Julho e agosto: um verão com duas versões.

sábado, 5 de setembro de 2026 · Temas:

Os meses de julho e agosto de 2026 decorreram num contexto climatológico global marcado pelo fortalecimento do fenómeno El Niño, capaz de perturbar os padrões de temperatura e de precipitação em várias regiões do planeta. Na Europa, este período ficou assinalado por sucessivos episódios de calor intenso, alguns dos quais atingiram regiões pouco habituadas à sua frequência ou severidade.

No Noroeste de Portugal Continental, onde se localiza a estação meteorológica de Macieira, uma freguesia do concelho de Lousada, os dados mostram-nos um verão com duas versões muito distintas: uma extremamente quente, associada à presença de massas de ar muito quente e a episódios de calor intenso; outra bastante mais fresca, relacionada com a entrada de ar marítimo e com a passagem de sistemas frontais.


Nova cúpula de calor.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026 · Temas:

Depois de um agosto fresco e chuvoso, o início de setembro traz à bacia mediterrânica europeia mais uma cúpula de calor. Esta é a terceira do ano e prevê-se que provoque temperaturas máximas entre os 35 e os 40º célsius.

Trata-se de uma massa de ar muito quente, proveniente do Norte de África, que ficará retida sob um sistema persistente de altas pressões. A subsidência do ar, como já explicamos anteriormente a propósito deste fenómeno, provoca a sua compressão e o seu aquecimento adiabático, reforçando as temperaturas já elevadas.

O eclipse a partir da escola.

terça-feira, 11 de agosto de 2026 · Temas: ,

Queridos alunos, embora pareça que me contradigo, afirmo aqui que há utilidade no uso de ferramentas de Inteligência Artificial, desde que estas não substituam a nossa imaginação nem nos transformem numa espécie de carrapato, dependente de uma ferramenta que faz tudo por nós, a qualquer hora.

Não obstante, na simulação de factos e fenómenos científicos, a Inteligência Artificial pode ser extremamente útil e é aí que verdadeiramente brilha. Para fazer o vídeo que simula o verdadeiro eclipse, usei o GPT na sua versão mais avançada. Submeti uma fotografia que tinha tirado com um drone há algumas semanas, indiquei a sua orientação geográfica e defini as condições do fenómeno. O resultado parece quase real.


Portanto, se não tens um par de óculos próprios para observar eclipses, nem te atrevas a olhar diretamente para o Sol. Vê o eclipse pela televisão ou utiliza um método de projeção: de costas para o Sol, deixa a luz solar passar por um pequeno orifício e projeta a imagem numa superfície clara, como uma folha de papel ou o chão. Nunca olhes para o Sol através do orifício. A curiosidade científica é para manter. A visão também.