Alguns sabem o que é dormir numa tenda, outros não; uns entendem, outros não; uns não se importam, outros não; uns sonham com a tenda, outros não; uns dormem, outros não; uns sorriem, outros não; uns tiram fotos dentro da tenda, outros não; uns veem fotos dos outros dentro da tenda, outros veem-se dentro da tenda; uns constroem mundo que se fotografa, outros olham para o mundo em construção.
Acampar.
Há algo que ainda nos surpreende na juventude, sobretudo pelo contraste do comodismo de muitos, não muito jovens: o poder de adaptação ao meio. É fantástico! Nenhum dos protagonistas desta semana de campismo havia experimentado tal, mas em pouco tempo, o belíssimo meio que nos acolheu na Foz do Minho, um misto de pinhal e mar, permitiu uma simbiose perfeita.
Afinal, e com o devido esforço logístico e de planeamento, que mais se pode querer de umas férias que aliam praia até ao anoitecer, jazz ao jantar, uma vila de encanto, improviso que diverte sem comodismo mundano, e o sabor do vento salgado, no silêncio da madrugada, à porta de uma tenda.
Desculpem este acrescento, mas depois desta idealização particular, que serve de exemplo, oferece-nos dizer: às festarolas da região que atraem vertiginosamente jovens ao torpor do álcool e os desviam de iniciativas assim, nada mais, e àqueles que desejaram ver outra coisa, respondemos com o agradecimento à escola, pelo empréstimo das facas e os garfos, a par de algum material do OPE do ano passado, arquivado num armário, sem esquecer um enorme elogio ao pais que entenderam o benefício desta iniciativa, que faz crescer, e inclusivamente nos visitaram e adoraram.
Nós adoramos aquilo que transmitimos. Reforçamos a ideia de que a firmeza de atitude, aquela que é consequente, doa a quem doer, é um ensinamento equivalente ao esforço empregue na realização deste acampamento, nascido de um esboço em abril passado, mas levado à prática, e não arquivado num dossier.
Verão desaparecido!
Já todos notamos que neste verão, por muito que o sol aperte, a temperatura não é “à verão”, daquela que faz suar, impele à praia e ao nada fazer, se bem que neste último aspeto, e para muitos, não é necessário o estio… Mas, não obstante a temperatura e o brilho baço do astro, o verão é muito aquilo que fazemos dele. Estamos na época que convida à diferença, ao fazer diferente, e se põem em prática planos que alimentamos durante todo um inverno de impossibilidade.
Assim, fazer diferente do que fazemos em novembro ou fevereiro, permite descomprimir, recuperar energias e colecionar recordações que nos alentam ao longo de um ano letivo, quase sempre muito desgastante. Por isto tudo, e mais alguma coisa que o calor também desperta… procura o verão!
Fim das aulas!
E assim passou mais um ano letivo, num ápice… Ainda há pouco estávamos a saborear o cheiro dos manuais novos, dos cadernos por estrear; a lidar com ânsia de conhecer novos professores e alunos, e de repente, o fim. Claro que sabe bem o descanso, a pausa num ritmo diário que se arrasta há semanas… Mas como qualquer fim, bom ou mau, há nele um travo nostálgico perante tudo o que se fez ou deixou de fazer.
Mas o fim é também um ponto de partida, um momento de balanço e decisões perante o futuro. Uns vão abalar da escola, outros mudar de curso; muitos ainda aguardam sobre a possibilidades futuras. Interessa, sobretudo, refletir sobre aquilo que está ao nosso alcance e não deixar o destino ao abandono. Boas Férias!Já temos programa!
Ainda estamos a cerca de 4 meses de distância, mas o programa de atividades a desenvolver em Saint-Avold já está definido e promete ir de encontro à essência do Erasmus em geral, e do tema que agrega estas 5 nações, em particular. Na verdade, trata-se de um trabalho invisível a muitos, aos quais transparecem as fotografias de “caneco” na mão, sorriso na face e uma atitude recorrentemente descontraída. Afinal, havíamos de publicar o quê? O contrário? Não nos parece…
Ainda não nos tocou a responsabilidade de receber as dezenas de alunos e professores estrangeiros, mas à distância de um ano, estamos já a trabalhar na mesma, estabelecendo contactos com as forças vivas da região, conciliando alunos, famílias, aulas e atividades. Não é fácil! Até porque cada saída ao estrangeiro, e já vamos para a 3ª, absorve e implica um rigoroso planeamento semanal, até diário, sequente a um moroso e complexo processo de seleção e divulgação.
Menos do que uma enorme cumplicidade de trabalho entre professores, que abdicam do tempo livre e vão mais além, e todo este mundo não teria lugar. Afinal, a viagem e a responsabilidade de participar nas atividades preparadas por cada país parceiro, são a parte mais fácil e desculpam as fotografias mencionadas…
Uma depressão atravessa Portugal.
O estado de tempo deste primeiro dia de julho é condicionado por uma depressão, que se encontra centrada a noroeste da Península. A sua influência estende-se a todo o território continental, assim marcado por períodos de chuva.
Os Açores e a Madeira não surgem sorridentes; com céus nublados e chuvas na vertente norte, respetivamente, estas duas situações compõem o ramalhete do estado de tempo nacional, coincidente com a “alma lusa” na ressaca de um jogo de futebol.
