Uma pausa dos elementos.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014 · Temas:

Saímos com o prenúncio de chuva, vagamos com o sol a espreitar e o frio não foi problema. Foi assim o último Sábado Diferente, enorme e natalício, que se iniciou na placidez da Foz do Douro, onde a cidade abranda, tudo é leve, e nem o Homem do Leme, de face austera e dura, destoa no firmamento. A Foz é uma cidade dentro da cidade, um caso à parte.

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Mas dali, contrariamos o pacífico curso do Douro, passamos a Arrábida, Massarelos e Miragaia, e terminamos na Serra do Pilar, na margem umbilicalmente oposta à cidade que lhe dá sentido. Lá no alto, no mosteiro redondo de zimbório proeminente, a vista permite uma das mais belas imagens do país, que tanto atrai turistas ocasionais, viajantes, ou gente enamorada. Embrenhamo-nos nela e, em passos largos, passamos a Ribeira, o Infante e detivemo-nos na prazerosa Rua das Flores, com os seus novíssimos restaurantes Gourmet, daqueles com porteiro à porta, cujas luzes encadeavam  os transeuntes curiosos.

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O jantar, desenrascado à moda do Porto, fez recuperar energias para o que ainda restava da noite. Descemos os Clérigos, passamos defronte à árvore de Natal e, em D. João I, patinamos eufemisticamente em gelo a valer. Logo após, regressou a chuva, como se o tempo de tréguas, oferecido pelos elementos, tivesse acabado. Belo!

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