O drama das migrações mediterrânicas.

sábado, 22 de agosto de 2015 · Temas: , ,

Enquanto grande parte da Europa vai a banhos, milhares de pessoas fogem diariamente, em condições sub-humanas e a fazer recordar coisas passadas, da perseguição ou da profunda instabilidade que se vive em África ou no Médio Oriente. São factos que os noticiários infelizmente relegam para depois das empoladas notícias do futebol ou banalidades de verão.

Se há dois anos o número de migrantes chegados à Europa através do Mediterrâneo se situava em cerca de 60 mil, e em 2014 em cerca de 219 mil, nos primeiros seis meses de 2015 o valor situava-se já 137 mil. São dados impressionantes, constantes e apresentados aquando do último relatório da Agência da ONU para os refugiados.

Neste espaço de tempo, a rota de migração oriental superou em número a rota central, que emana milhares de pessoas através do Norte de África, na tentativa de alcançar Itália e Espanha. A rota oriental traz migrantes do Médio Oriente, nomeadamente da Síria e do Afeganistão, principais países emissores, que procuram atingir o Norte da Europa através da Turquia, Grécia, Macedónia, Sérvia e Hungria, num corredor profundamente incapaz de lidar com este problema, assente em países já de si com graves problemas económicos e sociais.

Migração Ilegal - rotas e pontos de distribuição (Europol 2015)

Não são estes os países que os migrantes procuram, aqueles apenas se situam no longo caminho até à Alemanha, Áustria, Holanda, França e Reino Unido que parecem lidar com o problema através de controlo remoto. Só assim se entende o bloqueio que a Macedónia fez na suas fronteiras com a Grécia, impedido a passagem de milhares de pessoas através do seu território, com outros destinos em mente.

 

É um problema complexo e por muito que se ache quase cínica a atitude dos estados europeus, ricos e com programas sociais generosos, o ritmo do fluxo migratório é simplesmente impossível de lidar e com ele os problemas de segurança e impacto nos sistemas sociais dos países acolhedores.


Fontes: http://www.ultimosegundo.ig.com.br em 1 de julho de 2015  // http://www.brasilpost.com.br em 18 de junho de 2015 // http://www.acnur.org // Relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados das Naçoes Unidas  // http://www.huffingtonpost.com em 24 de abril de 2015 // http://pt.euronews.com em 28 de julho de 2015 // https://www.imap-migration.org/ em 22 de agosto de 2015 // https://www.europol.europa.eu/ em 22 de agosto de 2015

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