Um dia com gente do mar.

sexta-feira, 24 de junho de 2011 · Temas: , ,

Tal como verdadeiros “marinheiros de água doce”, foi um punhado de gente de terra firme que na passada terça-feira, derivou da escola até à lota de Matosinhos, onde contactamos e falamos com a gente do Mar. Aquela que se lê nos livros e nos fascina nos filmes. Sim, foi mesmo verdade!

DSC_5388Como previsto, saímos bem cedo e descemos na Baixa do Porto que, por esta altura festiva do ano, se encontra perfumada de pregões joaninos: “- Sardinhaaaa fresca…” ou “- Vai manjerico freguesa?”. O mercado do Bolhão, por esta altura transformado DSC_5415no armazém oficial da maior noite do Porto, permite ao verdadeiro folião de S. João encontra o “equipamento” necessário para cumprir a tradição: cidreira, ervas aromáticas, alho-porro e até mesmo os ultra-modernos martelinhos de encher, indispensáveis para uma noite divertida e bem passada.

Claro está que também visitamos os locais da moda, os centros comerciais que pela baixa DSC_5419 existem. Estes interpretam o S. João de uma forma muito peculiar vendendo, por exemplo, sofisticados balões de S. João, dez vezes mais caros do que os tradicionais mas, segundo as especialistas da loja, muito mais eficazes! Apesar do discurso mais ou menos convincente, não os compramos, limitámo-nos a ouvir e talvez arriscar nos tradicionais que, para o efeito, não justificam tanta sofisticação.

DSC_5457Depois do almoço seguimos para o nosso objetivo principal de viagem, a Docapesca de Matosinhos. Tomamos o Metro e saímos em pleno centro daquela Cidade, bem perto do porto de pesca, no qual entramos como gatos, à socapa. Como não tínhamos hora marcada, tivemos que aguardar um pouco pela autorização. Foram extremamente acolhedores e até nos proporcionaram um guia, o Sr. Jorge, que embora desempenhe funções de segurança, domina a arte da pesca e conseguiu responder às múltiplas questões que lhe colocamos, num cenário cheio de curiosidades. 

Vimos vários tipos de embarcações, umas mais ligadas à pesca da sardinha e outras, maiores, ligadas a outro tipo de pescado, muito variado. Tivemos inclusivamente a oportunidade de assistir à descarga de um arrastão que, das suas “entranhas”, expelia cabazes de peixe fresco, pronto a ser vendido na lota, mesmo ali ao pé.

DSC_5553A lota, propriamente dita, é um enorme armazém dotado de boas condições higiénicas, que possui uma bancada, frontal a uma esteira rolante, por onde DSC_5593 “desfilam” tabuleiros de peixe dividido e já calibrado, pronto a ser leiloado. O processo é simples: cada cliente está munido de um comando que lhe permite licitar os tabuleiros de peixe que vão passando e cujo valor por quilo surge em contagem regressiva em dois ecrãs eletrónicos, situados por cima da esteira.

Notamos também que há uma imensidão de gente ali a trabalhar e cuja função nem se percebe muito bem, mas que contribuem para que nas peixarias e supermercados, exista peixe fresco quase todos os dias, vindo do nosso mar. Uma coisa muito curiosa: havia sempre alguém pronto a esclarecer-nos sobre o nome de um peixe ou de utensílio por ali existente e nunca ficamos sem resposta.

Foi um dia mágico que recordaremos sempre e cujas fotos se podem ver aqui. Ah! A mítica t-shirt afinal sempre existe!

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5 respostas a “Um dia com gente do mar.”

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