Meeeexxxxxxeeee-tttttteeee, pois já decorre, nos prazos definidos pela Lei, o período de apresentação de «Desenvolvimento e apresentação de propostas» ao OPE 2018! É até ao final do mês de fevereiro e, até lá, deverás (conjuntamente) imaginar uma proposta que «[identifique] claramente uma melhoria pretendida na escola, através da aquisição de bens e/ou serviços que sejam necessários ou convenientes para a beneficiação do espaço escolar e/ou da forma da sua utilização ou destinados a melhorar os processos de ensino aprendizagem e do qual possa beneficiar ou vir a beneficiar toda a comunidade escolar».
Até os pavões assediam…
É frequente passearmos nos belíssimos jardins do Palácio de Cristal onde, pelo meio das seculares tílias, freixos e palmeiras da Califórnia, convivem esquilos, coelhos, patos e pavões. É sobre estes últimos que queremos falar, não os coelhos… esse são outra estória.
Investigamos o óbvio. Descobrimos que a cauda colorida desta ave pode atingir 2 metros, e não tem outra função que não seja seja exibir-se perante a pavoa. E, caso o ritual de pavoneamento seja bem sucedido, a fêmea põe entre 4 a 8 ovos, que chocam ao fim de 28 dias! A lei da natureza é esta e, perdoem-nos a grosseria da comparação, mas nós, seres inteligentes, também nos pavoneamos (assediamos), e temos de o continuar a fazer, sob pena de nos reduzirmos a pedras.
Obrigado fungosos, pela gripe da passada semana!
Na passada semana assistimos, na primeira pessoa, a um combate entre os nossos anticorpos e o vírus da Gripe B. Safamo-nos! Mas, agora, andamos sedentos para descobrir qual dos fungosos dos nossos “queridos” alunos, nos transmitiu esta estirpe de vírus B… Sim, vírus! A gripe e a constipação transmitem-se por contágio de vírus. Basta alguém espirrar, constipada ou gripada, perto de nós, e já está…
Apesar das dificuldades de investigação, já fizemos alguns progressos, e até já reunimos uma série de suspeitos mais-ou-menos-com-cara-de-fungosos. Estão na fotografia, e digam lá se não têm mesmo cara de quem está preste a espirrar para cima da pessoa ao lado e não lavar as “manápulas!?” Ummmhhh?
Narcísicos apanhados na rede.
Às vezes, ficamos com sensação de andar a pregar sozinhos contra a absoluta perda de tempo do exercício da moda: coloco-foto-na-net-via-face-ou-insta-e-espero-pelos-comentários. Enfim! Mas, felizmente, há mais gente pregar contra o absurdo.
Numa reportagem publicada no JN, no passado dia 25, Hélder Bastos, diretor da Licenciatura em Ciências da Comunicação na Universidade do Porto, as redes sociais «trabalham para aumentar a dependência das pessoas à Internet através do prazer, da constante espera de "likes" e de comentários».
Ainda no mesmo artigo, assinado pela jornalista Ana Ferreira, pode ler-se que a dependência se torna mais grave quando alimenta o narcisismo. A adoração do eu e o fascínio pela própria imagem é constantemente alimentada pela "personagem" que criamos no perfil. Preocupante, no mínimo…
O simbolismo de uma época.
Seria bom que nas frenéticas compras dos próximos dias, tivéssemos em conta o simbolismo do ato. Deverá, dizemos nós, representar apenas «a experiência de uma alegria, que sendo humana não se reduz a nenhuma realidade deste mundo [e deste modo] Talvez percebamos de novo o que queremos dizer uns aos outros quando nos saudamos, desejando “Bom Natal”».
Fonte: homilia de D. José Policarpo, na noite de Natal de 2009.
Um futuro à espera de formação.
Esta notícia, que nos foi enviada por uma atenta diretora de turma, refere uma dificuldade nacional, outrora sazonal: a falta de funcionários para trabalhar no setor da hotelaria e afins, sobretudo na época alta. Neste momento, e com a crescente vaga turística, o facto já não se confina ao verão e surge durante todo o ano.
Ora, num país onde o desemprego ainda existe subsiste, esta oferta demanda de recursos não é, no mínimo, contraditória? Não! E explica-se pelos baixos salários, e horários de trabalho pouco ortodoxos, pagos e praticados pelos empresários deste setor, que se refugiam na não formação dos funcionários. Daí a necessidade de formação para elevar salarialmente esta área e, consequentemente, mexer com a economia nacional.
Segundo o Pordata, de 2001 para 2016, o país passou de 51 mil para 59 mil funcionários a trabalhar neste crescente subsetor, mas, há ainda muito a fazer. Sobretudo na formação de uma imensa juventude, que quer partir para este mundo.
Repensar o território com mapas.
Quando o planeamento é discutido em Portugal, não é sustentado devidamente em mapas, modelos ou fotografias (Valle). As questões e leis jurídicas, a economia local, a política e os programas sociais, impõe-se perante aquela base. E se estas são uma peça chave na forma como deverá, “inteligentemente”, ser lido o território, a base deverá ser o ponto de partida, fornecendo uma visão de conjunto inultrapassável.
Num contexto de repensamento do território, muitas perguntas que se levantam, e decisões que se venham a tomar, não podem ser encaradas apenas com recurso a números e estatísticas. A convicção, as ideias e as políticas são importantes, mas, inócuas, se desprovidas de uma visão de conjunto que só a Geografia consegue criar através do mais querido dos seus instrumentos, o mapa.
Fonte: Urbanismo Portugal – Daniel Casas Valle.
Desporto, pela igualdade de género.
Será possível que a velocidade de cruzeiro que século tomou, não tenha sido suficiente para atenuar as desigualdades de género? Infelizmente, conhecemos a resposta, e a UEFA também. Com uma interessante campanha «que visa transformar a perceção existente sobre o futebol feminino e encorajar mais raparigas a abraçarem a modalidade», aquele organismo europeu, tenta democratizar, no género, a prática da modalidade.
Ora, adoramos um dos vídeos realizados sobre aquele propósito, que, numa linguagem específica, incentiva um publico alvo e promove virtudes: raparigas entre os 13 e os 17 anos sobre benefícios psicológicos, físicos e emocionais da sua prática.
E, imagine-se, se o futebol feminino estivesse ao nível do voleibol, do ténis ou atletismo feminino, só para mencionar desporto, ou num grau de equivalência ao brilhantismo imbatível, que as mulheres demonstram nas mais diversas áreas da sociedade. E sabemos do que falamos…
A chuva que tarda.
Os sonhos, somos nós que os fazemos. Todos, menos um: a vida. Aí, e só aí, surge Deus. Acreditamos e ensinamos este principio que levou a humanidade ao estado atual, para o bem e para o mal. E apesar da poesia, o reparo que nos faz escrever este artigo, inclina-se mais para a prosa trágica que, a ter um título, seria algo do género: a seca que se abate há anos sobre a Península Ibérica.
Na verdade, este artigo vai em jeito de crónica, baseada em factos. O primeiro, é o Resumo Climatológico, correspondente ao mês de setembro, publicado há dias pelo IPMA, que nos dá conta da “seca severa e extrema” que decorre na Região Noroeste Continental, ainda assim, a menos afetada, a par do Algarve, no Continente.
O 5 de outubro evocado na ESL.
Numa época em que o mundo, e a Europa em particular, parece assistir à emergência de um certo nacionalismo, talvez cíclico, o simbolismo da data que está na base do dia feriado de hoje, adquire uma importância, até pedagógica, ainda maior.
A 5 de outubro de 1910, a nossa nação assistiu à implantação daquela que é a mais democrática forma de governação de um povo, a República. Com este regime governativo, é o povo que exerce, de uma forma indireta, o seu poder, elegendo os seus representantes governativos.
Esta data, excelentemente interpretada, evocada, na sua véspera pelos alunos do 12ºG (do curso Psicossocial) sob a batuta do Prof. Jorge Lopes, sinaliza o fim de um regime régio, que governou Portugal durante séculos. Viva a República!
A polifónica feira da Lixa.
Há muito que sonhávamos visitar a feira da Lixa. Realiza-se bem cedo, todas as terças-feiras, num recinto alcatroado, feito para a receber. Contempla duas secções: uma mais altiva, onde se vendem frescos: carne e vegetais, outra, num patamar inferior, mas não menos concorrido, com peixe, roupas e fazendas, doces e produtos utilitários para o lar.
O dia em que a visitamos, dizem os entendidos destas andanças, terá sido dos mais concorridos dos últimos anos. Coincidiu com a semana antecedente às eleições autárquicas, tornado o habitual frenesim do formigueiro, numa espécie de sinfonia polifónica desafinada, tocada por vários maestros concorrentes, hábeis no beijo e distribuição de lembranças baratas. Marcante e muito próximo do quase outonal.
Um sentimento profundamente dúbio.
Comovemo-nos hoje, neste dia de exercício democrático, com as imagens dos noticiários, chegadas hoje da Catalunha. O arrepio que sentimos na pele, ao ver polícias (muitos, catalães) e povo independentista, numa luta fratricida, faz trazer à memória a nossa revolução dos cravos, onde quem executava cumpria ordens, quase chorando.
Por outro lado, a proximidade geográfica e cultural que temos com o nosso vizinho, e sem hipocrisias, até porque neste mundo há dramas humanos bem maiores, faz-nos viver todas aquelas imagens como se fossem nossas, e nos deixam com um profundo sentimento dúbio, um dilema: por um lado, a independência de uma nação amarfanhada por Castela há séculos, e a consequente derrocada de Espanha enquanto um todo, seguindo-se o Reino Unido (Escócia), e até Itália, onde a Liga do Norte já mostrou, por várias vezes, tiques independentistas; ou a perpetuação de uma situação explosiva que, a partir de hoje, e com estas imagens, não será mais a mesma.
Em Portugal, que por sorte escapou ao jugo Filipino, às custas da aposta de Filipe III na manutenção da Catalunha Espanhola, não há um paralelo do que se vive hoje em Espanha. Nós somos portuenses, temos os nossos regionalismos e manifestamos, muito, a nossa sensação de insatisfação perante muito centralismo económico e cultural de Lisboa. Não obstante, sentimos a nação que somos há quase 1000 anos, de Caminha a Vila Real de S. António, nos Açores e Madeira. Mas, estamos inquietos.
Ao raiar do sol.
Segundo a mitologia grega, Dioniso, deus grego dos ciclos vitais, das festas e também do vinho, ordenou que lhe trouxessem uma bebida que lhe envolvesse todos os sentidos. Trouxeram-lhe néctares diversos, mas só se satisfez quando lhe ofereceram o vinho, uma essência de cultura.
A caminho da feira da Lixa, a última deste mês de setembro, sentimos que Dioniso nos guiou e propôs este cenário de beleza plástica rara e marcante, onde tudo se alinhava, como se encenado: a luz oblíqua, a suave neblina e os rostos ásperos, de quem se levantou muito antes do astro rei. O drama decorria bem próximo da ESL, poeticamente no outono, e foi um momento de vida, daqueles só igualados pelo torpor que a bebida permite alcançar.
Saídas brilhantes para um Curso de Humanidades.
Por natureza, lecionamos sobretudo a cursos e áreas que se vocacionam às Humanidades. Até há bem pouco tempo, este era, para alguns alunos, e visto por muitos professores, como um curso de “fuga à matemática”, às ciências e tecnologias, alojando quem não via solução no ensino profissional.
Esta premissa faz “escola” no final do 9º ano, por volta das matrículas, e impõe-se perante o aluno não convicto. Mas, a realidade desmonta toda esta ideia. E dizemos isto porque lidamos, orgulhosamente, com alunos de qualidade provada, que fariam “lugar vincado” num curso de Ciências e Tecnologias.
Não o quiseram, pois a convicção e um remar realista, de encontro a oportunidades criadas por um mundo onde o que se impõe é, a passos largos, a capacidade de inovação e as experiências adquiridas, levou-os a trilhar este caminho que culminará, com certeza, numa ideia, profissão ou habilidade promissora.
Por outras palavras, o mundo necessita de pessoas das mais diversas áreas, sendo que os alunos que seguirem superiormente os cursos de humanidades / turismo / relações internacionais, podem, com esforço, sorrir amplamente. Ponto.
Se não fora, mais valia vender o país!
Se há uma vaga de turismo e a imigração, sobretudo de reformados provenientes da Europa Ocidental não é um fenómeno menor, muito terá que ver com a qualidade de vida que o nosso país manifesta em múltiplos aspetos, tais como: ofertas de lazer, felicidade e segurança.
A constatação é patente num inquérito realizado pela InterNations, uma comunidade on-line que agrega residentes estrangeiros com poder de compra e qualificações elevadas, a cerca de 125 mil pessoas em 188 países. Segundo os resultados apurados, «Its popularity [Portugal] among […] is largely due to its temperate climate and widely available leisure activities».
Fontes: internations.org // Jornal Público em 6 de setembro de 2017.
Os aviões da Red Bull.
Começamos por referir que as cidades, regiões, necessitam de eventos para mostrarem que existem, criarem marca, e fazerem funcionar o seu dinamismo económico. Sempre foi assim, e é assim na atualidade. Contudo, eventos há muitos: mais populares, menos populares; mais ou menos mediáticos que, no fundo, é o que se pretende com na realização deste, RedBull Air Race, durante o próximo fim de semana; e mais, ou menos, sustentáveis.
E, a ser verdade que por causa (ou à boleia) deste evento, e da instalação de uma tenda para “VIP´s” na marginal de V.N. Gaia, bem junto das Caves de Vinho do Porto, se tenham abatido mais umas árvores, pomos em causa toda a iniciativa, que “ensardinha” gente nas derradeiras margens do Douro. Que raio de exemplo!
Um arrepio no final das férias.
Ao arrepio, cremos no fim de agosto para fazer férias! Nesta altura, de contagem decrescente, a malta tem por hábito enfiar-se no hipermercado, e comprar tudo o que vê à frente: lápis, cadernos, aguças, e borrachas verdes, etc., ou a chatear a molécula do responsável pela mesada, tentando convencê-lo a comprar mais umas sapatilhas da Adidas, ou por aí. É a denominada febre do final de estio, que atinge os alunos e encandeia os encarregados de educação mais incautos.
Por isso, e antes de abalar para a “praia”, deixamos aqui mais umas motivações (e não nos estamos a “armar” em designers, acreditem) ou, vá lá, variações ao frugal, algumas feitas com pouco mais do que o PowerPoint. É tudo uma questão de insistência, tentativa, erro e solução.
E este nosso apelo, constante, à inovação, tem que ver com o modo como vemos a sociedade de hoje, onde não há espaço para o que é normal e cai na indiferença. Ou melhor, há! Mas, é reduzido e de fracos horizontes. A sociedade atual faz-se de pulos impulsionados pela criatividade. Até um dia destes!
Ah! Uma pequena nota: onde é que anda a Geografia “nisto tudo”? Bom, “nisto tudo”, a Geografia está na imaginação. Ninguém produz conhecimento sem imaginação. Está dada a reposta a uma certa pergunta.
Rir de nós próprios!
Se há virtude que admiramos, é a capacidade de nos rirmos de nós próprios. É assunto que já aqui abordamos, de raspão, por muito admirarmos quem o consegue fazer, talvez por ter aprendido, mostrar inteligência ou, simplesmente, por ter nascido com o dom.
E é curioso, como na época em que as redes sociais, sobretudo o Instagram, se atafulha de ângulos “perfeitos” e posses ousadas, que seja na imperfeição, ou vá lá, no disparatado, que pareça encontrarmos inteligência e perfeição. Confuso? Por outras palavras: é na admissão da própria imperfeição, por intermédio do “autoriso” e “autogozo”, que vemos o caminho da (impossível) perfeição; porque inteligente; porque diferente do banal.
Ora, investigamos e não encontramos um adjetivo que resuma esta capacidade que sempre pautou, por exemplo, os apresentadores dos imensos vídeos que publicamos no Geopalavras. Todos, quase sem exceção, provaram saber brincar com o próprio erro. E isso é tão delicioso, que o procurarmos incessantemente… Daí a nossa insistência em algumas rúbricas, às vezes muito disparatadas, na tentativa de despertar, e alertar, para a criatividade.
Mas, vejam alguns exemplos (que depois dos parágrafos anteriores já o devem ter feito, há muito…), que a Pandilha selecionou para nós, e onde nós próprios nos incluímos, isto até porque gostamos bastante de fazer figuras tristes!
Os hipermercados que finalizam o verão.
O calendário diz-nos que estamos no dia 17 de agosto, sabias? Pois… estamos, por isso, na segunda quinzena de agosto, e os hipermercados já não atacam o incauto consumidor com cadeiras de praia, malas térmicas ou garridas pranchas de bodyboard de esferovite.
Caixa de recordações.
Há um fascínio pelo esforço coletivo, sobretudo quando se participa acreditando em algo maior. Na verdade, ao longo da nossa vida, seja ela grande ou pequena, somos frequentemente confrontados com o apelo à participação, mesmo sem entender todo o “filme”, como foi o caso das pessoas que alinharam na gravação deste pequeno vídeo, em prol de algo maior. Neste caso, foi um pequeno genérico videográfico, mas, o apelo podia versar causas bem mais importantes: pessoas, animais ou plantas, cultura ou até ideais.
Exemplos há muitos, e bons: a ação dos bombeiros, a todos os níveis; os protestos e chamadas de atenção de grupos ambientais ou de direitos cívicos; ou até a nossa pequena ação diária, ajudando o próximo, reciclando ou poupando água.
Mas, leia-se que a participação também pode ser antagónica à visão do “apelo”. Na verdade, a concordância encarneirada é um erro, e por isso, contestar fundamentadamente, é também assumir uma posição muito válida. O problema está na indiferença perante um problema ou estado de coisas.
