A nossa escola adquiriu recentemente, uma estação de recolha de dados meteorológicos automática. Trata-se do modelo Oregon Scientific WMR200 que, entre outras características, vem dotada de um higrómetro, barómetro, anemómetro, termómetro, udómetro e um sensor de
raios ultra violeta, funcionando todos a energia solar. Para além destes sensores, a estação possui um receptor que cruza os dados obtidos via wireless e emite pequenas previsões de estado de tempo. Quando este receptor é ligado por USB a um PC, os dados recolhidos são potencializados e podem ser conjugados, e cruzados, em rede (pela Internet), com outras estações amadoras, criando-se deste modo condições para a realização de previsões de estado de tempo a uma escala regional.
Feita a esta descrição do equipamento, passamos a descrever o processo de instalação. Esta estação, ao cargo do Grupo Disciplinar de Geografia e, afinal de contas, dos alunos também, foi
proposta em Setembro a propósito do Plano Anual de Actividades da ESL para o findo ano lectivo. Uma vez recebida, tratou-se de explorar o manual de instruções e fazer algumas experiências de software. O passo seguinte foi a assemblagem das peças da estação. Trata-se de material sensível, constituído por inúmeras peças, que por vezes se confundem e requerem bastante atenção na sua junção. Nessa montagem contamos com a colaboração dos alunos do 10ºE e F que, com mais ou menos esforço, trataram da montagem.
O passo seguinte foi a definição do local para implantar a estação. Havia uma ou várias ideias pré-estabelecidas para o efeito, mesmo antes de a estação ter chegado à escola. Contudo, as obras e o receio de algum vandalismo, fizeram-nos ponderar outras hipóteses. Surgiu assim a ideia de a montar no telhado do Bloco I. Este local assume-se como ideal por vários factores:
• Apresenta-se livre de obstáculos (que poderiam deturpar alguns dados, tal como a velocidade do vento e / ou a sua direcção);
• Cumpre, largamente, a distância em relação ao solo a que as estações meteorológicas deverão estar sujeitas;
• Obedece a uma óptima orientação e visibilidade de todos os pontos cardeais;
• Dista menos de cinquenta metros do receptor, permitindo a fiabilidade na transmissão de dados entre os sensores e o receptor (provisoriamente instalado na Direcção da ESL);
• Dada a sua inacessibilidade, encontra-se protegida de qualquer tipo de vandalismo e roubo.
Mesmo após as obras que decorrem na ESL, a estação deverá permanecer neste local (ainda que possa ser temporariamente retirada), dadas as virtudes acima apontadas e atendendo a que o mesmo continuará a ser um dos pontos mais altos da escola.
O passo seguinte, talvez mais para o fim das aulas, será fazer a ponte entre os dados recolhidos e a página da Web da ESL, criando-se para o efeito uma ligação permanente na mesma, onde os mesmos serão disponibilizados em tempo real.






Foi com uma certa nostalgia que se assistiu à demolição do antigo edifício de serviços e áreas comuns da Escola Secundária da Lixa. Nas palavras do nosso Diretor, aquela construção já não dava resposta à atual realidade da escola e o novo edifício, já em construção, promete fazer esquecer facilmente o antigo. Ora, o mesmo talvez não se possa dizer de uma parte significativa do belíssimo parque florestal da escola, que tombou e dificilmente será reposto. Talvez tenha sido este o pior dos sacrifícios de uma obra há muito prometida, e bastante necessária, que se prevê durar cerca de 18 meses, durante os quais a escola funcionará fortemente condicionada e limitada a 1/3 da sua área total. Estamos cá para aguentar a obra porque cremos que nova escola vai valer todo este esforço. 
