Gatos de Nicósia.

domingo, 3 de novembro de 2019 · Temas: ,

A derradeira viagem do programa Erasmus: “Your rights are my rights”, levou-nos ao Chipre, uma pequena ilha europeia do Mediterrâneo oriental, onde a paisagem, o clima e sobretudo a fusão cultural, dota o nosso continente de uma mesticidade e e exotismo provindo da palestina, norte de África e arábias.

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Nicósia, a capital dividida entre a cultura grega e turca, é a prova disso. É uma cidade do mundo, onde é mais fácil vislumbrar o convívio entre migrantes de paragens distantes, que os próprios cipriotas que, na verdade, também são filhos muitas civilizações que aportaram na ilha. É, assim, uma capital é multifacetada: moderna e antiga, possui a agitação própria de uma capital, mas também se mostra quase bucólica, com recantos deliciosos, mais habitados por gatos que por cipriotas.

De facto, o gato é o animal da ilha, e há uma lenda que o tenta explicar.  Segundo a lenda bizantina, Helena de Constantinopla (Santa Helena) enviou centenas de gatos do Egito ou da Palestina para Chipre em 328 dC para controlar cobras venenosas que infestavam a área ao redor do mosteiro (de S. Nicolau). Ora, se a riqueza cultural não é feita destas pequenas grandes coisas, então nada vale. Por isso gostamos tanto do Chipre e Nicósia que, sem ambições, e com naturalidade, rivalizam com países e capitais do mundo pejadas de pedra, edifícios enormes, fast-food, e turismo “selfie” e das redes sociais.

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