É meu hábito, há já vários anos, nestes últimos espasmos do verão, tirar os meus alunos do sétimo ano da sala e levá-los a desenhar paisagens a partir de um dos vários recreios da escola. Faz-lhes bem, pois soltam-se e mostram-se como são. E isso não belisca em nada a sua aprendizagem. Pelo contrário, abre-lhe caminho.
É o primeiro ato de uma disciplina que encontra nas paisagens o seu objeto de estudo. Paisagens que devemos observar com um olhar atento e curioso, capaz de as interpretar, descobrindo as relações entre os elementos naturais e a ação humana, as marcas do tempo e os sinais de transformação. O que ali está, porque está ali e como se relaciona com o que o rodeia, é também destas perguntas que se faz a Geografia.


