Atrasei-me na análise dos dados da minha estação meteorológica no início de junho e resolvi fazer uma análise conjunta destes dois últimos meses.
O mês de maio mostrou inicialmente temperaturas com médias baixas, a rondar os 12 ºC e os 14 ºC. O final do mês assistiu a um aumento brusco da temperatura (dia 20), que culminou no dia 27, com 37,5 ºC de valor máximo e um valor médio de 26,6 ºC, sendo o dia mais quente do mês e do ano, até então.
Ao contrário de maio, que foi um mês de extremos e transição, junho mostrou uma regularidade muito maior no que toca ao tempo quente. As temperaturas médias fixaram-se quase sempre acima dos 20 ºC, e as máximas ultrapassaram frequentemente os 30 ºC, caracterizando a entrada plena na época estival. A temperatura máxima ocorreu no dia 12, com um valor de 38,2 ºC e uma média de 28,7 ºC.
Destaque ainda para os elevados valores de amplitude térmica registados em maio, nos dias cujas máximas rondaram os 30 ºC. Foram sintoma de grandes arrefecimentos noturnos, resultado da forte radiação solar e da baixa humidade do ar.
No que à precipitação diz respeito, verificou-se uma assimetria extrema, sendo flagrante o contraste pluviométrico entre os dois meses. Maio acumulou 78,0 mm de chuva, concentrada sobretudo na primeira quinzena, com o dia 9 a ser o mais fustigado, registando 20,5 mm. Em contrapartida, junho foi um mês extremamente seco, totalizando apenas 13,2 mm, em que mais de metade desse valor caiu num único episódio, no dia 25.


