Ponderamos muito bem sobre a utilidade antropológica de desperdiçar tempo na edição videográfica desta suposta troca de presentes, muito fatela, realizada algures pelo Dez F. Contudo, e no máximo, serve para exemplificar tudo aquilo que não queremos, nunca, receber pelo natal! Muito menos aquelas hastes de rena ou aqueles óculos de massa! Cuidadinho! Arre…
Coisas soltas #029.
E à vigésima nona “coisa solta”, decidimos comentar… por vários motivos. Balanceando aquilo que fizemos em jeito de atividade, iniciativa e ou publicação aqui no Geopalavras, durante todo o ano, encontramos um duplo denominador, muito comum: as “nossas” meninas de Inglês.
De Londres a Bucareste, nos intervalos e poucas horas vagas, comungadas a esforço em prol do Erasmus do AEL, sentimos muita cumplicidade na repartição do trabalho, na troca de mensagens, no desenrasca, no inédito, nos momentos de “loucura hilariante”, no modo de estar perante os nossos parceiros europeus, ou na atitude e firmeza como foram / são as decisões de seleção de alunos.
Narcísicos apanhados na rede.
Às vezes, ficamos com sensação de andar a pregar sozinhos contra a absoluta perda de tempo do exercício da moda: coloco-foto-na-net-via-face-ou-insta-e-espero-pelos-comentários. Enfim! Mas, felizmente, há mais gente pregar contra o absurdo.
Numa reportagem publicada no JN, no passado dia 25, Hélder Bastos, diretor da Licenciatura em Ciências da Comunicação na Universidade do Porto, as redes sociais «trabalham para aumentar a dependência das pessoas à Internet através do prazer, da constante espera de "likes" e de comentários».
Ainda no mesmo artigo, assinado pela jornalista Ana Ferreira, pode ler-se que a dependência se torna mais grave quando alimenta o narcisismo. A adoração do eu e o fascínio pela própria imagem é constantemente alimentada pela "personagem" que criamos no perfil. Preocupante, no mínimo…
O que vale uma tempestade?
Desde início de novembro através de um projeto de denominação conjunto, o primeiro dos três países: Portugal, Espanha e França, a acionar um alerta laranja ou vermelho unicamente em relação ao vento, dá o nome a uma tempestade que se avizinhe. Desde a sua entrada seu vigor, a tempestade Bruno é a segunda batizada por Espanha; a primeira foi a tempestade Ana, ocorrida no início deste mês.
Antes daquele acordo, as tempestades, que equivalem à afetação do território por um sistema frontal, não eram batizadas. Assistíamos, então, à sua passagem, mas sem o seu registo de nomenclatura, pelo que eram facilmente esquecidas e confundidas.
As próximas, a acontecer, e segundo aquele acordo, terão os seguintes nomes: Carmen, David, Emma, Félix, Gisele, Hugo, Irene, José, Katia, Leo, Marina, Nuno, Olivia, Pierre, Rosa, Samuel, Telma, Vasco e Wiam. Ah! E não se confundam as tempestades com furacões, mais próprios de outras latitudes. Estes, há muito que têm nomes e não são fáceis e esquecer!
Fontes: IPMA / Jornal Público
