No norte da Europa podemos encontrar o Viscum album, mistletoe em inglês, de folha arredondada, e próximo do nosso azevinho, cujas bagas possuem propriedades medicinais e que antigamente na eram úteis na cura das mais variadas maleitas.
As reconhecidas propriedades terapêuticas das bagas do visco, concederam a esta planta arbustiva um caráter sagrado. As civilizações pré-Cristãs consideravam-na como uma representação do poder divino e os celtas usavam-na como remédio para a esterilidade dos animais e um antídoto de venenos (Geopalavras 2013). Deste modo, o visco, e a adaptação meridional do azevinho, tornaram-se perfeitamente legíveis no cenário natalício e, inclusivamente, nas primeiras imagens daquilo que se veio a tornar nos dias de hoje o Pai Natal.
As ilustrações de «Um conto de Natal» de Charles Dickens, realizadas por John Leech, mostram-nos um Pai Natal gigante, um fantasma, usando um robe necessariamente verde, cabelo emaranhado em visco, uma cornucópia de abundância, e uma expressão de bondade, condizente com o verdadeiro espírito de Natal.
Fonte: Geopalavras 2013 – «O azevinho nas festividades de natal».