Colamos uns espanta-pássaros.

quarta-feira, 8 de julho de 2026 · Temas: , ,

Apesar do título, gosto, de uma maneira geral, de todos os pássaros. Dou-me bem com todos eles e cada um tem as suas manhas; vejamos: há "melros" a quem acho graça, pois são hábeis na arte de se esquivarem ao trabalho; quanto aos "pardais", juntam-se em bandos e têm muita dificuldade em entender-se; também lido com uma data de "gralhas" que falam de tudo e mais alguma coisa, e quase nada dizem de jeito; conheço ainda os "rouxinóis", que são uma delícia quando fazem e falam, e as "rolas", que voam sempre demasiadamente baixinho.

Não obstante, nutro um instinto de proteção por todos, carinho até, que necessita de ser exercido, caso contrário degrada-se. Falo tanto dos meus pássaros como dos verdadeiros, que sabem voar logo à nascença. E, como mais ninguém parece preocupar-se com eles, pedi ajuda a dois "passarões" para me ajudarem a colar uns espanta-pássaros nas janelas da escola viradas a norte. Ao contrário das janelas orientadas para os restantes pontos cardeais, nas setentrionais não existem palas metálicas que filtram a luz solar, logo não sinalizam o obstáculo aos pássaros, que acabam por sucumbir à força do impacto. É um espetáculo macabro a que ninguém gosta de assistir e que já se arrastava há demasiado tempo na escola.

Os Jardins do Diálogo e a força da geração atual.

domingo, 28 de junho de 2026 · Temas: ,

Há dois motivos sobre os quais eu sempre tive uma enorme dificuldade de escrever: o primeiro sou eu mesmo, o segundo são as pessoas que admiro. Isto porque há sempre uma carga imensa de emoção no ato da escrita; as palavras tornam-se demasiado pensadas, ganham um peso próprio e custam a sair porque parecem carregar o peso dos nossos sentimentos. Por isso, decidi que este exercício não seria não seria um exercício solitário. Este é um artigo escrito a duas mãos, fruto de uma partilha sincera entre mim e a professora Maria, com o intuito de dar forma e voz a uma vivência comum.

O verdadeiro motivo e a grande inspiração deste texto são os jovens que constituem o GRITAH (associação de solidariedade). A palavra "jovem" assume aqui um significado imenso e transformador, que ultrapassa qualquer definição formal e que se tornou no eixo e elo de união de todo o projeto, desde os primeiros esboços até ao reflexo prático na nossa escola.


Reportagem florida.

quarta-feira, 17 de junho de 2026 · Temas: ,

Se alinhaste na Flower Party do passado dia 27 de maio, não terás ficado indiferente à equipa de reportagem que percorreu as diversas atividades e barracas de comida do recinto. É verdade, o repórter fui eu mesmo, e tive a assessoria do Tomás, que no dia seguinte fez um rescaldo em direto da cantina, enquanto alguns dos protagonistas da festa saboreavam uma bela coxa de frango com batata frita ou, inclusivamente, se dedicavam a confecionar a própria comida (!).


A reportagem fez-me concluir que a água, sobretudo num dia de calor intenso, é um elemento fantástico e bem-vindo em qualquer festa, mesmo que o tema desta fosse o movimento hippie dos anos 60 e 70... A verdade é que, com uma lagosta e dois crocodilos, para não falar num touro mecânico, o tema acabou por se perder e a festa transformou-se numa Beach Party. Esperemos pela próxima.

Expectativas silenciosas.

segunda-feira, 8 de junho de 2026 · Temas: , ,

Apesar da minha predileção por trabalhar com os mais novos e de já não lecionar no secundário regular há alguns anos, sinto a necessidade de ensinar algo novo, num outro patamar, e que não seja exclusivamente geográfico. Por isso, talvez assuma uma turma de secundário. Veremos.



Esta vontade surge, em primeiro lugar, porque o mundo da Inteligência Artificial (IA), que anda um pouco perdido e sem rumo nas escolas dos ensinos básico e secundário, assusta-me e fascina-me em igual medida; no entanto, quero enfrentá-lo e ensinar a trabalhar nele. Na edição desta semana do semanário Expresso (6 de junho), li uma entrevista de Maria Kelo, dirigente da Associação Europeia de Universidades, bastante elucidativa sobre o panorama do ensino académico perante a IA. Entre muitas constatações, afirma que muitos jovens já não conseguem ler um texto longo devido às redes sociais e que, com a IA, existe o risco de se tornarem cognitivamente preguiçosos e de abdicarem da criatividade.

Ora, a minha primeira motivação passa precisamente por contrariar isso: ensinar a usar as ferramentas de IA que, se forem bem aplicadas, podem, pelo contrário, potenciar a criatividade e a cognição. Arrisco mesmo dizer que há toda uma nova Geografia por descobrir através do seu uso.

A isto junta-se uma segunda motivação. Durante a azáfama dos Jardins do Diálogo, impressionaram-me os medos dos jovens que estão na transição para a vida adulta. São receios não devidamente trabalhados nas inúmeras palestras sobre escolhas de cursos, segurança na Internet ou questões ligadas à saúde, entre outros assuntos.

Creio que falta uma abordagem que dilua a pressão social e as expectativas silenciosas dos próprios jovens, e sobretudo de quem os rodeia, sobre a escolha de uma área de estudos «com saída» e a imposição de um calendário tradicional para a vida adulta. Esta situação agrava-se num meio pequeno como a Lixa, onde todos se conhecem e o peso da ideia de que "nem todos podem ser doutores" é ainda mais palpável. Na verdade, notei nestes jovens uma falta de alegria e de prazer em aprender, e quero ajudar.

Teatro final.

sábado, 6 de junho de 2026 · Temas: , ,

Este meu blogue tem como prioridade dar destaque às atividades dos alunos. É de cariz eminentemente geográfico, certo, mas sobretudo pedagógico, e no seu centro estão os protagonistas da escola onde, entre muitas coisas, ensino Geografia, mas faço muito mais.

Uma dessas coisas que também ensino há muitos anos é teatro. Não possuo formação específica, não é do tipo que muita gente protagoniza na sala, mas é o suficiente para os fazer subir ao palco de um auditório e transformar medos em vitórias de confiança. Na verdade, são os próprios alunos que agarram o desafio, não obstante o temor de enfrentar uma plateia de olhos postos neles, perscrutando todos os seus gestos. E testemunho esta atitude singular de agarrar o medo há anos, como se fosse importante desafiá-lo.

Talvez porque percebam, mesmo de forma instintiva, que ultrapassar esse nervosismo naquele auditório é o primeiro treino para ganharem voz no mundo. Quando o espetáculo termina, levam consigo muito mais do que o alívio ou os aplausos; saem de lá com a prova prática de que são capazes de enfrentar os palcos reais e exigentes que a vida lhes reserva fora da escola.

Classificações do Peddy Paper IV.

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Fiz finalmente as contas do Peddy Paper: Perdidos na Lixa IV, e o resultado é um enorme empate. Ou seja, das seis equipas participantes, cinco obtiveram exatamente a mesma pontuação - 6300 pontos - e a segunda classificada, os Pavões Tímidos, ficou-se pelos 6100 pontos por se ter esquecido de realizar uma das "missões" propostas no Goosechase.

Assim sendo, o fabuloso prémio que eu estava a pensar atribuir à equipa vencedora, com o alto patrocínio do "chinês" da Lixa, vai ser sorteado. As regras, escritas algures, previam que, em caso de empate, a equipa com a média de idades mais baixa vencesse. No entanto, confesso que não me apetece ter uma trabalheira tamanha, e a ideia do sorteio até anima mais a cerimónia de entrega de prémios, que irá acontecer na próxima quarta-feira pela manhã.

Não obstante os estranhos resultados, haverá prémios para todos, inclusivamente para a segunda classificada, sendo que cada equipa chamada ao palco terá de fazer um discurso a agradecer à organização.

Por último, para os que mais desconfiarem das minhas contas e dos resultados, ou das maroscas das outras equipas, podem reclamar para o seguinte email: naoteadiantadenada@123.pt, que a organização terá tudo em boa conta e fará justiça. Não se preocupem! De qualquer forma, fica aqui uma tabela comprovativa das submissões exigidas em cada uma das missões, o respetivo elemento da equipa que as realizou e a pontuação obtida em cada uma.

Flower Party: uma loucura de verão.

sábado, 30 de maio de 2026 · Temas: ,

O meu ano de escolaridade favorito para lecionar é o 7.º. Gosto bastante dos meus alunos mais velhos, mas são os mais pequenos que mais me motivam, porque acham graça às minhas piadas e alinham, com toda a naturalidade do mundo, nas minhas iniciativas na escola. Se, por artes mágicas, os pudesse congelar naquela idade e avançar com eles até ao fim do secundário, não os largava e seria um professor feliz.



Infelizmente, crescem, perdem um certo encanto e, acima de tudo, ganham aquela autonomia embrionária que os leva a não alinhar em nada ou a achar graça àquilo que os adultos fazem, mesmo que isso não seja verdade, só porque sim. Daí o meu empenho nestas atividades, mais apropriadas a quem tem 12 anos, tal como esta Flower Party que celebrou o final de um longo ano letivo.

E para garantir que aproveitavam cada minuto dessa fase de pura brincadeira, as celebrações começaram bem cedo. Quando todas as turmas ainda se dirigiam para a primeira aula da manhã, as três turmas do sétimo ano tiravam fotografias de grupo no átrio principal da escola, antes de partirem para um peddy paper nas ruas da Lixa. De regresso à escola, e com novas equipas bem definidas, os protagonistas da festa dedicaram-se a retocar as bancas de venda de óculos e colares, os jogos desportivos, os balões de água, o karaoke, as batatas fritas, os crepes, os cachorros, as pinturas faciais e até uma bilheteira que fez circular a moeda oficial da festa: o "beuro".

Marquei a data da sua realização há meses, longe de saber que coincidiria com o dia mais quente do ano até então. Foi ótimo, mesmo que o touro mecânico tivesse de parar uma série de vezes para repousar e os mocktails se tenham esgotado rapidamente. Não obstante, este calor ajudou a não dar descanso aos crocodilos e à lagosta insufláveis, que deslizaram a tarde toda numa pista de lona, ao sabor de detergente da loiça com aroma a limão e muita água da mangueira!

A par de toda esta agitação, a professora Joana, que me ajudou a organizar o evento, com o seu jeito discreto, contribuiu para colorir dois pilares do edifício com pinturas ligadas à temática da festa: os anos 70 e toda a simbologia hippie.

Para o próximo ano, se os alunos do sétimo não crescerem demasiado rápido, talvez haja mais eventos assim. Arrisco-me a dizer que já não vão deslizar tanto na pista dos crocodilos nem decorar, com o afinco que mostraram nas vésperas, os cartazes que ilustraram toda a festa. Veremos.

Cultivar a palavra.

sexta-feira, 22 de maio de 2026 · Temas: , ,

Não me recordo de ter deixado uma publicação sem palavras, mas custa-me acrescentar algo ao que escrevi, a pedido, para a segunda edição do "A Utopia", que preconizou tudo o que aconteceu na primeira edição dos Jardins do Diálogo.

«Assombra-me este tempo em que a velocidade da informação atropela a profundidade do pensamento; ando confuso. Por isso, dialogar com os mais jovens, e fazê-los dialogar entre si sobre a imensidão de assuntos da sociedade, é uma urgência cívica. Não basta transmitir conhecimento, é imperativo sair da sala e criar espaços onde ele seja testado e transformado em ação. Isto porque a cidadania constrói-se na troca de argumentos e na coragem de questionar o estabelecido.

É precisamente com esta visão que, no próximo dia 20 de maio, transformaremos os espaços exteriores da escola no local dos "Jardins do Diálogo - uma rede de ideias". Nascida no seio da Escola Secundária da Lixa e dinamizada em estreita parceria com o GRITAH, esta iniciativa materializa a vontade de retirar o debate das quatro paredes de uma sala de aula. A escolha dos jardins não é, portanto, inocente: procuramos o conforto, um ambiente aberto e informal que dissipe as hierarquias tradicionais e convide à genuína participação ativa.

Toda a logística foi desenhada para promover a troca dinâmica de ideias. Organizados por blocos de aulas, os alunos circularão por diversas mesas de debate espalhadas num belíssimo recanto dos jardins da escola. As discussões incidirão sobre temas fundamentais como a cidadania política, o voluntariado e a complexa relação entre arte e política. De curta duração, os debates permitem que cada jovem tenha a liberdade de escolher os temas que mais o inquietam, participando em múltiplos momentos e exercitando a construção de argumentos lógicos, racionais e críticos.

Esta colaboração com o GRITAH é um passo que vai ao encontro daquilo que entendo dever ser uma certa parte da escola: preparar a nossa comunidade estudantil para o escrutínio e debate público, fomentando também o espírito de solidariedade. Afinal, se não criarmos hoje, nestes jardins, o hábito da palavra livre e ponderada, como conseguiremos amanhã uma sociedade verdadeiramente consciente, informada e interventiva?»

Estilo FlowerParty.

segunda-feira, 18 de maio de 2026 · Temas: , ,

A FlowerParty está a pouco mais de uma semana de distância e já te posso revelar, de fonte segura, algumas das surpresas que estão reservadas. Vais poder contar com alguns snacks, as incontornáveis pipocas, batatas fritas em pequenos pacotes, gelados e mocktails super inovadores.


Também vais poder adquirir, quase a preço de saldo, alguns acessórios: óculos e colares de flores, que dão "pinta" e não deixam ninguém indiferente. Ora, se por um lado é bom dar nas vistas, sobretudo numa festa, por outro, é bom passar despercebido ao castigo da equipa do balde de água, que estará pronta a entrar em ação sempre que percas num dos jogos da festa.

Já sabes que vamos ter um escorrega de água gigante (alimentado a mangueira e detergente da loiça) onde poderás escorregar às cavalitas de um crocodilo ou de uma lagosta; o preço da escorregadela varia conforme o bicho. A juntar à festa, terás a possibilidade de comprar meia dúzia de balões de água a preço de chuva, e de participar no tiro ao alvo e nos remates à baliza.

É já no dia 27 de maio, há previsão de calor, e és muito bem-vindo.

Um cruzeiro no Douro.

quinta-feira, 14 de maio de 2026 · Temas: , ,

A sorte protege os audazes. Já não é a primeira vez que uso esta frase no início de um pequeno artigo de resumo de uma viagem de estudo em que haja prenúncio de mau tempo. Não aconteceu: o sol despertou e, a espaços, até sentimos calor a bordo do cruzeiro que nos fez navegar ao longo das ponte do Porto. Um cliché turístico obrigatório, para quem estuda num curso ligado ao turismo.

O objetivo da viagem era percorrer a arte urbana da cidade, que ocupa, cada vez mais, fachadas cegas de edifícios modernos e históricos, sem destoar, permitindo aquela necessária transição de uma baixa medieval para o século XXI. Vimos alguns exemplos, não todos aqueles que eu pretendia e que estavam definidos num roteiro da atividade Goosechase, mas os suficientes para dar a entender mais este atrativo de uma cidade que possui tantos predicados, como praças e pracetas.

Dois dias a Oeste.

domingo, 26 de abril de 2026 · Temas: ,

Deveriam ter sido mais, mas os dois dias que tivemos foram extremamente preenchidos com geografia, história e delícias culturais. Na verdade, é assim que se define a região Oeste, bela e intrincada, que não se resume a uma só cidade ou monumento, mas sim ao conjunto que a torna num produto turístico interessantíssimo para visitar.

Começámos, ainda a norte, por Aveiro, que dispensa apresentações. Apostou forte na renovação urbana do seu centro histórico e o turismo surgiu com força sem, no entanto, perder a sua traça. Seguimos para sul e encontrámos uma Marinha Grande letárgica, onde as grandes fábricas cercam a cidade, que jaz sem força cultural aparente ou o mínimo espírito comercial. Questiono-me sobre as razões, dada a localização acessível e o seu potencial turístico.

As Caldas da Rainha, onde terminámos a jornada do primeiro dia, são a antítese da anterior. Cuidada e harmoniosa, soube tornar o seu centro histórico numa espécie de cidade em miniatura, daquelas que se fazem em casa, onde tudo está no seu lugar e faz sentido: as ruas, o café da praça, o parque e até a estação de comboios parecem cuidadosamente ali colocados. É, neste momento, provavelmente o ponto central da região.

Após pernoitarmos na Areia Branca, partimos para as grutas de Mira de Aire. Um monumento geológico impressionante, onde hordas de visitas de estudo, tal como a que levámos, lhe retiram a calma necessária para apreciar aquela escultura geológica como merece. Dali seguimos para Fátima, cuja fé se confunde com o turismo, e concluímos a nossa jornada no Convento de Cristo, já em Tomar.

Foram dois dias ricos, mas fossem três ou quatro e não faltaria o que visitar com o mesmo grau de interesse e deslumbre que experimentámos nesta jornada. Voltarei, com certeza, revisitando e dando a descobrir novos sítios.

Quatro biomas.

segunda-feira, 20 de abril de 2026 · Temas: , ,

Esta é a última publicação da série Biomas 2026 (como se alguém ligasse muito ao assunto) e, mesmo que quase para mim fale, refiro que fiquei muito contente com a criatividade das aventuras, coma Geografia também (...) que nos levaram ao confins do mundo em rocambolescas aventuras. Noto, a cada edição, uma liberdade crescente defronte à câmera fruto de das gerações que a encaram como algo profundamente familiar. E questiono a geração de amanhã!

Programa da FlowerParty.

domingo, 19 de abril de 2026 · Temas: , ,

Bem sei que te contorces todos os dias de ansiedade ao contar os dias do calendário que faltam até à festa do ano! Mas está quase a chegar: é no dia 27 de maio e já temos o programa fechado. Como verificas, é diverso, temático e, durante a tarde, aberto a quem quiser participar. Terás à disposição divertimentos onde a água é fator preponderante, comida, bebidas e adereços a preços simbólicos. Até lá!




Jardins do Diálogo.

sábado, 18 de abril de 2026 · Temas: ,

Estes diálogos nos jardins da escola não são inéditos; surgem na sequência de um conjunto de tertúlias quinzenais que o grupo de Geografia tentou implementar na biblioteca da ESL. Dessa iniciativa retirei algumas lições e resolvi reinterpretá-la, criando uma equipa mais vasta, composta por vários professores, alunos e alguns antigos alunos, ligados ao GRITAH. 

A ideia ganhou força graças às características dos seus elementos, que são ótimos a dialogar e mantêm aqueles ideais que, reconheço, começam a ficar desacreditados. Daí a importância desta iniciativa, que procura tirar os alunos do 9.º ao 12.º ano da sala de aula e fazê-los dialogar, refletir, vencer medos e expressar ideias e ideais. Tudo isto sobre uma série de temas que compõem as 5 mesas redondas que, em formato de tertúlia, estarão distribuídas pelos jardins da escola no dia 20 de maio, entre as 09h00 e as 13h00. Os temas e as mesas podem ser consultados aqui.

Família "asthetic" na savana!

domingo, 12 de abril de 2026 · Temas: ,

Experimentem viajar com esta família completamente disfuncional, mas muito "aesthetic", para um destino onde abundam zebras, girafas e leões. Pois, dirão vocês! Eu digo apenas o seguinte: coitados dos pobres animais que não têm culpa da irracionalidade de certas famílias onde imperam os berros e os maus-tratos. Enfim!

Desafia-te.

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Já deves ter ouvido falar da Flower Party, e sei bem o que te custa ter de usar umas roupas diferentes, adequadas ao tema da festa: os anos 70 e o movimento flower power. Mas vais ter de fazer um pequeno esforço e repensar o teu outfit, nem que seja para te sentires integrado. Pesquisa umas ideias no Google, procura umas camisas floridas, uns casacos de camurça ou até umas calças de veludo esquecidas lá por casa de um familiar, e desafia-te.

Ressaca na savana.

sexta-feira, 10 de abril de 2026 · Temas: ,

Ora aí está o vídeo justificativo do comportamento, por vezes (muitas), anómalo de alguns dos meus "pacientes" de Geografia. A ressaca que esta aventura nos mostra não deverá ser coisa inédita e, tal como na aventura em que há uma grande troca de biomas, na sala de aula também parece existir uma certa confusão com outros contextos. Não obstante, a história é mesmo divertida e altamente interpretada! Verifiquem por vocês mesmos, com pipocas.

Muito sem quase nada.

· Temas: , ,

A minha cidade está um deslumbre. Os estaleiros das obras de mais uma linha do metropolitano, espalhados um pouco por toda a baixa, parecem finalmente devolver o espaço, renovado, ao trânsito e aos peões. A intensa renovação do edificado é uma realidade visível e, à boleia do turismo, não há na baixa uma loja vazia. O comércio floresce adaptado ao turismo, mas com um toque portuense. Claro que à mistura, também lá estão as cadeias de lojas que se veem em todo o lado, mas não chegam a abafar o espírito comercial empreendedor, e até irreverente, de toda a baixa.


Claro que tudo isto tem custos irreparáveis, talvez pela velocidade que não permitiu conciliar habitantes e comércio de décadas com a chegada do turismo, expulsando-os das freguesias da zona histórica, ao ponto de quase não restarem habitantes. Foi isso que ouvimos no Centro Social de S. Nicolau, que atua na área de uma forma rica e polivalente. Aliás, a nossa ida prendeu-se com um convite que lhe endereçámos para estar presente nos Jardins do Diálogo, no próximo dia 20 de maio, nos jardins da ESL.

Flower Party.

segunda-feira, 6 de abril de 2026 · Temas: , ,

Apontem na agenda: no próximo dia 27 de maio, a acabar o ano letivo, várias das minhas turmas vão dar uma festa baseada na estética dos anos 70! É verdade.




De manhã, enquanto se realiza a 4.ª edição do Perdidos n'Lixa para os organizadores, podes comparecer nos intervalos no espaço dos Girassóis, e fazer a tua própria coroa de flores e / ou ajudar na nova pintura das colunas semiabandonadas, com padrões e motivos da época. Mais, se quiseres, também podes alinhar no piquenicão que faremos naquele pseudorrelvado paralelo ao ginásio. Basta trazeres comida, boa disposição, comida para partilhar (que é a filosofia do evento), uma toalha de piquenique e um guarda-sol.

À tarde teremos música temática e dançável, coroas de flores, facepainting e jogos de água! Ah! Quem comparecer terá de se vestir, mais ou menos, de acordo com o tema... E não vale aldrabar!

Fuga do hospício.

terça-feira, 31 de março de 2026 · Temas: ,

Há muito que desconfiava não lidar com gente normal dentro da sala de aula, para não dizer mais. Mas a confirmação chegou depois de ter visto esta longa-metragem, que conta a história de um conjunto de tolos, de roupa branca, a realizar uma bem-sucedida fuga de um hospital psiquiátrico através de um túnel escavado com colheres de sobremesa. Ora, se o início do túnel começava num ambiente conhecido, a sua saída levou os nossos amigos a um bioma completamente inédito...