Uma instalação científica.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025 · Temas: ,

Estamos em plena época das chuvas, algo que acontece, sem grande novidade, desde o final da última glaciação, por esta altura do ano. Por outras palavras, até o rato Mickey sabe que, no outono e no inverno, chove com abundância. Mas, pelos vistos, a empresa (ou organismo) que tutela o edifício e zela pela sua manutenção ignora esse facto climatológico. O resultado está à vista: buracos no teto provocados por infiltrações de água da chuva, um pouco por toda a escola.

A situação é de tal ordem que já ameaça tornar-se uma efeméride da casa, daquelas que se assinalam no calendário, viram moda e dão azo a comércio. Estou mesmo a imaginar uma linha de guarda-chuvas para uso interior e exterior; ou gabardinas e galochas coloridas, para circular pela escola com segurança, realçando, por contraste, as insípidas paredes brancas que a caracterizam.

Entre tanto engenho improvisado, há uma instalação que merece ser analisada de três formas: científica, artística e esotérica. Encontra-se mesmo à porta da reprografia, encostada à entrada do mausoléu da escola, o multiusos, onde o teto falso já abdicou das suas funções para dar lugar a uma peça digna deste artigo.

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Estrela que guia.

sexta-feira, 21 de novembro de 2025 · Temas: , ,

Este segundo cartaz mantém o fio condutor da campanha-referência «O turismo é feito de pessoas», que mencionei numa publicação anterior, mas amplia-o de forma inteligente. Já não estamos perante a relação íntima entre uma pessoa e um destino; estamos perante um grupo, um coletivo que se apresenta como “estrela-guia”. A Serra da Estrela deixa de ser apenas um lugar: torna-se metáfora, um ponto de referência e uma bússola. E, no contexto de um curso profissional de Turismo, essa metáfora encaixa com particular precisão, os meus alunos posicionam-se não só como futuros profissionais, mas como elementos capazes de orientar, acolher e conduzir experiências.



A composição gráfica reforça essa ideia. O uso de cores sólidas e geométricas, novamente (!), evocando montanhas estilizadas, cria um cenário imediato e reconhecível sem cair no cliché fotográfico. A silhueta do grupo, ligeramente a sépia, destaca a dimensão humana e dá protagonismo às expressões e gestos, todos diferentes, todos complementares, como se cada um fosse uma parte da mesma “estrela”.

Lisboa faz parte de mim.

domingo, 16 de novembro de 2025 · Temas: ,

Desafiei os meus alunos de Turismo a conceber dois cartazes promocionais das diferentes regiões turísticas nacionais, inspirados na campanha «O turismo é feito de pessoas», do Turismo de Portugal. O grafismo daquela campanha, que apela à humanização do turismo, valorizando vocações e histórias pessoais, serviu de referência central para a proposta.



Brrrrrrrrrrrrr... frio!

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As previsões para a próxima semana apontam para a chegada de ar bem mais frio. Não se trata daquele frio seco, continental, que os generais outono e inverno tantas vezes comandam a partir de leste, mas sim de um fluxo vindo de norte e nor-noroeste: marítimo, frio e húmido.


Esta configuração resulta da deslocação de um anticiclone para o Nordeste do Atlântico, justamente o “pódio” onde, durante a última semana, se instalou confortavelmente a depressão Cláudia. Pelos vistos, é um excelente local para estadias prolongadas de sistemas de pressão, tal é a rotatividade com que ali se acomodam e moldam o tempo na Península Ibérica e em boa parte da Europa Ocidental. 

posição daquela alta pressão, combinada com a depressão a norte da Europa, abre um corredor de ar polar oceânico que se desloca para sul em direção à Península, como se vê destacado na imagem, trazendo uma massa de ar frio, períodos de chuva e até neve em Espanha, e uma descida geral da temperatura.