Há vários de calibre idêntico que poderiam constituir esta publicação, mas decidimos pelo relatório que a Inês Lopes (e no qual interviemos muito pouco) fez sobre uma certa volta a Portugal. Os factos relatados parecem quase propositados, fictícios, mas não. São verdadeiros e constituem-se no relato de quem viveu intensamente 5 dias de uma experiência única, talvez única numa vida, pelos moldes em que assentou. O que Inês sentiu, é comum aos restantes navegantes, todos, e que a propósito, se dispõem a alimentar, literalmente, a recordação.
- por Inês Lopes
Segunda-feira, dia 2 de abril, pelas 8:30h; estávamos todos reunidos na portaria da escola, ansiosos pela viagem que adivinhava, sem imaginar o tempo bem passado voasse…
Todos felizes e receosos, entrámos no autocarro e a “barafunda” iniciou-se. Os risos histéricos de felicidade e a música que saía da coluna (que dava muito má música, por sinal), formaram uma simbiose que nos acompanhou até às primeiras paragens. A primeira foi em Espinho, onde só estivemos cerca de 15 minutos. Foi o bastante para eu comer o meu “manhazito” à beira da praia e voltar para o autocarro.
