Uma paisagem.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020 · Temas:

Sentimos bastante orgulho nas paisagens que os nossos pequenitos do sétimo desenharam do que viram a nascente da escola. Trata-se de um enorme vale onde corre a ribeira de Borba, cujas vertentes estão florestadas por eucaliptais, pequenos soutos, algumas casas e caminhos rurais, e vinhas. Acrescente-se o campo de treinos do clube desportivo da região, em primeiro plano, e no último, a sobranceira "casa do Seixoso", um antigo sanatório, hoje uma residência particular.

Ora, com tal possibilidade, perguntamo-nos - porquê ficar na sala? Saímos, aproveitamos a réstia do verão, e com mais ou menos jeito, desenhamos os vários planos da paisagem. Honestamente, o resultado foi o que menos nos importou, muito embora haja casos de verdadeiro talento gráfico. A capacidade de analisar criticamente o que viam em planos paisagísticos esboçados a carvão, foi a conquista da aula.



E se uma fotografia com o telemóvel é bem mais rápida de obter, e até digitalmente bem mais fidedigna à realidade, não tem, contudo, o potencial de evidenciar a sensibilidade do pequeno "geógrafo" de paisagens. Isto, para dizer que nem tudo se pode reduzir ao PowerPoint, ao Google ou ao manual. Por outras palavras, uma bela de uma aula ao ar livre, à boa maneira clássica da Geografia, faz a diferença na significância do que se ensina e se aprende.

Circuito interno.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020 · Temas: ,

No Erasmus do AEL decidimos que a imagem é premissa para muito. E se ninguém duvida do poder desta nos tempos atuais, também é difícil encontrar exemplos de uma verdadeira comunhão da "escola" com esta realidade. É certo que se vão fazendo enormes esforços, é o termo, sobretudo da parte docente que, a reboque, e na maior parte dos casos, lá procura coincidir a lecionação com a juventude dos bancos de escola atuais. Ou seja, se é certo que manual e o mapa palpável continuam a ser fundamentais na equação do ensino atual, aquela tem de criar espaço para as variáveis digitais e de imagem, entendidas como elos de ensino.

Por isso o investimento que a equipa Erasmus do AEL e a Direção resolveu realizar numa rede de televisores, que completam o circuito interno de sinal de televisão pré-instalado no edifício da ESL. Aquele, ligado a um estúdio, permite a difusão de conteúdos televisivos numa rede interna, transmissões de eventos em direto, ou a divulgação de informações. Estará ao dispor de todos os alunos do agrupamento, em moldes a determinar, e adivinhamos o sucesso do mesmo. Dele daremos conta por aqui no Geopalavras.

Voltamos à essência.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020 · Temas:

Há um dia no ano que o calendário supõe, mas não determina. É aquele dia em que o frio e a chuva assenta arraiais, arruma com o resto do verão, e convence-nos que é tempo de mudar. Gostamos desse dia, pois gostamos de ruturas; são estas que fazem mudar, explorar coisas novas e avançar. Mas paradoxalmente, são as ruturas de sempre, aquelas que levam a um caminho que já trilhamos, e sabemos mais tarde ou mais cedo acabar. 

As fotos, obtidas na EBLC no início da semana, mostram os nossos pequenitos do sétimo ano a utilizar a inteligência artificial do Google Lens que, se assim entendida, constitui-se como uma excelente ferramenta pedagógica. Com ela a identificar folhas, árvores e arbustos, estamos a fazer o levantamento do parque arbóreo da escola e vertê-lo para um mapa daqueles que se tocam, fruto de um belo acordo entre turmas utilizando o Meet. Pelo meio, ensinamos regras de segurança, e despertamos o olhar crítico e concreto, sobre o "espaço": primeiro a "básica"; depois a "secundária"; e no final do ano letivo, o vale da Ribeira de Borba. Estamos em crer que os alunos aprovam.