Conversor para o Novo Acordo Ortográfico.

sábado, 2 de abril de 2011 · Temas:

Como já deves saber, em Janeiro passado deu-se início ao processo de entrada em vigor do novo acordo ortográfico. Com ele, novas regras se imporão na forma como escrevemos e mais tarde ou mais cedo a elas teremos que nos adaptar. Fica aqui um conversor disponibilizado pela Porto Editora que nos permite converter palavras conforme a ortografia antiga para a nova grafia e resolver no mesmo instante qualquer dúvida ortográfica.



«Esta adaptação, no entanto, não é pacífica. Têm sido muitas as vozes que se têm erguido quer contra, quer a favor, tal como aconteceu com outros acordos em momentos anteriores.

Nem sempre a ortografia foi interpretada da mesma forma. Durante a Idade Média, a escrita era sobretudo fonética, ou seja, os escribas tentavam registar por escrito os sons que ouviam.

Durante o Renascimento, alguns estudiosos recorreram ao latim e ao grego para definir uma regra escrita, ou ortografia, com base na etimologia. É o período etimológico da ortografia portuguesa que alguns designam como pseudo-etimológico.

Durante o século XIX e início do século XX, desenvolveu-se a consciência da necessidade de simplificar e regular a ortografia para difundir o ensino e combater o analfabetismo.

Com este intuito, o Governo da recém-implantada República promove a reforma de 1911, que introduz profundas alterações na ortografia.

Em 1945, um novo acordo ortográfico foi oficializado pelo Governo português, mas não ratificado pelo Congresso Brasileiro. Na prática, nenhum dos países adoptou a totalidade das bases que compõem o acordo, tendo cada um introduzido uns aspectos e preterido outros. A título de exemplo, o Brasil deixou cair as consoantes mudas e Portugal deixou cair o trema e o acento gráfico em ditongos – ei-, tónicos e graves, como em ideia.

Os encontros com vista à uniformização foram prosseguindo até 1990. O acordo que finalmente entrou em vigor, no início do ano 2010, segue de perto o acordo ortográfico de 1945.

O que aqui se pretende é disponibilizar meios para que os alunos possam compreender as novas regras ortográficas e os critérios utilizados.»

Fonte:
- Conceição de Edite Prada - Destacável da Revista Noesis, nº81.

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Uma resposta a: “Conversor para o Novo Acordo Ortográfico.”

  1. Isto de novo acordo ortográfico é uma tremenda parvoíce. Agora vamos parecer uns parvos a falar!

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