Gosto de olhar para as nuvens e adivinhar o retrato do estado do tempo que elas desenham. E sim, leram bem: olhar para as nuvens, e não andar nas nuvens, porque deixei de acreditar em tal coisa. Além disso, é muito mais divertido associar o estado do tempo às nuvens que correm pelo céu do que tentar imaginar nelas um cão ou um gato, quase sempre muito rebuscados na forma.
De uma maneira geral, as nuvens estão associadas a determinadas condições atmosféricas e, consequentemente, a certos estados do tempo, que variam também de acordo com a época do ano e com a nossa localização geográfica. Nos últimos dias foi possível observar fantásticos exemplos de cumulus congestus e cumulonimbus, nuvens que denunciam forte instabilidade atmosférica e movimentos ascendentes intensos do ar.
Neste início de outono, com os dias a mingar e o inverno a aproximar-se, as temperaturas ainda podem atingir valores relativamente elevados quando massas de ar subtropical avançam para latitudes mais elevadas e alcançam, por exemplo, o noroeste da Península Ibérica. Foi o que aconteceu no passado fim de semana e nos primeiros dias desta semana.



