4 de julho: 42,2 ºC.

terça-feira, 7 de julho de 2026 · Temas: ,

Esta última vaga de calor que o território continental enfrentou impressiona pelos valores de temperatura atingidos: máximos, mínimos e de sensação térmica, mas também pela sua duração. As ondas de calor são cada vez mais frequentes, já todos o sentimos na pele, mas a sua duração reduzia-se a 3 ou 4 dias. Desta vez durou 7 dias, com temperaturas mínimas muito altas, incapazes de recuperar algum conforto térmico durante a noite.

O formato deste calor não foi inédito, como já escrevi aqui, mas a força e a intensidade sim. Tratou-se de um episódio típico do nosso verão, quando o anticiclone dos Açores se posiciona a noroeste da Península e se estende em crista ao longo do Golfo da Biscaia, bloqueando sistemas frontais atlânticos e provocando uma circulação de ar seco de leste e quente, que fez disparar os termómetros nas regiões litorais.

Olhando para os valores, destaque-se a temperatura máxima, que atingiu o valor extremo de 42.2 ℃ no dia 4 de julho; a sensação térmica, que acompanhou esta subida e chegou aos 40.2 ℃; a temperatura mínima não desceu dos 25.6 ℃ nessa mesma noite e os registos noturnos mantiveram-se acima dos 20 ℃ durante quatro dias seguidos.

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