Celebrar a Páscoa em tempos de crise.

quinta-feira, 5 de abril de 2012 · Temas: ,

- Por Sara Pimenta 11E.

Tal como era de esperar, mais uma vez os portugueses fazem questão de celebrar esta época festiva e por isso, vão gastar as suas economias já por si reduzidas.

Começando pelo Dia de Ramos, e pelo que consegui apurar, verifiquei que a adesão vai ser numerosa, ainda que a palavra ‘crise’ assombre o nosso dia-a-dia. Porém, as pessoas que contactei confessaram-me que darão os seus ramos aos padrinhos, por ser tradição, mas terão em conta os custos, optando sempre pelos mais económicos. Há coisas que mudam, não no hábito mas sim na carteira…

Outro assunto que tentei apurar, foi sobre o modo como os meus conhecidos iriam viver estas miniférias de Páscoa. Tal como suspeitava, obtive respostas bastante diversas, sendo que uns disseram que iriam aproveitar para descansar, pois com a crise, e sendo esta sinónimo de tensão, uma pausa faz sempre bem à alma; por outro lado, ouvi respostas que afirmavam não poder desperdiçar algumas poupanças e que a quadra ia ser vivida por casa.

Averiguei também se os estabelecimentos comerciais estariam abertos no dia de Páscoa. As respostas deixaram-me um pouco boquiaberta, visto todos os estabelecimentos aos quais me dirigi, me responderam “- Sim, vamos estar abertos durante o dia todo, incluindo o período de almoço…”. Com esta resposta retiro uma ilação: estamos mesmo deparados com a crise e todos os momentos contam para conseguir faturar um pouco mais, nem que seja com o compasso à porta…

É uma situação completamente nova. Em tempos passados, situações destas não aconteciam e os comerciantes reservavam os dias festivos para poderem tirar um dia de merecido descanso.

Ovos de Páscoa

Outra questão que averiguei foi sobre as famosas amêndoas e ovos de chocolate da época. Terão saída nesta Páscoa de 2012?

Pois bem, analisando as grandes superfícies podemos ver o esvaziamento das prateleiras, espanta até os mais conservadores. Na minha opinião, estas vendas fazem parte de uma tradição que se confunde com a época. A Páscoa não é Páscoa sem amêndoas e ovos, tal como o Natal não o é sem rabanadas e bacalhau! São datas memoráveis e por isso, precisam ser celebradas com os devidos doces e gastronomias.

Outra questão que apurei foi sobre o famoso prato gastronómico da época, o cabrito assado. Será que vai servir de prato principal como em anos anteriores?

Esta foi a questão que mais respostas negativas obti. Parece que a população, nesta Páscoa, vai optar por vitela, porco ou outras carnes ainda mais baratas, pois afinal de contas, o cabrito só se torna mais enfatizado nesta época e por isso mais dispendioso.

Com este trabalho cheguei à conclusão que os portugueses vão, mais uma vez, celebrar a Páscoa com o mesmo grau de fartura dos outros anos, embora uns mais do que outros; posso assegurar que vai ser mais uma festa para gastamos dinheiro, mas aproveitarmos tudo a que temos direito - chocolates, cabrito, pão-de-ló…

Assim, à pergunta - o que Támal? - respondo de forma breve: - Támal o facto de Portugal estar na banca rota, dos portugueses gastarem mais do que o que têm e, com essa cruz, não poderem gozar o que talvez mereçam.

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