Passeamos muito pelo Porto durante este último verão, nomeadamente pela sua Baixa. Percorremos ruas congestionadas por turistas, lojas de souvenirs, prédios cobertos de andaimes, prontos a ser transformados em alojamento local ou similar, e uma profusão de esplanadas que sugam a réstia dos estreitos e seculares passeios da cidade.
Aquele ato de prazer, já não equivale ao de outrora; é agora um exercício de contorcionismo, de pára-arranca, e de mágoa para com lojas seculares encerradas ou transformadas em mais um restaurante “gourmet” ou uma gelataria internacional. É este o retrato da Baixa do Porto atual, que aos poucos deixa de ser uma cidade dos portuenses, onde as referencias comerciais se esvaem a um ritmo preocupante.




