Quando comecei a escrever o Geopalavras, em 2009, não imaginei que ele viesse a guardar tantos anos de escola, tantos alunos e tantas experiências. Nasceu para prolongar as aulas e mostrar que aquilo que se aprende dentro de uma sala também se encontra à nossa volta. Com o tempo, acabou por se transformar numa memória do que fui fazendo, observando e pensando.
A Geografia continua a ser o fio que liga tudo, mas por aqui também entram a meteorologia, a ciência, a fotografia, a tecnologia, os livros, a cultura e o quotidiano. Entra, no fundo, tudo aquilo que me obriga a parar e a olhar duas vezes.
A escola está presente em quase todas estas páginas. Está nos trabalhos dos alunos, nas atividades, nas saídas de campo e em projetos como o Canal 800, MeteoESL, Geopalavras 360º e a Estação Gráfica. Alguns resultaram como imaginei; outros seguiram caminhos que não previ. Ainda bem.Escrevo como professor, mas não apenas. Escrevo também como observador, cidadão e alguém que dificilmente consegue olhar para uma paisagem, uma notícia ou um dia de calor sem tentar perceber o que está por detrás.
No fundo, o Geopalavras é a minha maneira de mostrar que a Geografia não cabe num manual e que uma escola, quando se movimenta, pode ser um lugar extraordinário.

