Uma estória.

domingo, 15 de dezembro de 2013 · Temas: , , ,

As belas e divertidas peças teatrais, cheias de criatividade e talento, proporcionadas pelo D neste final de período, permitem várias reflexões. A primeira faz-nos questionar o modelo de avaliação, cada vez mais em vigor, onde a frieza dos números se sobrepõe ao resto, ditando regras e diretrizes. Ao que parece, e tal como provaram este alunos de Humanidades a propósito de um tema de trabalho: o mundo rural, as fórmulas de Excel, são castradoras e têm uma dificuldade enorme em contemplar a dimensão humana que não se compadece com a mera réplica de conteúdos, tantas vezes inócuos.  

Foto 1

Claro que todos nós, neste complexo mundo do ensino, damos o nosso melhor, mas adormecer na conformidade, põe em causa o arrepio, que nos é tão próprio e fundamental.

Uma outra reflexão, muito a propósito de um certo ranking recentemente publicado, remente-nos para importância do processo e não apenas do resultado. Se nos rimos múltiplas vezes do contínuo cómico, mas também pedagógico, das quatro famílias, deveu-se um processo de crítica e construção, estabelecido ao longo de duas semanas, que promoveu valores e agilizou conteúdos e criatividade.

Os alunos, que interpretaram magistralmente todas as personagens desenhadas, alimentaram-se da naturalidade com que as encararam e riram, riram verdadeiramente das cenas cómicas que já sabiam de cor! Ao desdobrarem-se na entreajuda e ao apelarem a conteúdos e saberes tão diversos, é sinal que o caminho do ensino, não só das humanidades, é por aqui.

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8 respostas a “Uma estória.”

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