Quando a Terra treme.

domingo, 20 de dezembro de 2009 · Temas: ,

Portugal, à excepção do arquipélago dos Açores, que se localiza na bordadura de duas placas tectónicas, pode considerar-se estar fora das zonas de maior sismicidade mundial.

Todavia, é possível verificar que o Centro e o Sul do país já atravessaram crises dignas de figurar entre os principais terramotos mundiais. O último grande sismo data de 28 de Fevereiro de 1969 e que atingiu a região de Lisboa e sul do país. Portugal encontra-se na fronteira entre a placa tectónica Euro-asiática e Africana, pelo que não são raros os abalos neste espaço geográfico. Com uma magnitude de 6.5, este sismo de 1969 foi contudo mais pequeno do que aquele que destrui grande parte de Lisboa, Litoral Alentejano e Algarve a 1 de Novembro de 1755 e que provocou um maremoto. Nestes casos, como na maioria dos sismos registados em Portugal Continental, o epicentro situou-se perto do Banco de Gorrigue, localizado a cerca de 200km do Cabo de S. Vicente.


Por vezes, somos relembrados de que Portugal se encontra numa região de sismicidade moderada. Apesar da maioria dos sismos apenas serem sentidos pelos sismógrafos, há alturas em que a intensidade aumenta. Assim Aconteceu, há quarenta anos que Portugal não sofria um abanão com a intensidade da semana passada.

Com uma intensidade de 6.0 na escala de Richter e com epicentro ao largo do Cabo de S. Vicente, causou um enorme susto e fez ressurgir o medo de um abalo como o de Novembro de 1755, considerado o maior sismo que abalou a humanidade e que se fez sentir um pouco por toda a Europa e Norte de África, tendo as ondas do Tsunami chegado às ilhas dos açores. Apesar de ser descrito como o sismo de Lisboa, pois destruiu uma cidade muito povoada na época e com uma malha histórica riquíssima, a verdade é que estragos ainda maiores se sentiram na costa alentejana e Algarve, tendo causado destruição e morte de forma incalculável. Pesem embora os avanços científicos nesta área, não é possível prever sismos e maremotos com a devida antecedência. A verdade é que mais tarde ou mais cedo sabemos que seremos novamente atingidos por uma catástrofe de igual dimensão.

Desta vez o epicentro foi ao lago da costa algarvia, pois se um sismo com a mesma intensidade ao registado na semana passada fosse registado numa qualquer falha mais próxima do nosso território a destruição seria óbvia. Estudos feitos evidenciam que um sismo com a mesma intensidade ao da semana passada ocorrido no território continental ou mais próximo da costa causaria cerca de 10 mil mortos e desalojados à volta de 200 mil. 

O Banco de Gorrigue tem uma série de falhas activas, com uma sismicidade quase permanente de pequena intensidade. De acordo com vários cientistas, há registos de cerca de 11 tsunamis ocorridos no Sul de Portugal continental e Mediterrânico nos últimos milhares de anos, o que comprova o facto de o sul do país sofrer grandes oscilações ao nível do solo e da sua zona costeira.

A geologia do planeta está em constante mutação e movimento. Os sismos são os mais visíveis dos fenómenos que alteram a superfície terrestre. Quanto mais espaçada for a libertação de energia, mais probabilidade há-de ocorrer um grande sismo, por isso devemos ficar satisfeitos pela energia ser libertada de forma mais constante, com pequenos abalos. Sismólogos defendem a teoria de que o oceano Atlântico iniciou o seu fechamento e que os sismos terão

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