O ritmo da tecnologia.

terça-feira, 17 de abril de 2012 · Temas: ,

- Por Margarida Cardoso, Liliana Alves, Salete Sousa e Vítor Costa.

A rapidez e a transformação são caraterísticas da sociedade atual. Esta constatação constituiu-se como tema de trabalho para os alunos do 11º ano de Geografia que, a propósito, realizaram vários trabalhos escritos com várias visões sobre o tema. São esses trabalhos, previamente publicados nos Provedores da Nação, que aqui se passam a publicar.

 

Evolução da transmissão de Música

O desenvolvimento dos vários estilos musicais e a progressiva evolução da importância da música, são acontecimentos óbvios para qualquer habitante de uma sociedade moderna do século XXI. Cada um de nós reserva um lugar para a música. Este pode ser maior ou menor, mas o facto é que o temos.

Há quem não consiga passar um dia sem a ouvir, há quem se socorra dela nos momentos mais vazios. Mas, independentemente do estilo e da frequência com que a ouvem, a música é uma peça já marcante na vida e na sociedade. No entanto, não foi apenas o conteúdo desta forma de arte que se tem vindo a alterar com o passar dos anos; a maneira como a mensagem musical nos chega, têm vindo também a alterar-se de forma esmagadoramente rápida. 

A única forma que os nossos avós tinham de ouvir música (gravada, é claro!) era através da rádio. Este meio difundiu-se por todo o mundo no século XIX, revolucionou os meios de comunicação e iniciou o processo planetário de difusão da música. Foi através da rádio que a música começou a chegar aos quatro cantos do planeta em simultâneo.

No início da década de 50 surgem os discos de vinil e os famosos gira-discos. Os discos de vinil eram bastante leves, maleáveis e resistentes a choques e quedas. Para além disso a sua excelência na qualidade sonora e o atrativo de arte nas capas, chamaram os compradores que os passaram a preferir aos discos antigos de 78 RPM. 

Depois do aparecimento da rádio, da popularização das estações de rádio e dos seus programas musicais, a sofisticação deste aparelho, permitiu disponibilizar uma nova função: um leitor de cassetes. «As melhoras na qualidade de som fizeram com que o cassete suplantasse a gravação da fita de rolo na maioria de seus usos domésticos e profissionais». A indústria musical não deixou de aproveitar esta forma de armazenamento de informação e vulgarizou as cassetes, que foram deixando para trás os vinis. RadioIphone

 

A partir do final da década de 80 e início da década de 90, a invenção dos compact discs (conhecidos por CD’s) prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem ruídos. Esta novidade fez os discos de vinil ficarem desatualizados e estes desapareceram quase por completo no fim do século XX, e o mesmo acabou por suceder com as cassetes. Encorpados nos aparelhos radiofónicos começaram a aparecer os leitores de CD’s e nada mais se vendia. 

E quantos de nós não tiveram um leitor de CD’s portátil? Quando surgiram, nos inícios do século XXI, estes aparelhos revolucionaram o conceito de «ouvir música», pois (novidade das novidades!) esta caixinha permitia-nos ouvir música independentemente do lugar e do estivéssemos a fazer. Para além do seu caráter móvel, a novidade consistia na inclusão dos phones, permitindo ao utilizador ser o único a ouvir o conteúdo do CD e não incomodar quando estava próximo de alguém. Esta nova possibilidade procurou acabar com o estereótipo do amante de música com o rádio ao ombro

Assim, a possibilidade de levar a música connosco tornou-se uma realidade perfeitamente acessível. E foi a partir deste mote que surgiram as novidades do novo milénio: o mp3, o mp4, os diferentes modelos de ipod (desde o classic ao nano e ao shuffle). Estes novos dispositivos funcionam de forma visivelmente mais rápida, prática, fácil e a qualidade de som é indiscutivelmente superior aos seus precedentes. São a realidade dos nossos dias e já não sabemos viver sem eles. 

- Margarida Cardoso


A evolução do Cinema

Há milhares de anos, para contar as suas histórias, o Homem pintava as paredes das cavernas e no Oriente utilizava o jogo de sombras. Atualmente temos à nossa disposição a tecnologia mais moderna para captar os momentos mais importantes da nossa vida, seja em fotografia seja em filme. Do primeiro momento até aos dias de hoje, várias foram as evoluções e inovações que foram surgindo, como resultado da investigação científica e da curiosidade do Homem, dando origem à fotografia e ao cinema a 3D.

 
O cinema, tal como o conhecemos hoje, é o resultado da amálgama de várias experiências posteriores, que estavam relacionadas com a ciência ótica, nomeadamente a câmara escura, que está na base da invenção da fotografia e que consiste numa caixa com um buraco no canto, a luz de um lugar externo passa pelo buraco e atinge uma superfície interna da caixa onde é reproduzida a imagem invertida, e a lanterna mágica, que é um aparelho para projeção de imagens sobre vidro pintadas a cores, cuja fonte de luz é composta por uma vela, ou candeeiro a petróleo. Estas invenções, aliadas à vontade do Homem em criar a ilusão de movimento, originaram o cinema nos seus primórdios.


Em 1890, Thomas Alva Edison construiu a primeira máquina de cinema, apelidada de quinetoscópio. Tinha quinze metros de película e o espetador tinha de ver através de uma lente de aumento.

Contudo, o aparecimento do cinema é atribuído aos irmãos Lumière, que inventaram o cinematógrafo, a primeira câmara filmadora, copiadora e projetora do mundo, que transmitia a sensação plena de movimento através da sequência de pelo menos dez imagens por segundo. Em 1895, exibiam num salão em Paris, os primeiros filmes da história intitulados: «A saída dos operários da fábrica Lumière» e «A chegada de um comboio à estação Ciotat». Estas primeiras experiências suscitavam curiosidade por parte dos espetadores e dos interessados na área. Mais tarde Georges Méliès demonstrou que o cinema não servia apenas para registar a realidade mas também para ser divertido.

Cinematógrafo (1895)


Na América, Edwin S. Porter, conjugou o estilo documentalista dos irmãos Lumière com as fantasias de Méliès e produziu o primeiro filme interessante e com êxito que contribuiu para que o cinema se tornasse definitivamente um espetáculo de massa. Surgiam então as primeiras salas de exibição por todos os EUA e criava-se a primeira indústria cinematográfica em Hollywood.

Os primeiros filmes eram a preto e branco e mudos, tendo por tema o faroeste, comédias e melodramas, de onde recordamos Charlie Chaplin. Em 1926, surgia o primeiro sistema sonoro aplicado ao cinema, como forma de se adequar à exigência dos espetadores. Passavam a dominar os filmes policiais, musicais e românticos, e surgiam as primeiras estrelas de cinema famosas. Pouco a pouco foram aparecendo os filmes coloridos generalizando-se na década de 1950.

Após a segunda guerra mundial surgiam as primeiras televisões que colocavam um desafio à indústria do cinema, pois tinham de se diferenciar deste pequeno ecrã. Assim sendo, aumentaram o tamanho das telas atingindo um formato panorâmico. Na mesma época, e para nosso grande espanto, pois achávamos ser típico apenas da nossa geração, surgia uma novidade conhecida como 3D. Esta consistia na sobreposição de duas imagens da mesma cena, cada uma com um filtro de cor e de um ângulo diferente. O resultado exigia a utilização de óculos especiais, em que cada lente tinha um filtro colorido correspondente à das filmagens, de forma a dar a impressão de relevo e realismo.


O cinema foi também refletindo as mudanças da mentalidade e de ideologias da sociedade, que precisava do cinema como forma de distração e impulsionadora de cultura, e foi espalhando-as pelo mundo. Assim, o cinema americano foi-se deixando influenciar pelo cinema europeu, que o defendia como forma de arte e de difusor de ideias, começou a ser de autores, dedicou-se ao consumo de massa, especialmente de crianças e adolescentes, envolveu profissionais das mais variadas áreas, figurinistas, coreógrafos, maquilhadores entre outros, as máquinas foram-se aperfeiçoando e foram adotados efeitos especiais proporcionados pelas novas tecnologias especialmente direcionadas para a área, dando origem ao cinema tal como nós o conhecemos atualmente.

Posto isto e tendo refletido um pouco sobre o assunto, verifiquei que quando resolvi que o tema seria o cinema como modificadora da sociedade tecnológica, acreditava piamente que a nova geração 3D era a revolução do milénio e por isso mesmo instrumento de transformação. Contudo, a minha pesquisa levou-me a concluir que o cinema não é uma arte relativamente atual e que a sua potencialidade se prende com o facto de mudar mentalidades e de levar uma sociedade a evoluir relativamente às tecnologias.

- Liliana Alves


A evolução dos videojogos.

Os nossos antepassados referem que os seus tempos livres eram ocupados com jogos inventados com os materiais disponíveis. Ouvimos frequentemente os nossos avós e pais, falar de brincadeiras que realizavam quando ainda eram crianças ou mesmo em adultos, quando o tempo se disponibilizava.

As crianças juntavam-se e divertiam-se de qualquer forma. Correr, jogar à apanhada, jogar à macaca, saltar à corda, são exemplos de brincadeiras que antes eram comuns. Outros jogos como as cartas e o dominó eram também o entretimento de muitos.

Contudo, tudo mudou! A tecnologia avançou, surgiram as primeiras gameboys, os primeiros jogos interativos, as primeiras novidades que marcaram gerações. Rapidamente conquistaram admiradores e foram adquiridos de uma maneira impressionante. Estas novidades entusiasmaram e levaram a um abandono de atividades e jogos que tantos anos marcaram a infância de muitas gerações.

Após as primeiras novidades, a tecnologia não parou e os jogos instalaram-se na televisão, onde através dos comandos é possível controlar um mundo irreal capaz de nos isolar do resto do mundo.

Multiplicaram-se os jogos disponíveis para os diferentes equipamentos que captaram cada vez mais a atenção do público. As vendas dispararam e os jogos virtuais destronaram antigas brincadeiras. Assistimos então a uma evolução quase desmedida e, de um momento para o outro, passamos de uma playstation 1 para a playstation 3, à semelhança de outros equipamentos concorrentes.

 PlayStation 1

Vemos equipamentos capazes de quase tudo, capazes de nos desligar do mundo real, capazes de nos viciar de tal forma que deixamos de ter tempo para as nossas necessidades. Trocamos atividades, convívios, passatempos, por horas em frente a algo que na verdade não nos faz feliz, que faz com que nos esqueçamos do que realmente é importante.

Concluindo, a evolução dos vídeo jogos registou uma evolução com um ritmo impressionante, capaz de nos levar a deixar de comprar o essencial para podermos ter aquela novidade que não passa de um objeto.

- Salete Sousa.


Evolução dos telefones.

Como se sabe, até meio do século XIX, as únicas maneiras de se comunicar ou partilhar informação era através de jornais e livros, mas isso mudou quando, em 1876, Bell inventou o primeiro telefone. Era um instrumento que acarretava outros aparelhos e só as pessoas com grandes posses tinham capacidade para os gastos da sua implementação. A prová-lo tivemos a implementação da ligação telefónica entre Lisboa e Porto que, onerosa, só se concluiu no ano de 1888.

Mais tarde, por volta do fim do século XX, o telefone simplificou-se e, por conseguinte, começou a tornar-se mais comum nas casas das populações também derivado aos custos terem diminuído comparativamente aos primeiros.

A partir daqui iniciou-se uma loucura: a criação do primeiro telemóvel, que como o próprio nome indica é um instrumento móvel, sem fios, com botões que permite a comunicação através da voz e mensagens com outros do mesmo género mas só através da chamada com os telefones em qualquer parte do mundo onde exista rede.

Primeiro Telemóvel

Os primeiros telemóveis tinham um tamanho considerável e inclusivamente eram maiores do que os fixos. As suas baterias tinham uma duração muito limitada, o que levava as pessoas a ponderar um bocado e a julgar os seus preços.

Com o tempo os telemóveis foram-se miniaturizando e sofisticando. Os telemóveis surgem hoje com maior duração de bateria, a cores, com novas aplicações, jogos, calculadora, gravador de voz, entre outros.

Mais recentemente criaram-se os novos telemóveis touch que tiveram uma grande adesão por gente de todas as idades.

- Vítor Costa.

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