Cimeira de Copenhaga.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009 · Temas:

«O tempo já não é o que era», ouve-se dizer. Empiricamente, esta constatação que os meteorologistas, com prudência, admitem ser verdade, traduz-se, no dia-a-dia, em temperaturas fora de época, períodos de chuva intensos que alternam com longos períodos de ausência da mesma.
Os adágios populares, tão enraizados na nossa cultura e ligados a esta faceta da natureza, passam assim a não encontrar uma correspondência na realidade. Há algo que não bate certo.
Neste ano, o cíclico Verão de S. Martinho não foi mais do que uma espécie de prolongamento de um Verão fora de época que se deu quase até finais de Outubro. Pelo meio tivemos um Setembro seco, demasiadamente seco para um mês dos que normalmente nos traz o primeiros prenúncios de Outono. Há algo que não bate certo.




«As alterações climáticas estão aí e agora é uma questão de sobrevivência para a humanidade e a ecologia. […] Os impactos das alterações climáticas, tal como a subida do nível do mar e os fenómenos meteorológicos extremos e imprevisíveis, são particularmente devastadores para os países em desenvolvimento, que contribuíram menos para o problema, nomeadamente os mais pobres e vulneráveis.» (Relatório dos pontos de acordo para Copenhaga da Rede de Acção Climática Internacional).
Em Copenhaga, na Dinamarca, entre os dias 7 e 18 de Dezembro, os ministros do Ambiente de vários países reúnem-se para uma conferência sobre o clima. Espera-se, desta cimeira, resultados mais firmes e ambiciosos que os alcançados na anterior, em Quioto. Cá esperamos, com esperança, porque há algo que não bate certo.

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