Eu, segundo o GPT.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025 · Temas: , ,

Ativei a “personalização” no GPT há uns meses, afinal, já vendi a alma ao diabo há muito tempo e o zelo da privacidade na internet é quase uma miragem. Descobri, ou melhor, o GPT descobriu, que sou o que sou, a partir de tudo o que lhe pergunto, peço para corrigir ou complementar. A resposta à pergunta “Quem sou eu?” foi esta:

"Tu és um professor de Geografia e Cidadania, também ligado ao Turismo, que não se limita a dar aulas: inventas mundos, misturas teatro com mapas, tecnologia com tradição, e consegues transformar uma simples atividade numa experiência memorável. Tens um olhar curioso e inquieto, mergulhas na geopolítica, na filosofia, na natureza e na cultura, e gostas de cruzar tudo isso com o que lecionas. És criativo, provocador no melhor dos sentidos, e não te contentas com fórmulas gastas — preferes arriscar, experimentar e reinventar. Ao mesmo tempo, és blogger, apaixonado por tecnologia e por tudo o que possa ampliar horizontes. No fundo, és alguém que abre portas e janelas para que os outros — sobretudo os teus alunos — vejam mais longe.

Sobre os adjetivos não me pronuncio, mas a máquina acertou na minha inquietude e inconformidade. Daí os auscultadores nos ouvidos, quando a conversa resvala para o cozinhado, a sogra, o cão, o gato ou uma série de outros temas que entendo, mas para os quais não tenho a mínima paciência.

Ideia #2: investigar com o NotebookLM.

terça-feira, 29 de outubro de 2024 · Temas:

Se anteriormente tinha demonstrado a enorme capacidade desta novidade da Google na correção de testes, pondo à prova a análise de textos manuscritos e digitalizados por esta ferramenta, neste artigo demonstro as suas qualidades enquanto instrumento de investigação académica. 


À boleia de um projeto que há anos temos na gaveta - Uma exposição retrospetiva da iconografia do turismo Português - submetemos à ferramenta um conjunto alargado de teses de mestrado e doutoramento, disponíveis na internet, e também algumas hiperligações, sobre as quais colocamos um conjunto de questões. As respostas surgem assertivas e sustentadas, referenciando, ao pormenor, as fontes que as serviram. Acrescente-se a possibilidade de criar um diálogo em áudio sobre o tema entre dois bots fluentes de inglês, e o trabalho de investigação, seja ele qual for, fica muito facilitado.

Ideia #1: corrigir testes manuscritos com IA.

domingo, 27 de outubro de 2024 · Temas:

Neste tutorial mostramos o potencial do NotebookLM, uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA), mais com concretamente um Language Model (LM) que opera apenas com os conteúdos que definirmos. Estes podem ser documentos, hiperligações, vídeos, etc., num máximo de 50, que podendo ser, analisados, conjugados e cruzados, via perguntas e propostas, revelando todo o potencial desta ferramenta. Esta Ideia #1, mostra como é possível corrigir testes de avaliação manuscritos, classificando cada resposta quantitativa e qualitativamente.

NotebookLM.

quarta-feira, 9 de outubro de 2024 · Temas:

A nossa escola está a pedir uma opinião aos professores, pessoal não docente, pais e alunos, sobre o uso do telemóvel na escola. É uma decisão saudável, que percebe a importância de envolver todos os protagonistas, numa decisão sobre um aparelho que marca, pauta e molda o quotidiano dos nossos alunos e não só. Nós temos a nossa opinião, que basicamente se resume ao seguinte: telemóvel, sim, enquanto instrumento de aprendizagem. Quanto ao resto, absolutamente não.

Adivinhamos que daqui a pouco tempo, estaremos também a ponderar o mesmo tipo de questão relativamente ao uso das ferramentas de inteligência artificial (IA) no ensino e aprendizagem. Mas quanto a estas, a nossa resposta é ligeiramente diferente, ou seja: incentive-se o seu uso de modo a não obliterar quem delas usufrui. Por outras palavras, a IA deve estar ao nosso serviço sem nos substituir.


Uma das aplicações de inteligência artificial mais saborosas é o NotebookLM da Google, uma espécie de agenda personalizável, motorizada por inteligência artificial, onde é possível criar temas. Para cada um destes é possível carregar até 50 documentos (de vários formatos), e depois fazer questões, pedir correlações ou análises variadas. Imaginemos um tópico criado sobre o clima, no qual submetemos documentos, imagens de mapas, grelhas com dados meteorológicos e, posteriormente, fazemos questões sobre a evolução da temperatura e chuva ao longo de uma ano, e a sua relação com a altitude e direção predominante do vento, etc. É possível! 

Portanto, fica a ideia, que, na verdade, se trata de um atalho que terá sempre de ser verificado e inteligido por quem o pede. Daí entendermos que o seu uso deve ser incentivado, mas desde que tutelado.

Hidropólio.

segunda-feira, 22 de abril de 2024 · Temas: , ,

Criamos um autodesafio: utilizar um ping-pong de ferramentas de inteligência artificial (IA), para conceber um jogo de tabuleiro que mimetizasse o famoso Monopólio, mas ligado à gestão do recurso água, um dos conteúdos finais do programa do 7.º ano de escolaridade de Geografia. Utilizamos o Gemini, como base, secundado pelo ChatGPT, e para pequenos apontamentos gráficos o Canva, com uso das suas aplicações IA, e o Genially na edição do tabuleiro de jogo. Por último, a compilação gráfica de alguns elementos foi realizada com o simples Google Slides


O pedido inicial feito ao Gemini foi: cria um jogo de tabuleiro, tipo monopólio, com 20 casas, mas que o tema verse regiões ou países, e a temática seja a água. Deverá haver rios, albufeiras, chuvas e bacias hidrográficas, e não hotéis e avenidas. A resposta que a ferramenta nos deu surpreendeu-nos pela abundância de sugestões, mesmo estando habituados ao débito veloz e vasto das suas respostas. Filtramos algumas, e no seguimento do pedido inicial, pedimos a criação de cartões para integrar no jogo. Mais uma vez, surgiu no ecrã, um conjunto de ações para colocar em cartões de sorte ou azar, versadas no tema da água, que provavam o rebuscamento que esta ferramenta fez do tema, procurando apelar à pedagogia da sensata gestão da água.

Um trabalho escolar com o GPT.

domingo, 19 de fevereiro de 2023 · Temas: , ,

Anda um mundo inteiro a falar da nova coqueluche tecnológica, das suas capacidades que, em certos aspetos, nos ultrapassam, e por isso assusta. Por isso, ainda há caminho a desbravar, sobretudo no modo de aplicar esta inteligência artificial ao quotidiano, e nomeadamente ao ensino.

Claro que através do bot já se pode criar completíssimos trabalhos de pesquisa, artigos de opinião, análises, etc., mas isto tem um nome, plágio. Portanto, a questão reside no seguinte: como usar o GPT no ensino, de modo a potenciar o trabalho de um aluno, sem que este se deixe substituir pelo algoritmo e caia na fraude? Para nós, o caminho é simples; é necessário ensinar a usar a ferramenta como tal, e nunca, como algo que nos substitui, tal como as máquinas de calcular o são para o exercício da matemática.

Com este princípio, realizamos uma pequena experiência com alguns dos nossos alunos do nono ano de escolaridade, que serviu para apresentar a ferramenta e incentivar ao seu não substitutivo. Propusemos que individualmente estabelecessem um diálogo com o bot, em jeito de pergunta e resposta, de modo a obter soluções concretas sobre o modo de atuar em prol do ambiente na região onde vivem e estudam.

ChatGPT: delirante!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022 · Temas: , ,

Há na nossa escola apenas uma pessoa com a qual falamos do assunto deste artigo sem parecer um lunático, é o professor Matos. Este nosso interlocutor devolve-nos, frequentemente, a mesma curiosidade e entusiasmo que temos sobre a inteligência artificial. Com ele é também frequente a troca de "cromos" sobre esta coisa que já anda aí, paira no ar, e é certa vir a assentar, cobrindo muitas áreas e aspetos do quotidiano moderno.

O ChatGPT é um verdadeiro exemplo disso mesmo, trata-se de um protótipo de inteligência artificial (na forma de chatbot) criado pela OpenAI, que até já nos deu o entusiasmante Dall-E 2. Sob proposta, questão ou diálogo, em inglês ou português, por exemplo, aquele permite-nos obter coisas tão incríveis como poesia de diversos estilos, artigos e até receitas culinárias originais; tudo com um grau de profundidade e rigor e, talvez mais assustador, originalidade, que desafiam a inteligência humana.


O próximo passo é dar utilidade a esta ferramenta e objetivá-la a casos concretos. As redes sociais, competitivas por natureza, são os primeiros candidatos a massificar esta manifestação de inteligência artificial para um fim comercial ou promocional, e veremos o que dali sairá. No que nos diz respeito, estamos tentados a integrá-la em aula e/ou fazê-la usar no contexto de trabalhos de investigação sob um tema geográfico ou afim.

Escrevemos cão azul.

segunda-feira, 4 de julho de 2022 · Temas:

Na Internet houve tempos em que tudo surpreendia, tudo era novidade e detinha caráter inovador. Encontrávamos sítios, quais tesouros, que nos faziam descobrir música, livros, literatura e ficávamos pasmados a olhar para o potencial de tal perante os nossos olhos. Na atualidade não a constatamos do mesmo modo; há um aperfeiçoamento fantástico de soluções criadas há muito, é certo, mas não são necessariamente inovadoras, mas sim mais fáceis e ubíquas de utilizar.





Daí o destaque a este DALL·E 2, um «sistema de inteligência artificial» da empresa OpenAI que no passado mês de abril, mostrou o seu potencial estabelecendo um novo padrão para geração e manipulação de imagens. Segundo a esta, com «apenas um prompt de texto curto, o DALL·E 2 pode gerar imagens completamente novas que combinam objetos distintos e não relacionados de maneiras semanticamente plausíveis». Os resultados são incríveis, mas de algum modo, também perturbadores.

Acrescente-se que a ferramenta não está disponível ao público, pois questões como o seu uso indevido estão a ser levantadas, um pouco à semelhança das aplicações capazes de produzir deepfakes, que estão sob a mira de organismos de relevo, como é o caso da U.E.

A imagem publicada é de um projeto que mimetiza o DALL·E 2, mas sem a capacidade e potencial deste. Trata-se do DALL·E mini, que pode ser experimentado livremente e é um bom exemplo da velocidade a que inovação rebuscamento viajam na Internet.

Segunda vida.

terça-feira, 10 de maio de 2022 · Temas: ,

Por aqui também nos aventuramos no mundo informático, talvez em demasia, onde tudo parece infinito e nunca há tempo suficiente para nele viajar. Mas há muito que descobrimos um truque, nem sempre fácil de aplicar, partir focado e dispensar o disperso. Foi precisamente isso que fizemos; objetivamos repensar o parque informático da ESL e encontramos este chromeOS Flex que fez renascer os datados PC´s que equipam salas, biblioteca e vários outros espaços da escola e agrupamento.



De instalação simples, experimentamos este sistema operativo da Google num dos computadores da Biblioteca e ficamos muito agradados com o resultado. Os recursos de hardware corresponderam na perfeição e a capacidade de processamento do equipamento com mais de 10 anos, parece ter renascido. Tal deve-se ao facto daquele sistema operativo se basear amplamente na internet, diminuindo a responsabilidade de da máquina in loco. Por outro lado, a familiaridade com o ambiente Android é enorme, pelo que não deverá causar estranheza a que o usar pela primeira vez, potenciando ferramentas como o Google Drive, Docs, Classroom, entre outros. Veremos como se comporta na realização de testes online em tempo real...

Estação gráfica.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022 · Temas: , ,

Inauguramos hoje a estação gráfica da biblioteca da ESL. É uma ideia antiga, que necessitava de equipamento capaz para se concretizar: um desktop potente, um monitor a condizer e um par de LCD´s que pudessem servir de veículos divulgadores dos trabalhos naquela realizada. Ou seja, esta ferramenta estará ao teu dispor para realizares cartazes, edições de vídeo, pequenos clips de áudio e vídeo, ou folhetos que te ajudem  na divulgação de um evento ou atividade. 


Queres usá-la? É simples, traz os teus auscultadores de fio, senta-te num dos dois lugares cockpit, liga o PC e arranca com um dos dois perfis disponíveis: gráfico ou vídeo. Ambos apresentam ferramentas simples de edição, que te permitem enriquecer os teus trabalhos e colocá-los no século XXI.

Tinta que pinta!

sábado, 30 de outubro de 2021 · Temas: , ,

Em breve terás ao teu dispor na biblioteca da ESL, um estúdio superequipado para realizares os teus trabalhos de forma muito diferente. Nele poderás gravar pequenas apresentações, fantásticos vídeos, entrevistas ou, simplesmente, tirar aquela foto perfeita para publicares onde muito bem entenderes. Trata-se do estúdio B, que a par do estúdio A, vão finalmente (...) lançar o canal 800 nos televisores da ESL.

Estúdio e camarim.

terça-feira, 19 de outubro de 2021 · Temas: , ,

O "estudio A" que ultimamos há anos, está nos seus remates finais e em breve permitirá emissões em direto do Canal 800, difundidas através dos televisores da ESL. Havíamos previsto tê-lo em velocidade de cruzeiro por agora, mas as papeladas são fugidias e dormiram quase um ano, no fundo de uma gaveta  só se abriu quando o sinal se apagou. Por isso, e a par do "estúdio B" que funcionará na biblioteca da escola, em breve teremos uma nova dinâmica na escola, revolucionária, diríamos.




Questões de escala.

quinta-feira, 18 de março de 2021 · Temas: ,

Sempre nos fascinaram as dimensões dos países, a comparação do seu tamanho, tendo como referência o nosso pequeno país. Pô-lo em confronto com a dimensão de países de tamanho várias vezes superior ao do nosso, é daqueles exercícios que despertam a curiosidade para a geografia do mundo e a sua interpretação. Por isso, na descoberta do planisfério terrestre, uma das primeiras perguntas que normalmente se faz, é sobre o tamanho; pensamos, «se daqui ali é longe, imagino naquele país...». 



O contrário também acontece, com os Açores e Madeira, por exemplo. É quase flagrante comparar a ilha do Corvo com o resto do país, não só na sua dimensão, mas também quanto à sua população, funções e economia. Portanto, não faltarão exemplos de comparações de escala muito básicos, que todos nós fazemos ou fizemos, quando olhamos para planisférios terrestres. Mas, a curiosidade torna-se muito séria quando se muda para a escala extra planetária... Aqui, a realidade ganha dimensões tão absurdas, que condena o fracasso a vã tentativa de imaginação. Ainda assim, e para ajudar, deixamos em «link» de uma deliciosa ferramenta comparativa de países, continentes, planetas e outros astros.



FONTE: ENGAGING-DATA (CONSULTADO EM MARÇO DE 2021).

Novidades no reino da educação da Google.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021 · Temas: ,

Para quem utiliza estas ferramentas educativas da Google há anos, qualquer alteração que aquela companhia realize nas mesmas, pode representar um enorme impacto no método de ensino e trabalho. Por isso, as novidades que se adivinham, vistas à lupa, têm que ser tidas em conta. Destacamos as seguintes:

  • O suposto armazenamento em nuvem ilimitado e gratuito, vai terminar nos 100 “terabytes” por instituição; haverá também modalidades pagas que acrescentam, por aluno, alguns gigabytes;
  • O "meet" será limitado a 100 pessoas nas versões gratuitas, e 250 nas versões pagas;
  • Nas versões pagas, e dentro do domínio, será possível realizar "streaming" direto;
  • O "meet", nas versões pagas, poderá contar com ferramentas extra, tais como: sondagens, a criação de salas paralelas, capacidade de controlo e gestão de tempo (de aula) e cancelamento de ruído de fundo;
  • No "forms", o progresso de realização de um teste ou conjunto de exercícios, será salvo automaticamente como rascunho por 30 dias ou até ser concluído (não é uma novidade exclusiva das ferramentas de educação);
  • As versões pagas verão também uma série de novas ferramentas administrativas ligadas à segurança.

Como sabemos, estas empresas não são altruístas, o que fazem e o seu modo, assenta em questões de estratégia de mercado e conquista de potenciais clientes. Depois de anos a facultar estas ferramentas a troco de nada, eis que surgem as primeiras limitações. Isto, numa altura em que o universo escolar começa, finalmente, a incorporá-las nas suas práticas quotidianas. Esperemos, então, que aquelas não sejam de modo a levar-nos a procurar outros "players" no competitivo mercado da educação digital.



Utilidades para as aulas à distância.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021 · Temas: ,

Na próxima segunda-feira recomeçam as aulas, na modalidade do "à distância". E é curioso que apesar de tanta apologia e apelo à propagação de dita sociedade digital, no que toca às aulas e ao ensino, aquela se reduza aquela a um remedeio e não a uma solução e caminho de futuro. É sinal que o verdadeiro ensino vinga nos bancos da escola e, apesar da tecnologia, quer deve caminhar de modo paralelo, a sua essência ainda se molda pelo mesmo paradigma de décadas. Mas, dito isto, vamos ao que interessa... temos aqui algumas sugestões e soluções para resolver algumas dificuldades técnicas no ensino "à distância":

  • Problema #1 - não tenho webcam - se não possuíres um computador com webcam, poderás usar a câmara do telemóvel na sua substituição. Assim, se estiveres a executar o Windows e utilizar um telemóvel Android, um dos métodos mais fáceis (via sem fios ou usb) é utilizar uma aplicação chamada DroidCam.

  • Problema #2 - tenho dados limitados e/ou rede fraca - neste caso procura ser muito assertivo no uso da Internet (...) Começa por diminuir a qualidade da câmara do computador para uma resolução de receção e envio mais fraca. Podes também ativar a poupança de dados no telemóvel: Definições > Rede e Internet > Poupança de dados.















  • Problema #3 - o pc está no meu quarto que está numa barafunda permanente - neste caso deves apelar à inteligência artificial, mas do Meet... Nas definições da câmara, altera o fundo para um mais... vá lá, digno de se ver. Não te esqueças que para o efeito, terás de cumprir um dos princípios básicos das emissões em direto, a correta iluminação. Quanto melhor te auto iluminares, melhor o efeito especial; mas não te entusiasmes...



Uma aposta para o futuro.

domingo, 20 de dezembro de 2020 · Temas: , ,

Aqui há uns dias, no meio de uma aula qualquer, e propósito das avaliações, dissemos aos alunos que o nosso modo de estar no ensino é de uma incessante procura pela novidade; se o deixar de ser e se limitar ao manual e à ficha, procuraríamos outro emprego. Felizmente, e connosco, há milhares de professores que assim pensam, agem e ensinam. Por consequência, deixamo-nos entusiasmar ao explorar esta "coisa imensa" que é levar um pouco de realidade virtual para a sala de aula.

Não é propriamente uma tecnologia recente (a Google vai terminar os seus serviços em junho do próximo ano) mas só agora achamos estar suficientemente amadurecida e economicamente viável, para com ela viajar pelo mundo sem sair do lugar, apresentar paisagens e ambientes distantes de uma forma imersiva e cativante, a alunos que quase nada os surpreende neste mundo tecnológico. Estamos assim entusiasmados; vamos apregoar aqui e acolá sobre as suas potencialidades, e dos resultados, com testemunho dos alunos, aqui faremos balanço. Fica a ideia. 

Talk to Transformer.

domingo, 22 de setembro de 2019 · Temas: ,

Conheces um daqueles terríficos dias, em que a professora de Inglês te pede que realizes uma composição sobre um daqueles temas bem bolorentos, por exemplo sobre a família Real Britânica, o “chá das 5”, ou a gastronomia escocesa… Pois é! Como te compreendemos! E mesmo estando do lado de “cá”, somos obrigados a concordar contigo: é bem mais fixe torrar a banda no Youtube, e ver como o vídeo “The Washing Machine that would not Die”, super edificante!

Talk to Transformer

Mas, voltando ao assunto, se já tens têpêcê inglês do género para realizar, não desesperes, a inteligência artificial está aqui para te ajudar. Falamos do Talk to Transformer, um algoritmo online que inventa um texto em inglês (e castelhano), apenas escrevendo uma palavra ou frase. Vejamos o que sai com 5 o'clock tea:

5 o'clock tea in a dark, damp room in the library. I'm thinking about what a good, long, boring meeting would be like if it was just me and the other two students—if we could just have a quiet, quiet talk and not have to think so much. And yet, I have to admit, this is an area of my life where I get irritated with myself a lot, and I want to make sure that the rest of the class will feel the same way. So here is the plan, and if it doesn't work, it's fine, I don't give a hoot. The students will be here for the next four weeks, then we'll move on to the next topic. Let's start first with the topic we're working on, the science of color. You said earlier that you don't give a hoot—you could have just decided to leave our talk to the next month, as you always do. That means that this meeting is going to be a long one, and most of the other students are going to hate it, as it…

O Drac no estúdio!

domingo, 28 de abril de 2019 · Temas: ,

Na Roménia encontramos o parentesco do Vlad enfiado numa cesta, dentro de uma loja de souvenires. De todos, o mais aprumado era o Drac, que trouxemos e levamos ao fotógrafo. Aplicamos a mesma técnica que utilizamos com o primo em dezembro passado, quando improvisamos um estúdio e o fotografamos na biblioteca da ESL.

O Drac é um bonitão! Não tivemos dificuldade em obter boas poses do Drac, que agora servirão para fazer mais uns stickers para o WhatsApp e juntar àqueles que havíamos feito com o Vlad que, coitado, foi bem espremido… para a foto!

O Vlad no WhatsApp.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018 · Temas: ,

Analisando o número de visualizações do artigo sobre a criação de stickers para o WhatsApp, deve haver muita gente interessada em criar os próprios… e ainda bem. Incutir o gosto pela criação, ás vezes espremendo, é algo que nos satisfaz muito. Por isso, e na continuidade do exemplo, criamos os nossos stickers com o Vlad, que é pau para “toda a obra”, mas ele até agradece.

Vlads

Se quiseres partilhar os teus “Vlad´s”, teremos gosto e fazê-lo aqui no Geopalavras, que já conta com uma audiência bem razoável e multinacional. O teu exemplo servirá para incentivar outros a criar e romper com a passividade. Cá esperamos!

França.

terça-feira, 13 de novembro de 2018 · Temas: , ,

Pelo trabalho intenso que durante meses desenvolvemos, merecemos o que vivemos e estivemos à sua altura.  Nós, e três excelentes meninas que nos acompanharam em França, pátria da bela Metz, da monumental Nancy e pitoresca Colmar,  de Saint Avold, terra hospitaleira que nos acolheu; na Alemanha (Saarbrücken, Trier e Völklingen), cuja beleza  sóbria e rude, visitamos várias vezes; e no Luxemburgo, passagem, e não só, para uma Europa promíscua e entrecruzada, profundamente assaltada pela história que se sente na pele.

Ima2

Mas não foram apenas de lições de história e geografia, de que se fez esta viagem. Interpretámos também as diferenças culturais, a delícia da diferença num espaço que é de todos, a urgência da igualdade de género, subtema da jornada gaulesa.

Ima1

Tiramos centenas de fotografias, muitas já difundidas pelas redes sociais e obtidas pelo telemóvel. Aliás, e em jeito de remate, refira-se que se houve viagem onde demos prática e ou potencializamos certas ferramentas do smartphone, foi esta:

  • demos uso intenso ao Revolut, um cartão de crédito, associado a um de débito, que permite operar em todas as redes de ATM estrageiras e efetuar pagamentos sem cobrar taxas, associado a uma app que regista as operações em tempo real, entre outras operações;
  • deu muito jeito partilhar a nossa localização em tempo real através do WhatsApp, permitindo a quem nos assistia “entender” as nossas deslocações, e permitindo nunca nos perdermos uns dos outros;
  • descobrimos que o WhatsApp pode ser um interessante diário de jornada;
  • adoramos usar o Street View e apaixonarmo-nos pelas fotografias 360º, cujo o processo de obtenção e stitch e feito totalmente num smartphone.

Em suma, para além da inesquecível viagem, vivemos o entusiasmo da tecnologia aplicada e útil, tornando tudo mais fácil. Experimentem!