Novas formas de percepcionar a família.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 · Temas: ,

São imensas as formas de percepcionar a família e, os novos modelos de família, que divergem de um padrão mais ortodoxo, são entendidos como imorais e indesejáveis. Neste âmbito, a turma F do 10º ano de escolaridade, traçou o retracto de três novas abordagens ao tema.




«Vamos viver juntos?

 Na sociedade actual o termo “casamento” está completamente demodé. Os homens vêm o casamento como uma espécie de prisão perpétua, é certo que outros pensam de maneira oposta, uns argumentam que “O casamento, para que serve? Que coisa mais fatela e pouco excitante… ” e outros chegam mesmo a dizer que “ o casamento é um tormento!”.

Na realidade toda a gente só vê desvantagens no casamento. Primeiro pelo facto da saírem da casa dos papas e terem de desembolsar uns tostões para o seu próprio tormento (o casamento), e depois porque têm de aturar uma pessoa desconhecida debaixo do mesmo tecto até que a morte os separe.

De facto as pessoas vivem na mesma em tormento quando decidem juntar os trapinhos com outra pessoa, só que a única diferença é que neste caso os condenados não assinam a sentença que é suposto durar até à morte».


«Viver só versus solidão.

Viver só não significa realmente estar em solidão, ou seja, levar uma tampa ou ser escorraçado de casa. A opção de viver só é exclusivamente de cada um, aliás, a maioria dos jovens escolhe viver sozinhos por vários motivos: dar uma “ganda festança” e não ter ninguém em casa para controlar as horas ou o barulho, ter uma experiência sexual à vontade sem ninguém interromper ou, apenas ter espaço para si próprio pois, viver com alguém implica responsabilidades e pode tornar-se aborrecido, ser constantemente fiscalizado.

Contudo, viver só não é sempre um mar de rosas… A verdade é que não existe mais ninguém em casa com quem partilhar as tarefas domésticas, com quem discutir, quem aqueça a cama antes de deitar, quem tome conta de si quando a gripe A ataca…

Para outros viver só não é uma opção mas sim uma obrigação… a vida assim o exige… porque a fronha é tão intragável e não há alma gémea que possa (ou queira) ser atingida pela seta do cupido, e por desculpa esfarrapada alguém se justifica que a sua prioridade na vida é o aspecto profissional… ou que decidiu fazer um retiro espiritual… e entretanto chega a velhice…

A velhice é implacável e impiedosa… perde-se a companhia da vida e os filhos vão para longe… e a solidão (apesar de não ser convidada) entra em casa e instala-se no melhor lugar do sofá… Aqui sim… viver sozinho muitas vezes é sinónimo de solidão.»


«Famílias Arco Íris.

Hoje em dia, ser gay está na moda. Mas não pensem que é uma doença, até pelo contrário, é um avanço das mentalidades dos portugueses em pleno Século XXI. Estes indivíduos são cada vez mais apoiados pelo nosso Primeiro-ministro.

Quando pensamos nestas famílias, surgem situações caricatas, ora vejam: no momento do casamento serão declarados de “marido e marido / mulher e mulher”, ou será que lhes pergunta qual deles é o homem e o que finge ser mulher?

A expressão “Quem veste calças lá em casa…” pode deixar de fazer sentido, este dito português, a não ser que um dos elementos comece a usar saia. Mas nem tudo são aspectos negativos, o facto de ambos usarem a mesma roupa e nenhum se pode queixar que o companheiro(a) ocupa mais espaço no armário.

O mais importante de tudo, é a possível adopção de crianças, que mais tarde quando forem para a escola terão de passar por situações menos agradáveis, para melhor compreender fica aqui um exemplo de uma verdadeira história hilariante.

 Um colega pergunta ao João:

 - Como é que se chama o teu pai?

- Qual deles? – Responde o João.

- Qual deles! Tu tens 2 pais?

- Sim, claro! Eles são homossexuais…

Apesar de todas estas diferenças, serão uma família feliz?

Terão eles mais amor e carinho para partilhar? Não será que a família, dita “normal”, em que o homem dá porrada à mulher e se senta em frente da televisão, com a meia rota no dedo a beber, um triste exemplo de infelicidade?».


Autores:


  • 10º F



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5 respostas a “Novas formas de percepcionar a família.”

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