A minha cidade está um deslumbre. Os estaleiros das obras de mais uma linha do metropolitano, espalhados um pouco por toda a baixa, parecem finalmente devolver o espaço, renovado, ao trânsito e aos peões. A intensa renovação do edificado é uma realidade visível e, à boleia do turismo, não há na baixa uma loja vazia. O comércio floresce adaptado ao turismo, mas com um toque portuense. Claro que à mistura, também lá estão as cadeias de lojas que se veem em todo o lado, mas não chegam a abafar o espírito comercial empreendedor, e até irreverente, de toda a baixa.
Claro que tudo isto tem custos irreparáveis, talvez pela velocidade que não permitiu conciliar habitantes e comércio de décadas com a chegada do turismo, expulsando-os das freguesias da zona histórica, ao ponto de quase não restarem habitantes. Foi isso que ouvimos no Centro Social de S. Nicolau, que atua na área de uma forma rica e polivalente. Aliás, a nossa ida prendeu-se com um convite que lhe endereçámos para estar presente nos Jardins do Diálogo, no próximo dia 20 de maio, nos jardins da ESL.

