Sempre fui entusiasta da montagem e instalação de estações meteorológicas de baixo custo, do tratamento de dados e de toda a perspetiva pedagógica que estas permitem. A primeira que instalei, uma Oregon Scientific, foi há cerca de 15 anos, ainda nas antigas instalações da Escola Secundária da Lixa, antes da intervenção da Parque Escolar.
Na altura, existiam apenas dois ou três destes equipamentos (amadores) instalados a norte do Douro e só em fóruns estrangeiros se conseguia resolver qualquer questão técnica. Exigiam um computador dedicado e a configuração da ligação à internet e a respetiva manutenção eram tudo menos simples.
Há uma mão-cheia de anos, as marcas brancas (de produção chinesa) chegaram ao mercado e tornaram estes instrumentos muito mais amigáveis, quer na instalação, quer no modo de consulta e apresentação dos dados. Hoje, com o telemóvel e em poucos minutos, conseguimos pôr uma estação meteorológica a funcionar e a transmitir dados de temperatura, precipitação e vento, entre outras variáveis, com recurso a gráficos ou tabelas muito detalhadas.
Não obstante esta facilidade, há sempre problemas a resolver: a transmissão de dados que falha, a bateria que necessita de substituição, o udómetro que entope ou a simples necessidade de limpeza (as aranhas adoram fazer teias nela). Ora, face a esses contratempos, e durante anos, consegui aceder à estação que estava instalada na cobertura da minha escola e resolver o que havia para resolver. Mas tudo mudou quando deixei de o poder fazer e passei a ter de pedir (nem sei bem a quem) para fazer o que sempre fiz. Desisti e interrompi um projeto pedagógico que apresentava uma série de 14 anos de dados, os quais já permitiam fazer comparações e análises um pouco mais detalhadas. Enfim.
Resolvi comprar uma para mim e, finalmente, consegui montá-la em minha casa durante esta pausa. Os dados estão disponíveis através de um link (aqui no Geopalavras) e tenciono fazer as análises mensais e anuais que fazia com os dados da sua "prima" da ESL, que agora jaz no telhado, à mercê dos técnicos que vagueiam pela escola.
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