O eclipse a partir da escola.

terça-feira, 11 de agosto de 2026 · Temas: ,

Queridos alunos, embora pareça que me contradigo, afirmo aqui que há utilidade no uso de ferramentas de Inteligência Artificial, desde que estas não substituam a nossa imaginação nem nos transformem numa espécie de carrapato, dependente de uma ferramenta que faz tudo por nós, a qualquer hora.

Não obstante, na simulação de factos e fenómenos científicos, a Inteligência Artificial pode ser extremamente útil e é aí que verdadeiramente brilha. Para fazer o vídeo que simula o verdadeiro eclipse, usei o GPT na sua versão mais avançada. Submeti uma fotografia que tinha tirado com um drone há algumas semanas, indiquei a sua orientação geográfica e defini as condições do fenómeno. O resultado parece quase real.


Portanto, se não tens um par de óculos próprios para observar eclipses, nem te atrevas a olhar diretamente para o Sol. Vê o eclipse pela televisão ou utiliza um método de projeção: de costas para o Sol, deixa a luz solar passar por um pequeno orifício e projeta a imagem numa superfície clara, como uma folha de papel ou o chão. Nunca olhes para o Sol através do orifício. A curiosidade científica é para manter. A visão também.

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Livros, jornais e revistas à tua espera.

sábado, 1 de agosto de 2026 · Temas: ,

Tenho por hábito diário espreitar as primeiras páginas dos jornais e revistas. É um hábito antigo, que remonta à minha adolescência, quando o meu pai, que trabalhava no Jornal de Notícias, nos trazia todos os dias os principais títulos da imprensa diária de então, o JN, o Diário de Notícias, O Jogo, e esporadicamente o Público e o Expresso. Detenho-me nesses tempos, em que os estímulos digitais não eram uma opção sólida, e a leitura surgia como uma excelente solução de ocupação. Para a idade, e naqueles tempos, saber falar de política nacional e internacional, ler as críticas a novos álbuns em CD e às estreias cinematográficas era um luxo que poucos podiam ter.


Hoje mantenho o mesmo gosto, mas agora sem aquele vagar de quando as responsabilidades quotidianas da vida não existiam. É por isso que no verão quero ler tudo o que posso e que fui guardando para esta altura. Por ter este gosto, recomendo um truque que, na verdade, é um segredo bem guardado, a adesão ao Press Reader via Bibliotecas Municipais.

O Press Reader é uma espécie de Spotify da imprensa nacional e mundial. Com o registo de utilizador numa biblioteca municipal aderente, e eu fiz a minha adesão na rede de Bibliotecas do Porto, nos balcões da Biblioteca Almeida Garrett, nos jardins do Palácio de Cristal, e através de uma aplicação para Android ou Windows, temos acesso gratuito a mais de 7400 dos principais jornais e revistas do país e do mundo. Mas há mais. Simultaneamente, e com o registo no BiblioLed, podemos aceder ao empréstimo de livros em formato digital desde que estejam disponíveis para empréstimo, tal como se de um livro físico se tratasse. Portanto, não há desculpas para não largares os jogos e as tretas das redes sociais, e começares a ler frases com mais de cinco palavras sem erros ortográficos. Boas leituras.

O calor de leste.

quinta-feira, 16 de julho de 2026 · Temas: ,

A imaginação popular concebe o inferno com tons vermelhos, quente e cheio de caldeirões nos quais os pecadores são cozidos. Ora, não é necessário pecar para o experimentar, visto que ele nos visita com frequência através de algo chamado: cúpula de calor.

Este fenómeno já nos tinha visitado em finais de junho de 2025 e voltou a fazê-lo em finais de maio. Embora não tenha atingido os valores de temperatura da vaga de calor mais recente (entre 29 de junho e 6 de julho de 2026), confesso que suportei melhor esta última, embora tenha sido mais intensa e extrema.

A corrente de leste que a provocou trouxe consigo uma massa de ar de baixa humidade relativa, o que torna a tolerância ao calor mais suportável. O nosso corpo apenas consegue baixar a sua temperatura em ambientes quentes através da evaporação do suor. Durante uma cúpula de calor com elevada humidade relativa, o ar aproxima-se do ponto de saturação. Nessas condições, o suor não evapora, a pele retém o calor gerado pelo corpo e o índice de calor atinge níveis insuportáveis e potencialmente perigosos.

Por outro lado, numa vaga de calor mais seco, mesmo com temperaturas nominais superiores, a baixa humidade permite uma rápida e eficiente evaporação da transpiração, o que arrefece a pele e torna a situação fisicamente muito mais tolerável.