O Porto em 3D no Google Maps!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015 · Temas: ,

E finalmente chegou a vez de a Invicta aderir ao mundo 3D do Google Maps. Já tardava esta boa notícia, esta nova visão enriquecedora da Cidade, que permite ângulos inéditos e perspetivas deliciosas, sobretudo para quem bem conhece a Cidade, redescobrindo prédios, telhados e logradouros que agora ganham literalmente dimensão.

Porto Google Maps 3D

Pelo que apuráramos, esta visão 3D do Porto (Braga e Lisboa, pelo menos, também passaram a beneficiar desta tecnologia), apenas está disponível no Google Maps e na sua versão para PC. A versão do Google Maps para Android e o Google Earth em ambos os sistemas operativos ainda não beneficiam deste “upgrade”.

Não é novidade fazer este tipo de anúncios no Geopalavras. Já fizemos sobre Coimbra, que beneficia de cobertura 3D há uns meses, isto depois de termos explicado em que consiste esta técnica denominada por stereophotogrammetry em inglês, que cria coordenadas tridimensionais de objetos, espaços ou até mesmo edifícios, recorrendo a várias imagens dos mesmos, obtidas de diferentes ângulos,  nas quais se procura obter pontos comuns, e cuja triangulação permite construir uma imagem tridimensional do objeto em causa.

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A rede energética mundial.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015 · Temas: , ,

O ritmo de surgimento de mapas temáticos na internet é grande e não é alheio ao facto da massiva generalização de ferramentas para a sua realização. O Google Mapmaker, o Mapbox ou até o Mapmaker da National Geographic, potenciam a visualização de dados no espaço, no fundo, permitem a ciência geográfica.

Mapa da rede energética mundial

A comprová-lo, trazemos hoje um excelente exemplo  interativo. Trata-se de um “layer” (camada), criado por Kevin Thuot, que permite entender melhor as relações geopolíticas e a localização dos recursos energéticos. Trata-se de um mapa de cariz económico e sobretudo geopolítico, que ajuda a entender muitos dos dramas sociais e bélicos a que o mundo assiste deste há décadas.

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Singularidades de uma ilha atlântica.

A ilha do Corvo contava com 430 habitantes aquando do último censo. Se noutras regiões nacionais, mais populosas e menos circunscritas, a determinação do número absoluto de habitantes é sempre um exercício de aproximação, cremos que no caso daquela ilha com 17,3 quilómetros quadrados, o valor então deverá ser rigoroso.

Corvo

Esta dupla conjugação de insularidade e dimensão geográfica dota a bela ilha atlântica de particularidades bastante curiosas, únicas quase, e muitas delas próximas do pitoresco. Senão vejamos:

  • em 2011 existiam 61 jovens com menos de 15 anos de idade, 298 adultos e 71 pessoas com mais de 65 anos de idade;
  • a ilha era composta de 190 habitações familiares (2011);
  • o Corvo registou 3 nascimentos em 2013 (66,7% de pais não casados) e registou igualmente 3 óbitos;
  • os corvinos apresentam um dialecto próprio, suportado por um sotaque característico, fruto do seu relativo isolamento;
  • a ilha apresentava 2 bancos (2013), 9 cafés e ou restaurantes (2012), 1 hotel (2013) e 1 farmácia (2011);
  • em 2015 ocorreram 2 sinistros automóveis, isto após 5 anos sem ocorrências;
  • o mais grave acidente automóvel da ilha ocorreu neste mês de agosto de 2015 e, segundo o ex-autarca da ilha, «toda a população do Corvo está em choque»;
  • segundo Manuel Rita, em abril de 2008 «houve um acidente rodoviário no Corvo, que envolveu uma viatura particular e um veículo da GNR, de que resultaram apenas danos materiais e em 1997 um homem foi atropelado»;
  • ainda segundo aquela fonte, a ilha do Corvo não conta com uma oficina de reparação automóvel (2015), sendo que os casos de reparações mais graves são enviados para a Ilha das Flores.


Fontes: www.acorianooriental.pt/ // pdmcorvo.quaternaire.pt/ // www.cm-corvo.pt/ // www.pordata.pt/ 

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A complexidade da economia global.

terça-feira, 25 de agosto de 2015 · Temas: ,

A economia global cria um complexo mosaico de países com diferentes papéis e protagonismos na produção de bens e matérias-primas. Este «Atlas económico», que hoje aqui apresentamos, criado pela Universidade de Harvard (EUA), permite explorar toda a complexidade económica mundial, e por país, de uma forma interativa, nomeadamente: a natureza do comércio de um país, os principais produtos produzidos e exportados; as mudanças temporais na dinâmica exportadora de um país; as oportunidades de crescimento em cerca de 100 países mundiais, isto é, a sugestão de produtos que um país pode produzir de modo a aumentar a sua economia.  

Mapa Comércio Global

Cada pixel no mapa representa 98 milhões de euros de exportação. A cor de cada pixel relaciona-se com a natureza da indústria ou atividade económica associada a uma determinada matéria-prima ou produto manufaturado. Basilar.


Fonte: http://globe.cid.harvard.edu/

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Palavras que se querem atos.

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Imagem gráfica de Joana Abreu, aluna de Arquitetura da Universidade do Porto, vencedora do concurso para a criação de uma imagem alusiva à campanha «Diz não às praxes agressivas e violentas», uma iniciativa do Ministério da Educação e Ciência.

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O declínio demográfico português.

sábado, 22 de agosto de 2015 · Temas: ,

«Só há quatro países no mundo com perdas de população maiores no ano passado do que a de Portugal, em termos relativos. Baixa fecundidade, população envelhecida e mais gente a sair do que a entrar no país: eis o retrato que torna “praticamente impossível” inverter a tendência a curto prazo, explicam os especialistas».

Mapa Crescimento Efetivo Mundial

Começa assim um artigo do Semanário Expresso  de 24 de julho passado, que  retrata brevemente o crescimento efetivo da população nacional entre 2013 e 2014, no qual se constata um um facto demográfico quase palpável: faltam crianças no meio de um mar de gente de cabelo branco que deambula vagarosamente pelas ruas e jardins das cidades. O artigo cita uma fonte do Banco Mundial que refere que «há um declínio da população total devido à baixa fecundidade: os nascimentos são significativamente mais baixos que a mortalidade e o saldo migratório. O saldo migratório é estimado como negativo neste período: em média, as pessoas estão a sair do país».

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O drama das migrações mediterrânicas.

Enquanto grande parte da Europa vai a banhos, milhares de pessoas fogem diariamente, em condições sub-humanas e a fazer recordar coisas passadas, da perseguição ou da profunda instabilidade que se vive em África ou no Médio Oriente. São factos que os noticiários infelizmente relegam para depois das empoladas notícias do futebol ou banalidades de verão.

Se há dois anos o número de migrantes chegados à Europa através do Mediterrâneo se situava em cerca de 60 mil, e em 2014 em cerca de 219 mil, nos primeiros seis meses de 2015 o valor situava-se já 137 mil. São dados impressionantes, constantes e apresentados aquando do último relatório da Agência da ONU para os refugiados.

Neste espaço de tempo, a rota de migração oriental superou em número a rota central, que emana milhares de pessoas através do Norte de África, na tentativa de alcançar Itália e Espanha. A rota oriental traz migrantes do Médio Oriente, nomeadamente da Síria e do Afeganistão, principais países emissores, que procuram atingir o Norte da Europa através da Turquia, Grécia, Macedónia, Sérvia e Hungria, num corredor profundamente incapaz de lidar com este problema, assente em países já de si com graves problemas económicos e sociais.

Migração Ilegal - rotas e pontos de distribuição (Europol 2015)

Não são estes os países que os migrantes procuram, aqueles apenas se situam no longo caminho até à Alemanha, Áustria, Holanda, França e Reino Unido que parecem lidar com o problema através de controlo remoto. Só assim se entende o bloqueio que a Macedónia fez na suas fronteiras com a Grécia, impedido a passagem de milhares de pessoas através do seu território, com outros destinos em mente.

 

É um problema complexo e por muito que se ache quase cínica a atitude dos estados europeus, ricos e com programas sociais generosos, o ritmo do fluxo migratório é simplesmente impossível de lidar e com ele os problemas de segurança e impacto nos sistemas sociais dos países acolhedores.


Fontes: http://www.ultimosegundo.ig.com.br em 1 de julho de 2015  // http://www.brasilpost.com.br em 18 de junho de 2015 // http://www.acnur.org // Relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados das Naçoes Unidas  // http://www.huffingtonpost.com em 24 de abril de 2015 // http://pt.euronews.com em 28 de julho de 2015 // https://www.imap-migration.org/ em 22 de agosto de 2015 // https://www.europol.europa.eu/ em 22 de agosto de 2015

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Suricatas.

domingo, 16 de agosto de 2015 · Temas: ,

É muito compreensível o apelo que os geógrafos, exploradores de biomas, fazem no fim desta aventura aos suricatas, umas “coisas” em forma de gato, talvez mais pequenas, que habitam o sul de África uma forma comunitária, em engenhosos túneis cavados ao longo de centenas de metros. Fabulosa é a ainda a dieta deste animal, senão vejam lá: aranhas ao pequeno-almoço, rãs ao almoço, escorpiões ao lanche e lagartos ao jantar… Delicioso!

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Mapa da poluição atmosférica de partículas.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015 · Temas:

A Universidade de Yale (EUA) publicou online um mapa mundial da poluição atmosférica de partículas. Este  tipo de poluição atmosférica consiste numa mistura de sólidos de gotículas que, pela leveza, flutuam no ar, sendo que podem ser causadas por fenómenos naturais tais com erupções vulcânicas, fogos florestais, a natureza ambiental e geológica da região, ou derivarem da poluição humana.  

As partículas de tamanho inferior a 2.5 micrómetros (um micrómetro corresponde à milésima parte de um milímetro) são basicamente caudadas por poluição provinda de gases automóveis, poluição industrial ou de centrais termoelétricas. São estas partículas que criam condições para a formação de grandes neblinas de poluição (haze em inglês) em grandes concentrações urbanas mundiais.

De uma forma natural, a atmosfera poderá também ficar carregada de partículas atmosféricas de tamanhos de tamanhos superiores a PM2.5 micrómetros. Falamos no pólenes primaveris ou nas poeiras provindas de zonas áridas, como é o caso do Saara, que podem atingir tamanhos consideráveis, como é verificável no mapa (até 153 micrómetros). São poeiras perigosas para a saúde humana, ultrapassando largas vezes o limite definido pela OMS (10 micrómetros) para que que o ar seja considerado de qualidade.

Mapa Poluição do Ar

O mapa representado mostra-nos estimativas da poluição atmosférica de partículas, feita a partir de medições de satélite, onde é assim notória a coincidência da volumetria das partículas com as maiores concentrações urbanas, e de zonas naturalmente propensas à grande concentração de poeiras atmosféricas de maior volume, como o Norte de África e a Península Itálica por exemplo, por consequência.


Fontes: Yale Airmap  // Wikipédia  // Airnow.gov // OMS

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