Guilherme Camarinha.

domingo, 27 de outubro de 2013 · Temas:

Se estivesse vivo, faria no próximo dia 1 de novembro 101 anos de idade. Pela marca artística que deixou no Porto e no país, resolvemos relembrar os tempo idos em que vultos artísticos desta dimensão, eram contratados para decorar fachadas interiores de cafés, igrejas ou tribunais, com murais e ou pinturas icónicas que deliciam quem as interpreta.

Guilherme Camarinha foi professor na ESBAP (atual Faculdade de Belas Artes do Porto),  de 1959 a 1962 e, para além de pintura e tapeçaria, produziu vitrais, esculturas, mosaicos (para a cripta do Santuário do Sameiro, em Braga) e frescos. No fim dos anos 50  «passou a dedicar-se, sobretudo, à Arte Pública, em especial à tapeçaria, o que lhe granjeou fama. No entanto, nunca deixou de se considerar um pintor. A pintura que continuou a produzir absorveu parte dos modelos que usou nas artes decorativas monumentais».

Guilherme Camarinha Sem Título - Melancia

Deixou obra um pouco por todo o país, «durante quinze anos trabalhou em dezasseis tribunais [e para] diversas câmaras municipais portuguesas concebeu cartões para tapeçarias que iriam embelezar os respetivos salões nobres, de que são exemplo: a Lenda do Senhor de Matosinhos, em 1960, para a Câmara Municipal de Matosinhos; uma cena de atividades agrárias para a Câmara Municipal de Famalicão, em 1961; e, para a Câmara Municipal do Porto, Honra e Glória, em 1958, Atividades no Porto junto ao Rio e S. João do Porto, em 1962»1.

Na área do Porto, podemos descobri-lo na Via Sacra da Igreja de Nossa Senhora da Conceição  (Marquês de Pombal), no antigo Café Rialto (atual Millenium BCP, Praça D. João I), na Igreja do Bom Pastor, da Igreja Lusitana  (Vila Nova de Gaia), nos respetivos salões nobre das câmaras municipais do Porto e Matosinhos.


1 Fonte: - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto

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