O degelo do permafrost.

domingo, 6 de dezembro de 2009 · Temas:

Na região do árctico, as baixas temperaturas registadas ao longo de todo o ano, contribuem para a perpetuação de uma massa de solo gelada, constituída por água e solo: o permafrost. Em latitudes mais a sul, este fenómeno ocorre apenas no Inverno, pelo que no período mais quente, a camada superficial do permafrost degela, dando origem a enormes tundras pantanosas (no mapa, a região de permafrost a norte do Cículo Polar Árctico).




Assim, cerca de 24% da massa continental do Hemisfério Norte, encontra-se permanentemente gelada e, 57% gela sazonalmente (Robert Britt ). Todavia, dado o aquecimento global, estes valores estão a alterar-se dramaticamente.

Em algumas regiões da Rússia, foram realizados estudos prolongados que provam que a temperatura do solo está a aumentar. Segundo o geógrafo, Frederick Nelson da Universidade de Delaware, a água ocupa um volume superior, no seu estado sólido, relativamente àquele que ocupa no seu estado líquido. Esta diferença provoca, no subsolo, movimentos que podem pôr em risco infra-estruturas à superfície, tais como caminhos-de-ferro, estradas e edifícios (na foto, um movimento de solos).




Todavia, este processo de degelo do permafrost acarreta um perigo ainda maior, com consequências superiores àquelas provocadas pela emissão de gases de efeito estufa por acção humana: a emissão de carbono e metano, apreendido na matéria orgânica, agora degelada, por acção de fungos e bactérias.

Refira-se que a molécula de metano é 21 vezes mais eficaz na retenção de calor na atmosfera terrestre, comparativamente à molécula de dióxido de carbono (na foto, um aspecto do permafrost).




Estima-se que as reservas de metano no permafrost sejam correspondentes a cerca de 500 biliões de toneladas de carbono e as emissões de carbono, por parte da humanidade, atinjam hoje cerca de 7 biliões de toneladas por ano.

Fontes:



- Robert Britt - http://www.livescience.com/
- Frederick Nelson - http://www.udel.edu/

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