O Natal embrulhado num Sábado Diferente.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 · Temas:

Demorou um pouco a publicar as fotos do Sábado Diferente que nos levou ao Natal do Porto, mas aqui estão elas. Fomos mais uma vez à cidade grande, é um facto, mas há sempre imenso a acrescentar e trazer para casa. Desta vez, e apenas numa tarde, assistimos a uma venda de natal que decorreu no Palácio das Artes (com um mini-concerto de uma escola de Rock à mistura), um concerto de alunos da escola de música Valentim de Carvalho na Casa do Infante e a uma mão cheia de iniciativas avulsas, musicais e não só, um pouco por toda a baixa portuense.

Sábado Diferente - Natal 2011-113

Para aquele dia, propôs-se a ideia peregrina de fotografar o Natal! Havia três temas motivadores: pessoas, decoração e azáfama natalícia. Contudo, dos alunos participantes, apenas dois se interessaram verdadeiramente pelo desafio... Para eles fica aqui o meu elogio e para todos o seguinte desabafo – para fugir ao frugal há que fazer diferente, pois de banalidade anda este mundo cheio! Se houver próxima assim terá de ser, pois doutro modo não faz sentido. Acreditem.

Mas valeu a pena? Gostei? Gostaram? Claro está que sim! As fotos provam-no. Mais, apesar do desafio insistentemente lançado, criou-se espaço para as compras, os cânticos e danças em plena rua, ou mesmo para as mais inusitadas poses fotográficas um pouco por todo lado. Tudo isto faz parte de um Sábado Diferente, mas não chega.

Como referi, adorei a companhia, rir-me a valer, mas pedagogicamente ficou bastante aquém. É certo que ainda deambulamos pelo casco medieval do Porto, prestamos atenção ao casario muito degradado e trocamos opiniões sobre as causas e consequências daquele problema. Mas para alunos quase pré-universitários, supostamente interessados por ver no local aquilo que lemos nos manuais escolares, é pouco, muito pouco.

Claro que absorvemos muita cultura. O Porto vive neste momento um período interessante de ofertas e iniciativas culturais, privadas e não só, que contagiam qualquer que se deixe simplesmente ir. Mas essas iniciativas não são do âmbito geográfico, ou seja, aquilo que move os Sábados Diferentes. Assim, se por um lado, o elevando o grau de exigência (com trabalhos individuais e ou de grupo) levará, como alguém disse, à não participação dos alunos, por outro, não consigo compactuar com a leviandade. Por isso, e num período de balanços, admito repensar esta iniciativa.

Por último, fica aqui o meu muito obrigado aos que participaram e que me fizeram aprender muita coisa, literalmente diferente!

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