Habituados que estamos ao nosso estilo de vestir, é por vezes difícil imaginarmos outra figura ao espelho e desconstruir o normal. Mas foi isso que propusemos a alguns "colaboradores" do sétimo ano de escolaridade, que tiveram de pensar num "look" diferente, incomum, para um colega de turma. A ideia foi tentar contrariar o estilo normal de cada um (t-shirt, sweatshirt, ganga e sapatilha), e levá-los a experimentar algo diferente, talvez mais sofisticado. Adoramos o resultado pela imaginação das propostas, e pela adesão, sem pudor, dos modelos; as fotos comprovam-no.
Alfaiate: a cor dos olhos.
Diz-se que os olhos não mentem. Acreditamos, até porque a sua beleza, seja ela castanha ou ermeralda, normalmente coincide com a beleza do rosto. Com o olhar pedimos, desejamos, choramos ou mandamos, e nesse sentido, os olhos são o fim daquilo que somos, a nossa personalidade.
A cor dos olhos de uma pessoa resulta da pigmentação de uma estrutura chamada íris, que circunda o pequeno buraco negro no centro do olho (a pupila) e ajuda a controlar quanta luz pode entrar no olho. O castanho é a cor dos olhos mais frequente em todo o mundo. As cores mais claras dos olhos, como azul e verde, são encontradas quase exclusivamente entre pessoas de ascendência europeia.
A cor dos olhos é determinada pelas variações nos genes de uma pessoa. A maioria dos genes associados à cor dos olhos está envolvida na produção, transporte ou armazenamento de um pigmento chamado melanina. A cor dos olhos está diretamente relacionada à quantidade e qualidade da melanina nas camadas frontais da íris, e as pessoas com olhos castanhos têm uma grande quantidade de melanina na íris, enquanto pessoas com olhos azuis têm muito menos deste pigmento.
onte: https://ghr.nlm.nih.gov/primer/traits/eyecolor
Alfaite: os óculos redondos.
Os óculos redondos voltaram a estar na moda. Sendo um rebuscamento dos anos 60 e 70, quando artistas e cantores famosos os usavam, estes óculos oversized misturam o vintage com a modernidade, e assentam bem em qualquer rosto. Chegaram em força, são de várias cores e prometem criar uma tendência.
O sorriso.
O riso é uma parte do comportamento humano regulado pelo cérebro. Ajuda os seres humanos a indicar as suas intenções, durante interações sociais, e provê um contexto emocional para a comunicação. Pode ser utilizado por um grupo social para sinalizar aceitação e reações positivas com outros indivíduos (Wikipédia). Boas Festas!
O visco e os druidas.
No norte da Europa podemos encontrar o Viscum album, mistletoe em inglês, de folha arredondada, e próximo do nosso azevinho, cujas bagas possuem propriedades medicinais e que antigamente na eram úteis na cura das mais variadas maleitas.
As reconhecidas propriedades terapêuticas das bagas do visco, concederam a esta planta arbustiva um caráter sagrado. As civilizações pré-Cristãs consideravam-na como uma representação do poder divino e os celtas usavam-na como remédio para a esterilidade dos animais e um antídoto de venenos (Geopalavras 2013). Deste modo, o visco, e a adaptação meridional do azevinho, tornaram-se perfeitamente legíveis no cenário natalício e, inclusivamente, nas primeiras imagens daquilo que se veio a tornar nos dias de hoje o Pai Natal.
As ilustrações de «Um conto de Natal» de Charles Dickens, realizadas por John Leech, mostram-nos um Pai Natal gigante, um fantasma, usando um robe necessariamente verde, cabelo emaranhado em visco, uma cornucópia de abundância, e uma expressão de bondade, condizente com o verdadeiro espírito de Natal.
Fonte: Geopalavras 2013 – «O azevinho nas festividades de natal».
Caneca de Natal!
A simples caneca de café, chá ou leite, ultrapassou a especificidade do objeto utilitário e é hoje uma solução decorativa, uma lembrança de época ou local, e até uma forma de ironia social. Como exemplo, o gigante norte-americano Starbucks lança todos os anos, desde 1997, pelo Natal, uma edição decorada e alusiva à quadra. O design dos cup coffes alternou desde então, entre as imagens estilizadas de renas e ornamentos natalícios, passando pela critica política com um mosaico de pessoas que pareciam em greve, ao simples padrão com mistletoes estilizados.
Boxers de Natal.
Os boxers são uma criação norte-americana, como resposta à censura televisiva da década de 1970, que considerava uma pessoa de cuecas, indecente. Nos início dos anos 80, Giorgio Armani, estilista, reinventou o conceito de boxers até então, dando origem ao confortável boxer moderno (Wikipédia).
Vermelho natalício.
Barretes.
O Pai Natal e o seu traje, é uma invenção do norte-americano Thomas Nast para a revista Harper's Weekly. Muito embora tenha sido o seu compatriota Haddon Sundblom a massificar a imagem ocidental do Pai Natal com uma publicidade para a Coca-Cola, no desenho de Nast não podem ser negadas as influências religiosas do traje de “europeu” de São Nicolau (Wikipédia).
Botas e sapatilhas.
É com recorrência que destacamos as sapatilhas no Geopalavras. Nos dias correntes, este acessório de moda superioriza-se ao mero calçado, e assume-se como elo agregador de uma atitude identitária. Curiosamente, calçamos mais sapatilhas do que outro calçado; em parte pelo conforto e liberdade de movimentos, em parte pela atitude perante a vida. As botas também têm os seu lugar e, quando não alternam com outro calçado, provam um estilo forte e vincado.
Moto jacket.
O moto jacket, perfecto ou blusão de cabedal, é um acessório de moda que se pode vestir de uma forma casual, jogando bem com, praticamente, qualquer peça de roupa. Sendo intemporal, faz moda desde os idos anos 60/70, há-los cozidos em pele, camurça ou até sintéticos, são próximos, e parecem estar a voltar em força, conjugados com sapatilhas e uma simples t-shirt branca.
A cor do cabelo.
A cor do cabelo está de acordo com o pigmento de melanina. Por isso, adquirimos cabelos loiros, castanhos, ruivos e pretos. Contudo, os cabelos também podem ser tingidos sem depender daquela, mas sim do gosto pessoal. Trata-se de uma espécie de melanina social, que se pauta pela diferença, irreverência e inconstância.
Casual.
A fusão de peças clássicas com outras, mais básicas, para além de um ato de moda, é uma afirmação de bom gosto e de estilo. Não se trata de vestir “caro”, mas de sim de combinar peças de roupas simples, contrastantes, num resultado que confunde a moda com irreverência. Quando se constata isto numa escola secundária, onde as parangonas das marcas e a mimetização entre pares são uma constante, vemos a diferença de que tanto gostamos.
Botas de pele de crocodilo [Alfaiate da Lixa].
O réptil de sangue frio e paragens quentes, é cobiçado pela pele escamosa, que permite malas de senhoras chiques, porta-moedas, ou botas destemidas, daquelas que impõe respeitinho à “cowboy”. O bico, preparado para tudo; a sola, pronta para durar anos; o cano alto, próprio para a lavoura; e o tacão, que concede uns centímetros extra, constituem o resto do ramalhete.
O sorriso.
Entre os humanos, e na nossa cultura, sorrir é uma expressão que pode manifestar prazer, sociabilidade, alegria, felicidade ou simpatia. Na verdade, e independentemente do lugar onde se manifeste, trata-se uma forma de comunicação. Paradoxalmente, e em certas culturas, pode também significar embaraço ou confusão. Não é o caso da nossa, ocidental e mediterrânica, onde, e visivelmente, o sorriso é alegria!
O colete [Alfaiate da Lixa].
O colete é uma peça de roupa que cobre somente o tórax e o abdómem. Sem mangas ou gola, o colete deixa de fora os braços e pode servir para proteger do frio. Há também coletes especiais como: o colete salva-vidas, como dispositivo de segurança rodoviária, ou como colete à prova-de-bala, usado por polícias.
Fonte: Wikipédia.
The Stars and Stripes [Alfaiate da Lixa].
A bandeira dos EUA contém 13 faixas horizontais, 7 de cor vermelha e 6 brancas. Cada faixa horizontal representa uma das antigas Treze Colónias. O retângulo azul, no canto superior esquerdo, apresenta 50 estrelas brancas, simbolizando cada um dos Estados do país. O vermelho simboliza resistência e coragem, o branco simboliza a pureza e inocência, e o azul representa vigilância, perseverança e justiça.
Fonte: Wikipédia.
Sapatilhas [Alfaiate da Lixa].
De acordo com o Grande Dicionário Língua Portuguesa, da Porto Editora, a palavra sapatilha deriva do castelhano zapatilla, diminutivo de zapata. Outros dicionários, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, indicam tratar-se de termo derivado de sapata + sufixo -ilha.
Fonte: FLiP
O alfaiate da Lixa está de volta!
É com prazer que anunciamos o regresso do mais famoso fotógrafo da ESL, o Alfaiate da Lixa! De facto, era inevitável a reaparição desta personagem que circulou pela escola há cerca de 5 anos e fotografou, sobretudo, «a diferença». Como afirmamos então, «[na verdade] não é preciso ser modelo ou vestir coisas caras e sofisticadas para marcar a diferença, basta sim saber conjugar [o que se veste e o que adorna], com simplicidade, e mostrar caráter». Nesta temporada, o Alfaiate será, na maior parte das vezes, interpretado pelos alunos do Curso de Multimédia que, inclusivamente, já fotografaram, por entre o outono, a simplicidade da Raquel e a elegância da prof. Graça.
Portanto, a fórmula é simples: atiçar o olhar, perscrutar o horizonte, e olhar com franqueza para quem nos rodeia. Se o fizermos, facilmente descobrimos que as pessoas são bem mais interessantes do que a nossa indiferença, preguiçosa, nos faz, por vezes, pressupor.
O gorro.
Se o gorro é hoje um objeto de moda, usado por desportistas e celebridades, o certo é que nasceu para cobrir a cabeça e protege-la do frio. De nome original balaclava, este objeto de moda nasceu na Crimeia (Ucrânia) numa localidade que lhe deu o nome. No fundo é um subtipo do chapéu, de formato redondo, sem abas, que cobre as orelhas, e é usado tanto por homens, mulheres ou crianças.

