Voltamos ao palco.

quinta-feira, 19 de março de 2026 · Temas: ,

Pudera eu começar as minhas aulas em setembro com um teatro, e o ano letivo seria diferente. No palco, nas atividades, no Estúdio A ou em ações de campo, perceciono os alunos de um ângulo diferente daquele que uma sala de aula nos deixa perceber. Observo o modo como se relacionam, a ligação mais ou menos solta que têm comigo e uma série de aspetos da personalidade que só são possíveis de entender num contexto que não a sala de aula. Há alunos que surpreendem pela diferença; outros são uma versão idêntica à que apresentam na sala.


E por mim falo, que não me diferencio muito consoante o espaço. Não consigo ser formal e, em ambos os contextos, detesto a normalidade. Tento transmitir esta minha maneira de ver as coisas, que não é contrária à aprendizagem e é útil à inovação. Há quem não entenda isto, precisamente por ser normal. Contudo, é exatamente essa dose de "anormalidade" que faz os alunos subirem ao palco e ao teatro; um salto que lhes desenvolve a oratória, os desinibe por completo e lhes puxa, irremediavelmente, pela imaginação.

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Coisas do Diabo #3.

domingo, 15 de março de 2026 · Temas: , ,

Neste novo episódio, percebemos como quatro amigos veem o mundo escolar. Começam por queixar-se do excesso de trabalhos de Geografia e dos testes de Matemática. Ou seja, palpita-me que as pautas da Páscoa vão ser o diabo e a redenção só surgirá lá para finais de maio ou início de junho.

Mas não se ficam pelas questões académicas. Em jeito de passeio-reportagem pela escola, descobrem lixo deixado no sítio errado, obstáculos a meio do corredor e até portas fechadas, o que até parece uma figura de estilo, atendendo a que se trata de uma escola!

A Páscoa e os gatos.

sábado, 14 de março de 2026 · Temas: , ,

Tive uma tarde livre esta semana porque uma das minhas turmas foi para o Porto e, em vez de me enfiar num gabinete ou mergulhar na papelada, experimentei coisas novas. Por outras palavras, fazer mais do mesmo não me assenta, mesmo que o tenha de fazer mais tarde.

Assim, peguei na máquina de corte a laser que tenho na escola e, com a ajuda de uns fabulosos voluntários que se foram juntando, fizemos experiências e conseguimos cortar em vinil dúzias de ovos coloridos e uma série de gatos.

Ora, a questão que se levantou durante a instalação foi: porquê os gatos e não os coelhos, as borboletas ou até as florezinhas? A resposta é simples: porque isso é piroso! O gato, por outro lado, e mesmo adocicado como aqueles que colamos nas montras, não deixa de ser um gato. Um gato nunca é cor-de-rosa (arggh!), verde-alface ou azul-celeste. Na verdade, um gato não se deixa domesticar verdadeiramente; eles só coabitam connosco porque lhes damos comida. Caso contrário, na primeira oportunidade, procuram outras paragens. E mesmo quando se sujeitam a festinhas, acreditem que é graxa.

Ou seja, admiro aquela personalidade autónoma, sem paralelo no mundo dos animais domésticos. Nem os lagartos, que passam horas a olhar em frente, são tão indiferentes às mariquices dos nossos mimos.

Coisas do Diabo #2.

sexta-feira, 13 de março de 2026 · Temas: , ,

Neste segundo episódio do Coisas do Diabo, as anfitriãs recolheram o testemunho do corpo docente e dos funcionários face a episódios de violência, explorando de que forma estes podem ser espoletados por atitudes de cariz racista. Vejam.