Vale do Côa.

segunda-feira, 23 de maio de 2022 · Temas:

Realizamos uma viagem de estudo ao Vale do Côa, um destino há muito guardado para a melhor oportunidade; surgiu agora. Na verdade, propusemos porque alguém se encarregou de a trabalhar na perfeição, tal como decorreu. O destino, um enorme anfiteatro cultural e turístico, centrou-se em dois pontos: as gravuras rupestres e o museu do Côa, visitados no primeiro dia, e o vale do Douro, com a sua beleza serpenteante, berço dos vislumbres agrestes do Torga, cuja casa também visitamos.



E tudo nos marcou! Pela diferença relativa aos destinos de turismo de massas, pela singularidade universal do que vimos, pelo calor absurdo, pela distância a tudo, por tudo e por nada, que dominam a paisagem. Mas foi, sem dúvida, no fundo do vale, no sítio arqueológico de Penascosa, que sentimos uma genuína emoção. Bem mais do que as gravuras, perceber que há 30 mil anos o Homem ali montou acampamento, caçou e conviveu, numa época em que não existiam nações, religiões ou guerras fúteis, mexe profundamente com a nossa essência; e isto emociona. 

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