta data, por ser um pouco antes da intensidade natalícia, e coincidimos com um daqueles dias de chuva com o qual a nossa cidade sabe muito bem lidar. Saídos em S. Bento, partimos para o emaranhado em que a baixa está transformada, com obras um pouco por todo o lado, e o multiculturalismo que rivaliza com qualquer metrópole europeia.



As lojas, que infelizmente já não são o que eram, foram a tentação dos nossos companheiros de jornada, que a cada passo faziam uma paragem técnica, e diminuíram a ambição Geográfica da tarde. Nada que não prevíssemos; afinal já não é a primeira vez que realizamos estas lições de realidade e, portanto, as 4 horas que por ali estivemos, permitiram percorrer 4 ruas! Mesmo assim, foi muito divertido!

Vinte quilómetros de mar.

domingo, 27 de janeiro de 2019 · Temas: ,

Sabíamos que o caminho era sempre para sul, sabíamos do sol pleno, e imaginávamos o mar a bafejar a brisa. Aconteceu; mas não imaginávamos o calor inusitado que sentimos, mesmo diante da chuva que se adivinhava no horizonte. Fez-se sem custar, e ganhamos o risco de um sábado de inverno, que não o foi, e para mais estava adiado há demasiado tempo. O balanço fez-se do seguinte modo: há urgência num novo, se possível, com o intimismo e cumplicidade deste.

Sábado Diferente: 20 quilómetros à beira-mar.

sábado, 5 de janeiro de 2019 · Temas:

Passadas as festas, apostamos nas caminhadas. Gostamos muito de andar a pé, inclusivamente, perdermo-nos conscientemente, conquistando o vagar necessário à interpretação que a paisagem, sempre rendilhada, requer. Por isso, vamos repetir um belo trajeto, que realizamos há cerca de 3 anos, entre Vila do Conde e Matosinhos, contrariando a toada rumo a norte, em direção ao apóstolo Tiago.

O trajeto do mapa acima publicado, é aproximado àquele que pretendemos realizar, que se desenvolve mesmo junto à costa, nos passadiços sobre as dunas. Faremos pausas para pequeno almoço, almoço e café. Assim, temos dois planos em hipótese para este Sábado Diferente, que será definido em função do número de alunos inscritos; para já temos uma série de professores caminheiros na calha:

  • Plano A (comboio + metro):
  • Encontro na estação de caide pelas 8:58 – S. Bento // estação de metro da Trindade – metro até Vila do Conde (mosteiro) // almoço Angeiras // metro em Matosinhos (antes ou depois do jantar) – Baixa do Porto – regresso.

  • Plano B (automóvel particular + metro):
  • Encontro na estação de 24 de agosto pela 10h (Porto) metro até Vila do Conde (mosteiro) // almoço Angeiras // metro em Matosinhos (antes ou depois do jantar) – Baixa do Porto (24 de agosto) – regresso.

O plano A permite que mais alunos participem; o plano B é o menos cansativo. A decisão será tomada por nós, perante o número de alunos. Se forem em suficiência, avançamos para o Plano A. Se forem poucos, combinaremos um esquema de boleias e divisão de despesas, e avançaremos para o Plano B. A lista de inscrições online está aqui e a folha de autorização será dada em mão. 


Um sábado, pelo Natal!

quarta-feira, 21 de novembro de 2018 · Temas:

Esta edição natalícia dos sábados diferentes está quase a constituir-se numa tradição de época, com direito a figurar em calendário. E se vamos pelo Porto, vamos acima de tudo pelo espírito de Natal, essa coisa que não se vê, mas se sente, e que se traduz, simplesmente, em gestos e atitudes. É este o nosso conceito de Natal: dispensa o consumismo febril, inócuo e vazio, e procura o gesto.

Sábado Diferente - Presépios de Natal

Por isso esta edição de natal dos Sábados Diferentes. Terá lugar no próximo dia 15 de dezembro e, para além da célebre pista de gelo, da Baixa do Porto, visitaremos também a Vila de Natal do Porto, que faz este ano a sua estreia na Alfândega.

Outono enganador.

domingo, 21 de outubro de 2018 · Temas: , ,

Por estes tempos, as ruas da baixa do Porto são percorridas ziguezagueando as hordas de turistas, que conferem ao Porto um absoluto cosmopolitismo, impensável há poucos anos atrás. É impossível, pelo menos a horas decentes, saborear as montras ou deambular “ao calhas”, como num certo passado recente, sem enfrentar filas, passeios bloqueados e a calma que certas ruas e largos nos costumavam transmitir. Claro está que essas mesmas ruas estão agora de rostos lavados e incomparavelmente mais seguras. Mas, há algo a faltar na cidade que julgávamos conhecer.

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Não obstante, é indubitável que muita da baixa ganhou uma certa alma, não sabemos bem de que género, perdida nos anos 90 com febre construtiva que fez alargar os subúrbios e despovoar o centro da metrópole. Atualmente, com a renovação do miolo velho da cidade, o processo parece inverter-se, mas engane-se: é economicamente impossível habitar a cidade com as rendas proibitivas, inflacionadas pelo turismo.

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Ora, há que repensar tudo isto, que é o que certamente os nossos queridos fregueses do D devem estar a fazer, precisamente neste momento. Mais nada! Afinal, foram a deliciosa companhia, e o motivo, de mais um Sábado Diferente de um outono quente, enganador.

Sábado Diferente #1.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018 · Temas:

Estivemos a consultar a previsão do estado de tempo para o próximo dia 20 de outubro, um sábado, e o sol sorrirá. Este dia está situado no coração do outono, estação do ano que que nos motiva, mais uma vez, a revisitar a nossa cidade, e sobretudo dá-la a conhecer: são assim os Sábados Diferentes!

Sábado Diferente Outono 2018

O tema é o outono e nele cabem assuntos múltiplos que o Porto enfrenta na atualidade: a dicotomia da renovação urbana e a gentrificação; a perda da tipicidade; aspetos culturais; o “que resta de um cidade medieval?”, entre outros.

A autorização, de cariz absolutamente obrigatório, encontra-se disponível através desta hiperligação (a password de abertura encontra-se no Classroom). A autorização contempla o programa, conselhos e regras. Por último, para participares, deverás inscrever-te nesta edição através da seguinte hiperligação. Contacta-nos.

Montátenda!

quarta-feira, 20 de junho de 2018 · Temas: ,

Esta é a foto, mais ou menos oficial, da equipa do “Campismo dos Espiões”, que nesta passada terça-feira desesperou para montar as tendas do acampamento previsto para daqui a uns dias. É também provisória, pois família não está completa: faltam duas meninas que andam a descobrir encantatoriamente “o mundo”, uma outra que não sabemos bem, e um marmelo que foi para o tanque nadar com os patinhos!

Montátenda

Sobre o motivo da foto, apetece-nos também dizer isto: a rapidez de julgamento de uma classe social é demasiadamente estúpida para nos demover da nossa convicção de ir além do ensino. Vejam-se os ataques diários na imprensa, por exemplo, e sabemos do que estamos a falar. E esta convicção não é só nossa, é também dos 3 professores que nos acompanham, e muitos outros, para quem o ensino não se reduz ao giz e um quadro negro, e cujas férias são de um mês, ao contrário daquilo que se gosta de fazer passar. Ah! E se esta atividade se prevê acontecer, sê-lo-á por entre as pausas que esta fase calendário escolar permite e, pasme-se, às próprias expensas! Era muito mais fácil nada fazer… e aí sim, a estupidez era bem-vinda.

Tu cairás!

domingo, 17 de dezembro de 2017 · Temas: , ,

O toque profético do título deste artigo assenta perfeitamente, e por analogia, às notas que pretendemos atribuir em pauta, no final deste período. Por outras palavras, ou aprendes, mesmo devagar, mas com persistência e método, ou cairás!

Mas, há mais. No rinque da aprendizagem, quem não se submete à liça, perde tempo e oportunidade. Foi assim a patinar, e assim foi com a opinião sobre o desempenho a Geografia A, durante os últimos meses: ficamos sós, a olhar para o carrocel das notas. Paciência!

Pessoas que se revelam.

domingo, 10 de dezembro de 2017 · Temas: , ,

Costuma-se dizer que as pessoas se revelam, prestam-se, ou não, em viagem.  É uma bela de uma verdade. A novidade, própria de uma visita de estudo que se preze, constitui-se como um dos seus principais argumentos, e leva à forçosa interação dos participantes com o meio e com quem acompanham. E é na adequação dessa interação, que a viagem, a excursão, ou aquela, constitui um excelente exercício de revelação pessoal

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Isto tudo, a propósito da Cidade do Porto, pelo Natal, que visitamos ao longo da tarde e noite, da passada sexta-feira, dia de feriado religioso e de aparição de uma chuva há muito ausente. Não obstante esta última, mantivemos o programa e, debaixo de um longo chuvisco, percorremos a Foz e caminhamos da Boavista até à Baixa. Durante a passada ligeira, rimos, observamos, ouvimos, trocamos opiniões, brincamos, aprendemos e, acima de tudo, revelamo-nos, uns aos outros.

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Houvera uma visita de estudo no início de cada ano letivo, para cada turma e respetivos professores, que muito dos problemas de disciplinares e até pedagógicos, seriam bem mais fáceis de sanar e superar.

O Porto pelo Natal.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017 · Temas:

Vamos ao Porto, pelo Natal, e não vamos visitar museus, exposições, e outras coisas importantes. Vamos simplesmente ao bulício que o comércio da Baixa provoca na cidade, sobretudo nesta época do ano. Levamos alunos, o motivo, e uma grande equipa de professores, para cumprir um importante objetivo: entender a cidade.

Visita de Estudo Porto pelo Natal

Trata-se de uma visita de estudo definida no Conselho de Turma do Curso de Línguas e Humanidades, aprovada superiormente, que se realizará no próximo dia 8 de dezembro. Tem partida junto da ESL, pelas 14 horas, e um regresso ao mesmo local pelas 23.30h. 

Cosmopolitismo.

domingo, 15 de outubro de 2017 · Temas:

Há uma máxima oriental, já por aqui usada a este propósito, que diz que o caminho vai-se fazendo, caminhando. Vamos diretos ao assunto: há visitas de estudo que se moldam aos objetivos; há outras, como as edições dos Sábados Diferentes, onde os objetivos se vão recriando em função de um tema.

SBCosmopolita-053Acreditamos nesta forma diferente de centrar aquilo que se pretende de uma saída de campo, que faz do terreno conhecido, e do precavido improviso, uma constante adaptação. Com esta fórmula, consegue-se o equilíbrio entre os participantes, o meio e as condições logísticas.

Repare-se, tínhamos um tema: o cosmopolitismo, mas não propriamente um caminho. E se o primeiro foi literalmente absorvido pelos nossos sentidos, ora no toque fácil, consequência do autentico “carnaval” fora de época que se vive atualmente nas ruas do Porto, ora pela audição do linguajar indecifrável de tanta gente do mundo, o segundo foi-se fazendo…

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Em suma, o Sábado Diferente deste dia 14 de outubro conciliou aquilo em que acreditamos: seis professores, oito alunos esforçados, encarregados de educação felizes, e uma profunda absorção cultural ao caminhar, ao deitar na relva, ao parar para fotografar. Muito simples e rico! Ah! E por termos gostado, redobramos a aposta que contará com mais uma edição similar, em breve, para aqueles que não puderam participar nesta. 

Sábado Diferente: Porto, uma cidade cosmopolita.

sábado, 7 de outubro de 2017 · Temas:

Feito um certo esclarecimento perante os Encarregados de Educação, surge então o primeiro Sábado Diferente da presente temporada letiva. E gostamos de este designar este período de tempo por temporada, onde o tempo é indeterminado, tal como o programa deste inicial Sábado Diferente.

Porto Cosmopolita

À semelhança de outras edições, há um motivo, mas não uma rigidez de programa, própria de uma visita de estudo clássica. Temos como objetivo visitar o Porto, e “absorver” a multiculturalidade, o cosmopolitismo, a que a cidade, muito por culpa do turismo e dos intercâmbios internacionais de estudantes universitários, está votada.

E se somos muito cáusticos em relação a uma certa forma de deixar o turismo acontecer, nada nos opomos a um dos seus maiores benefícios: a implícita manifestação cultural que acarreta,  através das imensas línguas e feições exóticas, e belas, que deambulam pelas ruas do casco medieval e neoclássico do Porto. É ali que nos vamos sentar na relva, nos bancos de jardim, e olhar todo aquele fabuloso frenesim. Vamos absorver o cosmopolitismo!


Primavera acalorada.

quarta-feira, 12 de abril de 2017 · Temas: ,

A primavera, ousada, que nos tem soprado com um calor estival, apadrinhou o delicioso Sábado Diferente do passado dia onze de abril, realizado algures entre a baixa do Porto e a periferia de Gaia.

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Aquele imenso dia começou bem cedo, em Caide, com apenas algumas horas de sono, mas que entendemos perfeitamente. Na verdade, estamos de férias, e não é propriamente tempo de deitar e levantar cedo… Contudo, estas edições não se compadecem com uma certa preguiça, arrepiam a norma, e são sempre, sempre compensadoras.

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Que o digam as valentes e divertidas meninas, somente meninas, que alinharam neste enorme improviso pensado, pelas cosmopolitas ruas da baixa portuense, onde começa a ser raro ouvir falar português. Ora, se por um lado esta maré turística, que inunda a cidade, é bem-vinda, não deixa de nos causar preocupação com a gentrificação inerente, cujos sintomas são bem manifestos na desenfreada ocupação hoteleira de vários quarteirões da baixa.

Sábado Diferente: Ninhos no Parque Biológico!

terça-feira, 28 de março de 2017 · Temas:

Este Sábado Diferente é um clássico e é temático. Vai de encontro às preocupações do Projeto Ninhos e, por isso, pretende visitar o melhor parque biológico do Grande Porto, o Parque Biológico de Gaia. Trata-se de um excelente exemplo da pedagogia que se pode fazer com espécies nacionais, autóctones, cujo cativeiro está integrado numa antiga quinta rural, junto à margem do Rio Febros, um dos derradeiros afluentes do Douro.

Assim, e com o jeitinho próprio de quem tem sensibilidade para estas coisas, vais poder observar e tirar selfies (ou ao contrário) com “montes de bicharada”, de nomes super engraçados: gamos, texugos, toirões, gansos-patola, pernilongos, gaios, pêgas-rabudas, corvos, cágados-mediterrânicos e até, vê lá bem, cágados-de-carapaça-estriada! Um sucesso garantido!

Mas se achastes estes nomes hilariantes, nem imaginas os nomes de destino dos autocarros que partem do Parque das Camélias (Batalha, no Porto), e nos podem (vão) transportar até à porta do parque:  Avintes, Lever, Canedo, Mosteiro, Alheira, Espinhaço, e coisas assim parecidas, uma comédia! Já agora, qual é o gentílico de um habitante de Alheira? Uhmmmm??!!

Ninhos no Parque Biológico

Ora, a nossa voltinha, muito económica, deverá realizar-se no próximo dia 11 de abril, uma terça-feira, já em plenas férias de Páscoa. Se as inscrições se avolumarem, podemos até ponderar mais uma data. O esquema é semelhante a um Sábado Diferente passado, realizado com uns senhores doutores. Vê lá!

Improvisos de Carnaval.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017 · Temas:

Tínhamos em mente um plano A e B para o Sábado Diferente que ontem se realizou no Porto. Nem um, nem outro, foram possíveis de concretizar, muito devido à chuva matinal que se fez sentir de Campanhã à Baixa.

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Não obstante, a deliciosa irreverência dos participantes não negou a chuva e optou por usufruir, um pouco à solta, do imenso que a Cidade, por estes dias, vai oferecendo. Tal como os forasteiros, deixamo-nos ir e deslumbrar, como se fosse a primeira vez, sem contornar, por completo, o tema deste Sábado: o Carnaval e o Vinho.

Na verdade, o milagroso e reconfortante sol da tarde, fez-nos calcorrear as velhas e íngremes calçadas, pelas quais pretendíamos passar de manhã, pontuadas por miradouros que permitem entender um pouco melhor, o centro histórico do Porto. O resto, as fotografias, a interação com os portuenses, e até os apetites despertados pelas lojas apelativas, surgiram com a naturalidade prevista e adocicaram um dia repleto de estórias e “coisas” para contar. As fotografias provam-no.

Sábado Diferente: o vinho e o carnaval.

domingo, 5 de fevereiro de 2017 · Temas:

O carnaval é uma festa de raiz pagã, que ocorria no início do inverno em honra de Baco, o mitológico deus do vinho romano, e é hoje um exorcismo social, vivido de acordo com a cultura de cada povo, onde durante dias se esquecem preceitos e costumes e prevalece o quase «vale tudo».Vinho&carnavalCom a apropriação cristã, o entrudo aparece como celebração fortemente ligada ao período de abstinência, mas nem por isso as manifestações pagãs deixaram, tolerantemente, de se manifestar das mais diversas formas: ora com fogo, música e dança, ora com chocalhos, caretos, máscaras e vinho.

É este último que nos motiva e orientará o próximo Sábado Diferente, onde iremos procurar a essência do seu fabrico na Cidade do Porto. Será um périplo por becos e ruelas,  caves bolorentas, armazéns e adegas de vinho, culminando no belíssimo edifício da Feitoria Inglesa.

Sobre patins de gelo.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016 · Temas: ,

É já tradição fazer patinagem, mais ou menos artística, nas edições natalícias dos Sábados Diferentes. Este ano, a equipa que nos acompanhou parecia dominar a “coisa” e só a custo experimentou a gélida temperatura do chão da pista… Bahhh! Uns verdadeiros “desmancha-prazeres”! O verdadeiro artista tem de ser multifacetado. Tanto faz um mortal invertido com uma pirueta pelo meio, como se espatifa, de chapa, e em plena confusão, em pleno chão da pista. Isso sim, agora acrobacias; bahhh!

Dádivas.

domingo, 4 de dezembro de 2016 · Temas:

O Sábado Diferente de natal foi enorme, complexo e, como sempre, enriquecedor. Aliás, este último adjetivo, é talvez o maior dos motivos destas iniciativas que já se desenvolvem há mais de 10 anos, sempre com alunos, às vezes com professores.

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Na verdade, independentemente do local, do meio de transporte, ou do motivo que as várias gerações de alunos, que por nós já passaram, tenham vivido nestes Sábados, há certamente um denominador comum: o improviso que não obsta, e até flexibiliza; numa palavra, cria autonomia. Neste sentido, trata-se de uma fórmula impossível de aplicar numa “normal” visita de estudo, pelo que, enquanto houver vagar e tempo, fá-lo-emos nestes moldes.

Sobre este último, o improviso, calculado, foi determinante para o seu sucesso. A cidade, no dia de inauguração das iluminações de Natal, estava repleta de gente; de tal modo, que em certas ruas era difícil transitar. Valeu-nos o metro, também ele apinhado, que nos transportou da pista de gelo da Boavista à Baixa, onde assistimos, já no fim da jornada, ao belíssimo início do Natal na Cidade.

Sábado Diferente: «dar sem receber».

segunda-feira, 21 de novembro de 2016 · Temas:

Eis a proposta, muito aguardada, do primeiro Sábado Diferente da temporada, que surge, talvez, um pouco tardiamente, mas ainda assim numa quadra excelente para começar o primeiro de muitos; esperamos! De facto, por esta altura, e no passado ano letivo, já havíamos realizado um Sábado Diferente, bem outonal, e próximo das imediações da ESL.

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Neste, que agora se propõe para os próximos dias 1 e 8 de dezembro (em função do número de inscrições) o destino é já um clássico: o Porto, a sua Baixa e o frenesim natalício. Contudo, e sem fugir ao que já fizemos no passado, que adiante de descreverá, vamos nesta edição procurar fazer na cidade grande, aquilo que no fundo o Natal representa, ou devia representar:  dar sem receber.

O que é que isto significa na prática? Simples, vamos procurar ter uma palavra amiga, aqui e acolá, um pouco por toda a Baixa, a quem o Natal não é mais do que uma época de frio e gente frenética, atafulhada de objetos supérfluos. Afinal, a palavra, ou apenas a presença, são verdadeiros motivos de transmissão de calor e alegria.

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«[...] o mundo atual perdeu o sentido da verdadeira alegria, e vai-se afastando dela. Procura-a por caminhos frenéticos de excitação, na busca de prazeres, de interesses, de fruição dos bens materiais, tudo isto em ritmos alucinantes, que provocam a solidão e, quase sempre, a tristeza».

- Homilia do Cardeal - Patriarca de Lisboa (D. José Policarpo) na Missa da Noite de Natal de 2009.

Ora, não obstante, e por conhecermos a “fauna” que nos consome juízo várias vezes durante a semana, não deixaremos de realizar uma série de rituais natalícios, que o centro do Porto, decorado e iluminado a preceito, apela a fazer. Assim, pretende-se, não necessariamente por esta ordem:

  • almoçar num “tasco” típico, económico, com refeições na ordem dos 4 a 5 euros, ou mesmo levar farnel e almoçar num local adequado para o efeito;
  • fazer um périplo pelas lojas comerciais que concorrem para a melhor montra de natal, numa iniciativa da CMP;
  • percorrer as múltiplas feiras natalícias que se realizam um pouco por toda a Baixa;
  • trepar até ao topo da Torre dos Clérigos e vislumbrar crepúsculo a cair na cidade;
  • percorrer a pé o tabuleiro superior da Ponte de D. Luís até ao miradouro da Serra do Pilar;
  • fazer patinagem “mais ou menos artística” num dos rinques de gelo instalados na Boavista ou na Baixa.

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    Programa.

    Previsto para o próximo dia 1 e ou 8 de dezembro de 2016 (caso o estado de tempo não proporcione o Sábado Diferente, será colocado um aviso no sítio Geopalavras.pt e transferido, caso possível para o sábado sequente), o ponto de encontro será na estação de Caide de Rei pelas 9:30h, onde tomaremos o comboio com destino ao Porto (S. Bento) pelas 9:58h (a viagem de ida e volta tem um custo de 5,70 euros, que acresce o cartão recarregável da CP cujo custo é de 50 cêntimos).

    A partir da estação de S. Bento, o percurso será realizado a pé (sempre na Baixa). A subida à Torre dos Clérigos custa 2,5 euros e a patinagem ronda os 3 euros por 30 minutos (preços do passado ano letivo). O almoço, decorrerá num restaurante que sirva refeições económicas (4 a 5 euros). Se a maior parte dos alunos assim decidir, levaremos merendeiro.

    Eventualmente, faremos uma viagem de metropolitano até à Boavista -  Casa da Música (custo 1,20 euros), de onde seguiremos, via Palácio de Cristal, à Baixa.

    O regresso está previsto para a 19:00h, com partida da estação de S. Bento, e chegada prevista às 20:03H, em Caide de Rei.

    Por último, o protocolo destes Sábados Diferentes requer o cumprimento dos seguintes passos:

  • a inscrição numa lista de inscrições online (dia 1 de dezembro);
  • a inscrição numa lista de inscrições online (dia 8 de dezembro);
  • a impressão, tomada de conhecimento e entrega da autorização de participação;
  • o imprescindível contacto pessoal do EE com o professor responsável (na ESL ou já na Estação de Caide), sem o qual o aluno não poderá, de modo algum, participar nesta iniciativa.


O Professor dinamizador – Pedro Alves.