Cravos de Liberdade.

quarta-feira, 25 de abril de 2012 · Temas: ,

- Margarida Cardoso, 11E.

Cravos, flor deste sangue marinheiro
Escultura em bruto de um povo envelhecido
Manchado de tons vitoriosos e de pesadas lágrimas,
Secas agora num Portugal renascido.
 
Cravos erguidos em prol do silêncio
De tons vivos, frescura de águas mil,
Num céu fundo e agora calado a assistir
Deixando florir as cores de Abril.
 
Cravos espalhados ao favor da liberdade
De rebordos definidos numa emoção incontida,
De faces rosadas, uma tês escarlate,
Enche-se Abril de uma esperança desmedida.
 
Cravos içados ao sabor da bandeira,
Entregues nas mãos de uma renascida multidão
Mergulhada em sonhos e tingida de verde
Mas agora Abril é somente recordação!

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