Um comedouro para pássaros selvagens.

domingo, 8 de março de 2026 · Temas: ,

Naquelas arrumações que normalmente se fazem pelo início da primavera, dei um jeito na minha garagem: arrumei ferramentas, projetos deixados a meio e sobras de madeira. Foi precisamente com parte destas últimas que me lembrei de fazer um comedouro para aves selvagens, uma ideia que ganhou tração com o desperdício de pão que, infelizmente, cá por casa se faz.



O projeto é de fácil execução e pode ser feito até num apartamento, com praticamente três ferramentas: uma chave de estrela, um pequeno serrote e um par de grampos (ou sargentos). Há que ter em conta o tipo de madeira usada e se esta pode ficar exposta à chuva. Mesmo que não seja resistente à água, basta que o telhado seja impermeável, algo que pode ser alcançado colando um pedaço de lona ou camadas de sacos de plástico.

Depois, interessa colocar o comedouro longe do alcance de gatos, baratas e até ratos, e fazer alguma manutenção e limpeza, sobretudo após períodos de chuva. A parte mais gira é ver piscos, melros, tordos e até rabirruivos a saltar de ramo em ramo, hesitantes e cautelosos, antes de picarem a comida. Delicioso!

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Sol e orientação.

quinta-feira, 5 de março de 2026 · Temas: ,

O modo e o tom que quero dar a este artigo, quase particular, têm a ver com uma parte da audiência do Geopalavras: alunos e ex-alunos da minha atual escola.

Por isso, começo por falar da turma que levei hoje a realizar um exercício de orientação com o extrato de duas cartas militares (as folhas n.º 99 e 100) no vale da Ribeira de Borba, situado nas cercanias da escola. Trata-se, basicamente, de um conjunto de raparigas e apenas três rapazes, de proveniências diversas e motivações muito desiguais. E é precisamente isso que os torna interessantes: são heterogéneos, divertidos e salutares, mas há que saber entendê-los.




Alguns são alunos com "vida" de escola, que fazem aquela famosa transumância nos intervalos: da sala para o exterior da escola, e ocupam os passeios adjacentes ao recinto escolar como se de um salão se tratasse. Outros vieram de experiências frustradas no ensino secundário e há também quem tenha escolhido o Curso Profissional de Turismo como opção.

Ora, tal como em qualquer relação, seja ela qual for, são os pequenos passos, como a saída de campo de hoje, que a cimentam. E não me arriscaria a mais, tal como pretendo, se não tivesse passado por estas provações. Aprender a gostar é isto: pequeno passos, pé ante pé.

Precipitação de fevereiro.

terça-feira, 3 de março de 2026 · Temas:

A precipitação do mês de fevereiro alcançou o valor total de 479,9 milímetros, o que é o mesmo que dizer que, na região de Lousada, por cada metro quadrado, caíram 479,9 litros de água. E se este valor impressiona, visto que o mês de janeiro, teoricamente mais chuvoso, também já tinha atingido um valor total muito elevado, o ritmo e a concentração temporal na primeira metade do mês são também factos de realce: choveu naquele período 92,5% do total mensal.

O valor diário mais alto foi atingido no dia 5 de fevereiro, que registou o maior volume de precipitação de todo o mês, atingindo um total acumulado de 52,6 mm. Outros picos de precipitação ocorreram nos dias 10 e 7 de fevereiro, também de chuva extrema, registando totais diários de 49 mm e 45,5 mm, respetivamente.

Saímos com chuva, voltamos com sol.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026 · Temas: , ,

Saímos com chuva, voltámos com sol é a metáfora deste dia preenchido pela visita de estudo, que tive o prazer de acompanhar. Até porque é sempre muito confortável participar nas visitas de estudo em que não sou responsável pela organização, limitando-me ao papel de vigilante e acompanhante.



Com a energia típica do oitavo ano, explorámos o monumental Mosteiro de Tibães e, a escassos quilómetros dali, o Museu dos Biscainhos. Ambos os locais serviram de excelente cenário para que os alunos pudessem observar de perto a enorme expressão e riqueza que o estilo barroco assumiu na cidade de Braga.