Equipa «Erasmus da Lixa».

segunda-feira, 30 de outubro de 2017 · Temas: , , ,

Estamos prestes a abalar para a Roménia, mais concretamente para a cidade de Oltenita, situada nas derradeiras margens do Danúbio, e a 50 quilómetros da capital, Bucareste. Ali, e há muito tempo, como é preceito nestes projetos, marcamos encontro com os nossos parceiros internacionais.

Na bagagem, e para além do Vinho do Porto e um bordado da Lixa, levamos uma foto de família e vídeo, assim para o “modernaço”, que nos apresenta enquanto escola e cidade, e que com um certo orgulho, porque muito abrangente e colaborativo, agora publicamos.

Mas, deixem-nos acrescentar dois pensamentos. O primeiro é para os alunos: este intercâmbio vai marcar, indelevelmente, os seus caminhos enquanto estudantes, mas sobretudo enquanto pessoas que se querem do mundo, das quais esperamos e desejamos um “muito qualitativo”. Que a experiência os marque e que com ela sonhem em fazer coisas; e que essas coisas sejam criativas e também marcantes.

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Os caretos num mundo global.

domingo, 29 de outubro de 2017 · Temas: , ,

Saltou-nos à vista as belíssimas máscaras que decoram o pequeno hall de acesso à Direção da ESL. Estão ali a propósito da quadra de finados, que nos traz um saboroso dia feriado, é bom não esquecer, e quem sabe, cumprem também uma função repelente que, na Direção de uma escola, é como quem diz: “chega para lá professor queixinhas ou pedinchão e arruma para canto, aluno arruaceiro”.

Caretos_de_Halloween-000

Mas, não obstante o delírio que estas coisas sempre nos provocam, e voltando ao que na verdade queríamos dizer… a abordagem da autora, a Professora Fátima Carneiro, vai buscar obvias referencias aos caretos transmontanos. Há aqui, portanto, um belíssimo exemplo do modo como a cultura funciona: por contágio. Se assim não fora, não teríamos música nem fotografia, e este artigo,  provavelmente, não seria escrito; pelo menos desta forma.

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Alinhamento auspicioso.

· Temas: , ,

Foi finalmente tirada a fotografia de “família” da Equipa Erasmus do AEL! Como é fácil de constatar, incluímos toda a gente, mesmo aquela que não pôde estar presente. Tratou-se de um momento “muito, muito bonito. Superlindo!”. Foi, inclusivamente, choroso também, tendo marcado o coração de toda a gente…

Equipa Erasmus v.2

Ora, a fotografia descreve-se assim: 31 lambisgoias do dez C;  “as 25 ovelhas”; o convidado especial: o Mefistófeles; o pessoal da Pandilha (a Matilde, o Tiago e a Beatriz); os girassóis; o ninho; os professores organizadores de todo este motivo (que lá arranjaram um breve tempo livre, por entre as toneladas de papelada diária de burocracia financeira); e alguns dos professores do respetivo Conselho de Turma, pescados no Classroom. Ah! A Samanta mandou beijinhos! Tudo muito bonito!


Nota: foi corrigida a imagem a 29 de outubro de 2017.



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Livro de Bruxarias - volume um.

sábado, 28 de outubro de 2017 · Temas: , , ,

Rimo-nos muito com o endiabrado resultado fotográfico deste primeiro volume de bruxarias, aplicadas por bruxinhas e magos do Dez F, aos incautos transeuntes do átrio da ESL. Inocentemente enfeitiçados, alunos professores e funcionários foram capturados e fotografados esbugalhadamente, tal como as imagens comprovam, pela primeira equipa do T.A.R., essa “escola” que também ensina “criatividade necessária”.

Livro Bruxarias Vol1 - Fotografia 35

A atividade teve e tem o alto patrocínio do respetivo Conselho de Turma, os magos tutores, o Grupo de Disciplinar de Inglês, onde as magas superiores, Professora Fátima Carneiro e Maria José, trataram da decoração Anglo-Saxónica e a maga superior, Professora Margarida Carvalho, da decoração Hispânica.

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Uma fórmula de sucesso.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017 · Temas: , ,

Daqui a uns anos, este regozijo vai parecer anacrónico, porque comum, e na verdade, o Classroom não é um assunto novo aqui no Geopalavras. Já aqui o destacamos, por adivinharmos muito do seu potencial, e agora, que segue embalado ao ritmo do conteúdo das várias disciplinas, com tarefas, alertas, “TêPêCês”, e coisas de interesse, ou não, está na altura de fazer um pequeno balanço. Isto, até porque prometemos realizar uma espécie de micro formação sobre a plataforma, a quem interessado, com base na experiência adquirida.

Classroom 10C 2017

Comecemos pelos números. Pegando no exemplo da turma 10ºC, cujos alunos, como era de esperar, absorveram perfeitamente a tecnologia, temos 31 alunos inscritos (a totalidade da turma), 5 professores e 6 encarregados de educação, até ao momento.

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Arte e muita sensibilidade!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017 · Temas: , ,

A escola, as escolas, conta com muitas “formiguinhas” dos mais diversos tipos: obreiras e de eventos, ou mais encafuadas nos seus papeis, gabinetes, mas que também de extrema importância, determinante até, ao bom ao funcionamento da escola. Sobre estas últimas, falaremos num destes dias.

Hoje, a “formiguinha” é das primeiras, daquelas que fantasiam a escola com a magia da época. É do inglês, mas das artes. Trata-se da Professora Fátima Carneiro, cuja voz é a tão meiga como é o seu trato dos materiais aparentemente sem valor, mas que ganham vida por altura do Halloween, do Natal, da Páscoa, alimentando, afinal, a necessária perpetuação da memória cultural deste embrião de sociedade. A entrevista foi com ela, na Biblioteca da ESL.

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Repensar o território com mapas.

sábado, 21 de outubro de 2017 · Temas: ,

Quando o planeamento é discutido em Portugal, não é sustentado devidamente em mapas, modelos ou fotografias (Valle). As questões e leis jurídicas, a economia local, a política e os programas sociais, impõe-se perante aquela base. E se estas são uma peça chave na forma como deverá, “inteligentemente”, ser lido o território, a base deverá ser o ponto de partida, fornecendo uma visão de conjunto inultrapassável.

Divisões de Portugal Continental

Num contexto de repensamento do território, muitas perguntas que se levantam, e decisões que se venham a tomar, não podem ser encaradas apenas com recurso a números e estatísticas. A convicção, as ideias e as políticas são importantes, mas, inócuas, se desprovidas de uma visão de conjunto que só a Geografia consegue criar através do mais querido dos seus instrumentos, o mapa.


Fonte: Urbanismo Portugal – Daniel Casas Valle.

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Adoramos os nossos barbeiros!

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Se resta alguém genuinamente portuense, sem sequer lá ter nascido, definitivamente teremos de incluir os nossos barbeiros, o Sr. António e o Sr. Fernando, dois irmãos, o primeiro, benfiquista, daqueles que assina a BTV e vai ver a bola para o café, e o segundo, portista doente, que nem no café consegue ver a bola.

OsMeusBarbeiros_Geopalavras2017

Na verdade, não faltam barbeiros! Há, como os cafés do mata-bicho, um em qualquer ajuntamento de casas que se preze. Trata-se de uma questão de brio paroquial, saber que podemos contar com o barbeiro da terra. Afinal, é ali que tudo se sabe e conta, da bola às eleições, dos desaguisados familiares ao preço da “gasópia”.

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O desejado mapa do nosso Erasmus!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017 · Temas: , ,

Antes das clicares nas figurinhas, lê lá com atenção: Erasmo de Roterdão foi um estudioso holandês que, há cerca de 500 anos, viajou a pé, a cavalo, e provavelmente até de burro, por toda a Europa, inclusivamente Portugal!

Mapa - nova versão

Adquiriu muita experiência, estabeleceu e absorveu cultura e, já próximo do final da sua vida, escreveu aquela que se tornou na sua obra mais marcante, um livro! Chama-se «O Elogio da Loucura», e trata-se de um ensaio onde a loucura «aprecia a auto-depreciação, e passa então a uma apreciação satírica (um gozo disfarçado) dos abusos supersticiosos da doutrina católica e das práticas corruptas da Igreja Católica Romana». Muito salgado para a época, ?!

Bom, mas vamos ao que interessa, ou melhor, ao que TE interessa! Capiche? (como te compreendemos…). Como sabes, o nosso agrupamento está integrado num projeto vencedor e multinacional, cujo tema é: your rights are my rights – fighting discrimination and promoting equality.

A seu propósito, vamos ser acolhidos nos países e cidades descritos no mapa acima publicado, sendo que em 2019, pela primavera, vai-nos tocar a nós, acolher os nossos parceiros europeus, na nossa escola(s) e casa. Será uma semana de hospitalidade e integração, basicamente falada em inglês…, onde os alunos romenos, húngaros, franceses, cipriotas e italianos, terão tutores: tu mesmo!

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Desporto, pela igualdade de género.

terça-feira, 17 de outubro de 2017 · Temas: , ,

Será possível que a velocidade de cruzeiro que século tomou, não tenha sido suficiente para atenuar as desigualdades de género? Infelizmente, conhecemos a resposta, e a UEFA também. Com uma interessante campanha «que visa transformar a perceção existente sobre o futebol feminino e encorajar mais raparigas a abraçarem a modalidade», aquele organismo europeu, tenta democratizar, no género, a prática da modalidade.

Ora, adoramos um dos vídeos realizados sobre aquele propósito, que, numa linguagem específica, incentiva um publico alvo e promove virtudes: raparigas entre os 13 e os 17 anos sobre benefícios psicológicos, físicos e emocionais da sua prática.

E, imagine-se, se o futebol feminino estivesse ao nível do voleibol, do ténis ou atletismo feminino, só para mencionar desporto, ou num grau de equivalência ao brilhantismo imbatível, que as mulheres demonstram nas mais diversas áreas da sociedade. E sabemos do que falamos…

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Cosmopolitismo.

domingo, 15 de outubro de 2017 · Temas:

Há uma máxima oriental, já por aqui usada a este propósito, que diz que o caminho vai-se fazendo, caminhando. Vamos diretos ao assunto: há visitas de estudo que se moldam aos objetivos; há outras, como as edições dos Sábados Diferentes, onde os objetivos se vão recriando em função de um tema.

SBCosmopolita-053Acreditamos nesta forma diferente de centrar aquilo que se pretende de uma saída de campo, que faz do terreno conhecido, e do precavido improviso, uma constante adaptação. Com esta fórmula, consegue-se o equilíbrio entre os participantes, o meio e as condições logísticas.

Repare-se, tínhamos um tema: o cosmopolitismo, mas não propriamente um caminho. E se o primeiro foi literalmente absorvido pelos nossos sentidos, ora no toque fácil, consequência do autentico “carnaval” fora de época que se vive atualmente nas ruas do Porto, ora pela audição do linguajar indecifrável de tanta gente do mundo, o segundo foi-se fazendo…

SBCosmopolita-090

Em suma, o Sábado Diferente deste dia 14 de outubro conciliou aquilo em que acreditamos: seis professores, oito alunos esforçados, encarregados de educação felizes, e uma profunda absorção cultural ao caminhar, ao deitar na relva, ao parar para fotografar. Muito simples e rico! Ah! E por termos gostado, redobramos a aposta que contará com mais uma edição similar, em breve, para aqueles que não puderam participar nesta. 

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Projeto 2: o país em números demográficos.

sábado, 14 de outubro de 2017 · Temas: , ,

O segundo projeto da iniciativa: Geografia na Rua, vai dar a conhecer alguns valores demográficos do nosso país, no recinto da ESL. E importa muito esta ação, quase em jeito de alerta, quando se sabe que, a cada ano, o declínio do crescimento natural cresce a um ritmo acelerado, provocando um preocupante duplo envelhecimento, pelo topo e pela base, na estrutura etária da população nacional.

Projeto 2

Por outro lado, vamos também realçar o perfeito desequilíbrio da distribuição demográfica, e de recursos, num território de pouco mais de 90.000 quilómetros quadrados, com um “mar” imenso que ainda não sabemos explorar. Vamos, assim, provocar, expondo graficamente estes dados, dando sentido à Geografia.

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Breve filme: uma aparição chuvosa.

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Ei-la, a chuva! As previsões da evolução do estado de tempo para os próximos 3 dias, apontam para uma mudança na direção do vento no território continental, de E para S / SW, consequência de uma baixa pressão subtropical, que se prevê "vencer” a alta pressão que estacionou ao largo da Península, e foi originária do calor e tempo seco das últimas semanas.

Evolução do estado do tempo Portugal - 13 a 16 de outubro 2017A chuva prevê-se de curta duração, atingirá os Açores já hoje (dia 14), e o território continental, pela madrugada de segunda-feira, mantendo-se, pelo menos, até dia seguinte, 16 de outubro. Infelizmente, é caso para celebrar.

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O estado de tempo que custa a passar.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017 · Temas: ,

Não fora o calendário, diríamos estar em pleno mês de julho ou agosto, tal é o estado de tempo que se faz sentir. A temperatura média de outubro, calculada pela estação meteorológica da ESL até às 22:30h do dia 11, registava um valor de 24,5ºC. Um valor próprio do verão, e não de um mês onde a chuva é por norma abundante.

Valores climatológicos registado pela estação meteorológica da ESL entre 1 e 11 de outubro de 2017

O vento de leste, consequência do “estacionamento” de um anticiclone centrado no território Atlântico que medeia a Península e os Açores, tem levado as temperaturas diurnas de Portugal Continental, atingir valores altos para a época. Por sua vez, as noites surgem frias e sem humidade, num quadro global de “bom tempo” indesejado, que custa a passar. É raro, ou até nem tanto, mas ei-lo: venha a chuva.

Estado do Tempo em 11 de outubro de 2017


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A chuva que tarda.

domingo, 8 de outubro de 2017 · Temas: , ,

Os sonhos, somos nós que os fazemos. Todos, menos um: a vida. Aí, e só aí, surge Deus. Acreditamos e ensinamos este principio que levou a humanidade ao estado atual, para o bem e para o mal.  E apesar da poesia, o reparo que nos faz escrever este artigo, inclina-se mais para a prosa trágica que, a ter um título, seria algo do género: a seca que se abate há anos sobre a Península Ibérica. 

Seca Beatriz

Na verdade, este artigo vai em jeito de crónica, baseada em factos. O primeiro, é o Resumo Climatológico, correspondente ao mês de setembro, publicado há dias pelo IPMA, que nos dá conta da “seca severa e extrema” que decorre na Região Noroeste Continental, ainda assim, a menos afetada, a par do Algarve, no Continente.

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Projeto Crescer: 2017-2020.

sábado, 7 de outubro de 2017 · Temas: ,

Há muito que tínhamos este projeto em mente. E se o tempo, apesar de escasso, não era obstáculo, não tínhamos as condições humanas para o desenvolver. Criaram-se agora, já começou, e é de uma simplicidade que só tem tradução na sua beleza.

Projeto Crescer

Trata-se tirar uma fotografia por semana a vários alunos voluntários, com as quais, ao fim de 3 anos (em 2020), se poderá produzir, entre outras coisas: clips de vídeo, morphings e ou posters fotográficos.

Provavelmente, já no fim deste ano letivo, faremos alguma produção com o material recolhido; isto, até porque a idade de alguns dos voluntários não se compadece com a paciência necessária para esperar por tanto.

A montagem que acompanha este artigo mostra, aproximadamente, 4 fotografias obtidas em outros tantos anos. Imagine-se, então, uma sequência de 3 anos, mas com dezenas de fotografias. Também estamos ansiosos!

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Sábado Diferente: Porto, uma cidade cosmopolita.

Feito um certo esclarecimento perante os Encarregados de Educação, surge então o primeiro Sábado Diferente da presente temporada letiva. E gostamos de este designar este período de tempo por temporada, onde o tempo é indeterminado, tal como o programa deste inicial Sábado Diferente.

Porto Cosmopolita

À semelhança de outras edições, há um motivo, mas não uma rigidez de programa, própria de uma visita de estudo clássica. Temos como objetivo visitar o Porto, e “absorver” a multiculturalidade, o cosmopolitismo, a que a cidade, muito por culpa do turismo e dos intercâmbios internacionais de estudantes universitários, está votada.

E se somos muito cáusticos em relação a uma certa forma de deixar o turismo acontecer, nada nos opomos a um dos seus maiores benefícios: a implícita manifestação cultural que acarreta,  através das imensas línguas e feições exóticas, e belas, que deambulam pelas ruas do casco medieval e neoclássico do Porto. É ali que nos vamos sentar na relva, nos bancos de jardim, e olhar todo aquele fabuloso frenesim. Vamos absorver o cosmopolitismo!


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O 5 de outubro evocado na ESL.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017 · Temas: , ,

Numa época em que o mundo, e a Europa em particular, parece assistir à emergência de um certo nacionalismo, talvez cíclico, o simbolismo da data que está na base do dia feriado de hoje, adquire uma importância, até pedagógica, ainda maior.

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A 5 de outubro de 1910, a nossa nação assistiu à implantação daquela que é a mais democrática forma de governação de um povo, a República. Com este regime governativo, é o povo que exerce, de uma forma indireta, o seu poder, elegendo os seus representantes governativos.

Esta data, excelentemente interpretada, evocada, na sua véspera pelos alunos do 12ºG (do curso Psicossocial) sob a batuta do Prof. Jorge Lopes, sinaliza o fim de um regime régio, que governou Portugal durante séculos. Viva a República!

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A inexpressiva precipitação do mês de setembro.

terça-feira, 3 de outubro de 2017 · Temas: ,

É facto para o qual não estamos sós a constatar, com factos: a escassez de chuva que o nosso país atravessa há meses. Setembro é, por norma, um mês termicamente de verão. As temperaturas quentes prolongam-se “normalmente” até quase ao fim do mês, e são intervaladas por dias de chuva, trazida pela primeira aparição dos sistemas frontais, em muitos meses de ausência.

Temperatura e precipitação de setembro de 2017

Ora, não foi isso que ocorreu no mês de setembro deste ano, e segundo os dados recolhidos (e trabalhados) pela estação meteorológica da Escola Secundária da Lixa. Na verdade, e a par das temperaturas máximas elevadas, e mínimas já com tom de outono, a chuva ocorreu escassíssima, em apenas 4 dias, num total mensal de 4,3 mm.

Direção predominante do vento em setembro de 2017 - MeteoESL

Apuramos também a predominância do vento, que obteve uma velocidade média 5 kms por hora, e uma direção predominante do quadrante NW / WNW.

Em suma, setembro foi um mês anormalmente seco, não obstante as temperaturas registadas corresponderem, analogamente, às registadas por esta estação meteorológica, em anos transatos.

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A polifónica feira da Lixa.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017 · Temas: , ,

Há muito que sonhávamos visitar a feira da Lixa. Realiza-se bem cedo, todas as terças-feiras, num recinto alcatroado, feito para a receber. Contempla duas secções: uma mais altiva, onde se vendem frescos: carne e vegetais,  outra, num patamar inferior, mas não menos concorrido, com peixe, roupas e fazendas, doces e produtos utilitários para o lar.

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O dia em que a visitamos, dizem os entendidos destas andanças, terá sido dos mais concorridos dos últimos anos. Coincidiu com a semana antecedente às eleições autárquicas, tornado o habitual frenesim do formigueiro, numa espécie de sinfonia polifónica desafinada, tocada por vários maestros concorrentes, hábeis no beijo e distribuição de lembranças baratas. Marcante e muito próximo do quase outonal.

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Um sentimento profundamente dúbio.

domingo, 1 de outubro de 2017 · Temas: ,

Comovemo-nos hoje, neste dia de exercício democrático, com as imagens dos noticiários, chegadas hoje da Catalunha. O arrepio que sentimos na pele, ao ver polícias (muitos, catalães) e povo independentista, numa luta fratricida, faz trazer à memória a nossa revolução dos cravos, onde quem executava cumpria ordens, quase chorando.

Fonte

Por outro lado, a proximidade geográfica e cultural que temos com o nosso vizinho, e sem hipocrisias, até porque neste mundo há dramas humanos bem maiores, faz-nos viver todas aquelas imagens como se fossem nossas, e nos deixam com um profundo sentimento dúbio, um dilema: por um lado, a independência de uma nação amarfanhada por Castela há séculos, e a consequente derrocada de Espanha enquanto um todo, seguindo-se o Reino Unido (Escócia), e até Itália, onde a Liga do Norte já mostrou, por várias vezes, tiques independentistas;  ou a perpetuação de uma situação explosiva que, a partir de hoje, e com estas imagens, não será mais a mesma.

Formação histórica de Portugal

Em Portugal, que por sorte escapou ao jugo Filipino, às custas da aposta de Filipe III na manutenção da Catalunha Espanhola, não há um paralelo do que se vive hoje em Espanha. Nós somos portuenses, temos os nossos regionalismos e manifestamos, muito, a nossa sensação de insatisfação perante muito centralismo económico e cultural de Lisboa. Não obstante, sentimos a nação que somos há quase 1000 anos, de Caminha a Vila Real de S. António, nos Açores e Madeira. Mas, estamos inquietos.

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