O erro de Mercator.

domingo, 19 de junho de 2016 · Temas: ,

Mercator foi um estudioso flamengo, que na segunda metade do séc. XVI, apresentou ao mundo uma projeção cilíndrica do globo terreste em papel: um planisfério. Este, de grandes dimensões (250x128cm), apresentava-nos uma rede cartográfica onde o cruzamento dos meridianos com os paralelos formava ângulos retos. Os paralelos apresentavam uma distância cada maior entre si, à medida que aumentava a latitude, e os meridianos não traduziam a curvatura do globo, tal como os gomos de uma laranja, mantendo-se sempre equidistantes em qualquer ponto do mesmo.

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Ora, passados cerca de 500 anos, é a projeção de Mercator que serve de base à quase totalidade dos planisférios escolares, e aquela que a maior parte população considera como correta, quando se trata de comparar a dimensão dos territórios e ou traçar distâncias entre os mesmos. Contudo, e embora muito útil na navegação marítima, esta projeção dá-nos uma visão errada da realidade, num aspeto fundamental, a dimensão.

Daí a pertinência desta maravilhosa ferramenta, True Size, que encontramos um pouco por acaso, e nos motivou a este breve artigo. É algo que procurávamos há muito, inclusivamente tentamos concebê-la, e dela faremos muito uso nas aulas, pois é de fácil uso e da maior importância pedagógica na Geografia e não só.

O que permite? Permite selecionar um país e arrastá-lo em latitude e longitude, de modo a submetê-lo à distorção criada pela projeção cilíndrica de Mercator. Ao fazermos este exercício, entendemos facilmente que os territórios mais distantes do equador surgem sobredimensionados, relativamente àqueles mais próximos da latitude 0º.


Fontes: The true size of - James Talmage and Damon Maneice // Wikipédia

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